A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 30 de junho de 2014

REAL DA BEIRA LITORAL ESTEVE PRESENTE NO XX CONGRESSO DA CAUSA REAL

Fábio Reis Fernandes e Carlos Revez
Mário Neves e Carlos Revez
 A Real Associação da Beira Litoral participou, no passado sábado, no XX Congresso da Causa Real que decorreu na Cidade de Viana do Castelo.

A delegação da RABL era composta por três congressistas: Fábio Reis Fernandes, presidente da direcção; Mário Pedro Santos Neves, 1º Vice-Presidente da direcção e Carlos Manuel Revez, Vogal da direcção e responsável pela assessoria jurídica da associação.


FOTOGRAFIAS DA VISITA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA A CAMINHA




















Caminha recebeu ontem a visita institucional dos Duques de Bragança. Da visita fizeram parte: uma recepção solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma visita à Torre do Relógio e um percurso pelo Centro Histórico.


S.A.R. O SENHOR DOM AFONSO DE BRAGANÇA, PRÍNCIPE DA BEIRA, FOI INVESTIDO NA ORDEM SOBERANA E MILITAR DE MALTA





" O Futuro Rei de Portugal " como é designado pelos cavaleiros, foi investido pela Ordem de Malta.

A Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, da qual. D. Afonso faz agora parte, é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional, e cujo principal objectivo é auxiliar os necessitados , sejam eles idosos, deficientes, refugiados , crianças ou sem-abrigo .


 ‎Netcafé Monarquia Moderna

O FUTURO "REI DE PORTUGAL", COMO É DESIGNADO PELOS CAVALEIROS, FOI INVESTIDO PELA ORDEM DE MALTA
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Revista "flash" de 27 de Junho de 2014

domingo, 29 de junho de 2014

DUQUE DE BRAGANÇA E MEMBRO DO GOVERNO PROMOVEM ECONOMIA DO ALTO MINHO

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Jornal "Diário do Minho" de 27 de Junho de 2014 


Duques de Bragança em Ponte de Lima 

 
S.A.R. Duque de Bragança, D. Duarte, na cerimónia de entronização do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar Nuno Vieira e Brito, como Embaixador da marca 100% Alto Minho, iniciativa de promoção das empresas alto minhotas. A cerimónia teve lugar hoje pelas 20 horas na Loja Rural-Cadeia das Mulheres, em Ponte de Lima. Estando integrada na iniciativa "Portugal Real - 100% Alto Minho", promovida pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), sendo esta uma das das três instituições associativas europeias fundadoras do projecto "Federação Internacional das Associações Empresariais" (FIAE). - Fotografia: Carolina Dos Reis Faria / CDSNoticias
 

O REI É O ALENTO DO POVO!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

«O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,
O som da sua voz tudo transmuda.
E a Sua viva Majestade esplende.»
 
- Fernando Pessoa, 31/07/1935

Um Rei dá ânimo e estimula a auto-estima da Comunidade, pois um Rei é um grande motivo de orgulho para o Seu Povo, que sabe ter na Figura Real a encarnação da história da Nação e da gesta de um Povo.
 
Existe de facto um misticismo de alta condição em torno da Figura Real!
 
«REI SEM POVO NÃO É REI, POVO SEM REI NÃO É POVO», afirmou certeiro Dom Luís Álvares de Castro, 2.º Marquês de Cascais, tendo como interlocutor El-Rei Dom João V.

É essa alegria quase mística que transparece por exemplo no soneto daquela que foi apelidada de “Décima Musa Portuguesa”, Soror Violante do Céu, e que o compôs após a Restauração da Independência, época de exacerbado contentamento nacional pela liberdade reconquistada após 60 anos de jugo estrangeiro.

A El-Rei D. João IV

«Que logras Portugal? Um rei perfeito.
Quem o constituio? Sacra piedade.
Que alcançaste com ele? A liberdade.
Que liberdade tens? Ser-lhe sujeito.

Que tens na sujeição? Honra e proveito.
Que é o novo rei? Quase deidade.
Que ostenta nas acções? Felicidade.
E que tem de ser feliz? Ser por Deus feito.

Que eras antes dele? Um labirinto.
Que te julgas agora? Um firmamento.
Temes alguém? Não temo a mesma Parca.

Sentes alguma pena? Uma só sinto.
Qual é? Não ser um mundo, ou não ser cento
Para ser mais capaz de tal Monarca.”

O Rei honra o Seu Povo e o Povo estima o Rei, com uma devoção e bem-querer que nunca dedicará a qualquer presidente.
 
“E toda a Nação o chorou numa infinita piedade.
 
Com el-rei D. Luís, findou um período interessante da nossa história. Durante ele, Portugal, emergindo da anarquia doutrinária que o desmantelava desde 1820, consuma o seu desquite com o passado, quebra o seu pacto com os ideólogos – e entra resolutamente, para ventura sua ou para maiores e inéditos males, no caminho do utilitarismo, do fomento e do progresso material. Para presidir a esta revolução, que cobriu a terra de instrumentos de riqueza e radicou na gente a importância dos interesses, el-rei D. Luís era, pelas favoráveis feições do seu espírito liberal, transigente, modernizado, acessível às inovações, o chefe mais congénere e perfeito. Daí proveio, entre o rei, beneficamente inclinado às reformas, e o reino, que ardentemente se reformava, uma harmonia sólida e séria que, em vinte e oito anos, não sofreu uma interposição nem foi toldada pela sombra.”, Escreveu Eça de Queiroz, sobre El-Rei Dom Luís I de Portugal.
É essa Paz que queremos, é essa comunhão entre Chefe de Estado e Povo por que todos anseiam: o Lusitano querer encarnado num Rei.
 
Ó Rei, com a Tua vinda venha de novo Portugal!
Ó Ponte entre o Passado e o Presente, dá-nos um Futuro!
Ó Rei volta por nós!
Regressa pela Tua grei!

FESTA VISTA ALEGRE 2014 EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA



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Festa Vista Alegre 2014, no lugar de Vista Alegre, município de Ílhavo

sábado, 28 de junho de 2014

MONARQUIA: UM CHEFE SEM PARTIDO

Num país onde a república é a única forma de Governo possível, alguns não vêem vantagem na elegibilidade do Chefe de Estado. Eles são monárquicos e acreditam que um rei seria a melhor solução para Portugal. Manuel Neves e Manuel Beninger são portugueses que acreditam numa monarquia moderna, numa monarquia parlamentar.
A discussão entre monárquicos e republicanos é velha no âmbito da ciência política. No entanto, os monárquicos acreditam que têm a vitória e que Portugal não deveria ser um dos 164 países sob regime republicano. Este país deveria ter, segundo eles, um chefe de estado não eleito. Só assim se conseguiria a unidade nacional.
Para Manuel Pinto Neves, de 63 anos, “os presidentes da república são indicados por partidos e seguem ideologias, o que cria divisão imediata”.
Segundo este monárquico, o rei é o símbolo de um país que não se envolve em partidos. É uma figura independente destas situações, procurando o consenso. Esta é uma das razões pelas quais se defende o regresso à monarquia.
Um regime com vantagens
O Presidente da República é visto, por quem defende a monarquia, como uma figura apenas eleita por uma parte da população. Além disso, para o Presidente da Comissão Distrital de Braga do Partido Popular Monárquico (PPM), Manuel Beninger, a abstenção verificada nos últimos anos reflecte “o descrédito nas instituições republicanas”.
Este monárquico afirma que o rei seria a melhor opção dado que este é “absolutamente livre de pressões, de grupos económicos e de interesses partidários”, representando todos os portugueses.
A capacidade de neutralidade em relação às forças políticas começa a ser preparada em criança. Desde a infância que o futuro rei adquire uma educação especializada que lhe permite subir ao trono mais tarde. Manuel Neves confirma esta ideia, referindo que “os reis são preparados imediatamente para o serem e para poderem prestar serviço à nação”.
Perante a actual situação do país, o cidadão de 63 anos relembra que um regime monárquico é mais barato do que um regime republicano. Além disso, refere que os presidentes da república gastam milhões e que “o estado continua a aguentar quatro ou cinco presidentes da república, quando eles já saíram”.
Monarquia como opção democrática
Não há números oficiais quanto aos portugueses que defendem a monarquia. O número de filiados no movimento oficial monárquico ronda os dez mil, mas o valor real é superior. Manuel Neves afirma que existem “grupos monárquicos informais que usam as redes sociais, encontros e convívios para manter a causa na memória”. Para além disso, segundo D. Duarte Pio, 30% dos portugueses achariam melhor ter um rei do que um presidente.
Apesar da luta por uma alteração no actual regime, a Constituição não é favorável a uma mudança. “O actual regime e a constituição portuguesa não são, de todo, verdadeiramente democráticos, uma vez que apenas consagram a República, como única opção de regime”, defende Manuel Beninger.
Uma causa que não precisa de partido
O Partido Popular Monárquico teve, na sua génese, alguns membros monárquicos. No entanto, os membros da causa real não pertencem todos ao PPM. “Muita gente é do PSD, do CDS ou até do próprio partido socialista. A causa monárquica não precisa de partido”, afirma Manuel Neves.
Apesar desta heterogeneidade, o representante do PPM acredita que “há um descontentamento profundo com o actual regime e com as actuais políticas do país”. Este é, para Manuel Beninger, o motivo apontado para que o Partido Popular Monárquico tivesse melhores resultados nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, adquirindo 0,5% dos votos, segundo dados do Jornal Expresso. Apesar desta subida de 0,1% face às eleições europeias de 2009, “o partido popular monárquico nunca teve nenhuma expressão a nível eleitoral”, de acordo com Manuel Neves.
Quanto ao futuro, o representante do PPM acredita “firmemente que a restauração da monarquia já esteve mais longe e que esta será uma realidade ainda nesta geração”.
Fonte: Universidade do Minho Press
 

800 ANOS DA LÍNGUA PORTUGUESA



A acrescer a este evento, eis o manifesto:

MANIFESTO 2014
800 anos da Língua Portuguesa

A língua que falamos não é apenas comunicação ou forma de fazer um negócio. Também é. Mas é muito mais. É uma forma de sentir e de lembrar; um registo, arca de muitas memórias; um modo de pensar, uma maneira de ser – e de dizer. É espaço de cultura, mar de muitas culturas, um traço de união, uma ligação. É passado e é futuro; é história. É poesia e discurso, sussurro e murmúrios, segredos, gritaria, declamação, conversa, bate-papo, discussão e debate, palestra, comércio, conto e romance, imagem, filosofia, ensaio, ciência, oração, música e canção, até silêncio. É um abraço. É raiz e é caminho. É horizonte, passado e destino.

Na era da globalização, falar português, uma das grandes línguas globais do planeta, que partilha e põe em comum culturas da Europa, das Américas, de África e da Ásia e Oceânia, com centenas de milhões de falantes em todos os continentes, é um imenso património e um poderoso veículo de união e progresso.

Em 27 de Junho de 2014, passam oitocentos anos sobre o mais antigo documento oficial conhecido em língua portuguesa, a nível de Estado - o mais antigo documento régio na nossa língua, o testamento do terceiro rei de Portugal, Dom Afonso II.

Neste dia, queremos festejar esses oito séculos da nossa língua, a língua do mar, a língua da gente, uma grande língua da globalização. Fazemo-lo centrados nesse dia e ao longo de um ano, para festejar com o mundo inteiro esta nossa língua: a terceira língua do Ocidente, uma língua em crescimento em todos os continentes, uma das mais faladas do mundo, a língua mais usada no Hemisfério Sul. Celebramos o futuro.

Em qualquer lugar onde se fala Português, 27 de Junho de 2014

Veja aqui.

publicado por Pedro Quartin Graça, em Estado Sentido

sexta-feira, 27 de junho de 2014

VENHA JÁ HOJE CELEBRAR O MINHO COM A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA


Este fim de semana, temos um grande acontecimento para os monárquicos do Minho, o Portugal Real 100% Alto Minho, que conta durante três dias com a presença da Família Real Portuguesa na nossa região.

Programa

27 de Junho

19.30H - Visita à Loja Rural (Torre da Cadeia) em Ponte Lima com a presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte e do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar Dr. Nuno Vieira e Brito.

20.30h - Recepção das Associações Empresariais, visita à VIII Feira do Cavalo de Ponte de Lima e jantar no recinto da feira no Restaurante da Expolima.

20.30h - Torneio de Ténis em Terra Batida no Clube de Ténis de Viana, Maratona Nocturna.

28 de Junho

09.00h - Encerramento do Torneio de Ténis, Clube de Ténis de Viana.

10.00h - XX Congresso da Causa Real "Ventos de Futuro", no Auditório do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, na Praça General Barbosa em Viana do Castelo.

18.30h - Participação no enceramento da MostrArt na Praça da República.

19.30h - Entrega de prémios no Clube de Ténis de Viana.

20.30h - Jantar Solidário a favor da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo, na Quinta da Presa - Meadela, Viana do Castelo. Apresentação dos produtos produzidos na região do Minho por empresas locais.

23,30h - Arraial Minhoto

29 de Junho

10.00h - Recepção no salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Caminha.

10.30h - Visita guiada à Torre do Relógio.

11.00h - Visita ao Centro Histórico de Caminha.

12.30h - Vira do Meio-dia pelo grupo Etnográfico de Vila Paria de Âncora.

Encerramento do evento Portugal Real 100% Alto Minho.

Não deixe de participar e de conviver com a nossa Família Real. Viva o Rei e Viva Portugal!
 

QUANDO O REI SOBE AO TRONO

Na passada quinta-feira, dia 19 de Junho, subiu ao trono de Espanha o Rei Filipe VI, substituindo o seu pai, que acabara de deixar o cargo depois de 39 anos (1975-2014) ao serviço de Espanha.
É rígido o protocolo de ascensão ao trono, tal como pudemos confirmar na última quinta-feira, contudo, o que pretendo aqui recordar é a forma como decorreu a subida ao trono do último Rei de Portugal, o jovem D. Manuel II, bem como a forma como Braga viveu e cumpriu esse cerimonial.
Tudo aconteceu após o regicídio de D. Carlos e do seu filho D. Luís Filipe, ocorrido em Lisboa, um sábado, dia 1 de Fevereiro de 1908.
O sucessor no trono, o príncipe D. Manuel, decidiu encerrar-se por oito dias, em sinal de pesar pela morte do seu pai e do seu irmão. Decretou ainda quatro meses de luto nacional, sendo os dois primeiros meses de uma dor profunda.
Logo no dia seguinte ao regicídio, o Arcebispo de Braga, D. Manuel Baptista da Cunha, publicou uma portaria na qual ordenada que, nas torres da Sé de Braga e em todas as capelas e igrejas paroquiais deste arcebispado, se tocassem os sinais fúnebres durante oito dias.
O decreto de proclamação do novo Rei ocorreu logo no dia seguinte, domingo, durante a reunião do Conselho de Ministros, realizada no Paço das Necessidades, e presidida pelo próprio D. Manuel, que jurou manter a religião católica, a integridade do reino, observar e fazer observar a Constituição política portuguesa e promover o bem geral da Nação.
A aclamação de D. Manuel ocorreu apenas três meses depois, em reunião da Assembleia de Cortes, realizada na quarta-feira, dia 6 de Maio de 1908. No dia seguinte, Braga prestou as devidas cerimónias ao novo Rei. No salão nobre da Câmara Municipal de Braga realizou-se, pelas onze horas, a sessão solene de aclamação do novo monarca. Numa das varandas da Câmara Municipal, o presidente do município proferiu a célebre frase: “Real, Real, Real, pelo Senhor D. Manuel II, Rei de Portugal”.
Após estas palavras, o imenso público presente irrompeu numa prolongada salva de palmas, os soldados apresentaram armas, os músicos tocaram o hino nacional, foram lançados foguetes e os sinos das igrejas tocaram, contribuindo desta forma para o sentimento de alegria que se vivia no momento.
Após este acto solene realizado na Câmara Municipal, formou-se um imponente cortejo, composto por praticamente todas as instituições culturais, religiosas, judiciais, políticas, educativas, comerciais e industriais de Braga. A seguir a estas, seguiam no cortejo distintas personalidades, nomeadamente, o Governador Civil de Braga, o coronel de Infantaria 8, Oficiais de Cavalaria 6 e Infantaria 8, professores das várias instituições de ensino de Braga, antigos Governadores Civis, Cônsules representados em Braga, membros da Câmara Municipal de Braga, dos Tribunais e da Igreja, fechando o cortejo a banda de Infantaria 8, comandada pelo capitão Aurélio Antunes.
Ao longo do percurso, os edifícios públicos e particulares estavam engalanados com bandeiras e colchas, assistindo-se ainda ao lançamento de constantes girândolas de foguetes. Até o comércio foi encerrado, para que todos os que quisessem integrar o cortejo o pudessem fazer.
Este cortejo percorreu o Campo de D. Luís, as ruas de D. Frei Caetano Brandão, Nova de Sousa, Rodrigues de Carvalho, S. Marcos e do Anjo; Campo de S. Tiago e ainda as ruas da Rainha e da Sé.
Às 13.30 horas realizou-se uma cerimónia religiosa na Sé de Braga, presidida pelo reverendo D. António José da Silva Correia Simões, onde estavam presentes as proeminentes figuras de Braga.
À noite, foram várias as iluminações públicas e particulares que saudavam desta forma a subida ao trono de D. Manuel II.
Foi com todo este cerimonial que Braga acolheu a subida ao trono do jovem Rei: com manifestações de alegria e júbilo. Curiosamente, foi com a mesma alegria e júbilo que, passados pouco mais de dois anos, festejaram a instauração da República em Portugal e, por conseguinte, a deposição do Rei!
A finalizar, deixo apenas duas notas:
- O nome completo de D. Manuel II: Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha;
- A comparação dos gastos entre Portugal e Espanha: a Presidência da República Portuguesa custa cerca de cinco vezes do que a Casa Real Espanhola

Joaquim da Silva Gomes, Professor e Investigador

ASSINALAM-SE, HOJE, 8 SÉCULOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Hoje, dia 27 de Junho de 2014, assinalam-se os 8 séculos do conhecimento dos documentos mais antigos em língua portuguesa, cuja referência é o Testamento de D. Afonso II, assinado a 27 de Junho de 1214.
Na última década do século XIII, o rei D. Dinis legaliza a língua portuguesa como língua oficial do reino de Portugal, seguindo também nisso o modelo de seu avô, Afonso X de Leão e Castela, que no seu reinado iniciado em 1252 institui o vernáculo castelhano como língua oficial de seu reino. Apesar de o português só ter sido oficializado no tempo de D. Dinis, já, a partir de 1255, na chancelaria do rei Afonso III de Portugal, usava-se o Português a par do Latim nos diplomas oficiais.
A descoberta do Testamento de D. Afonso II  de Portugal, datado de 27 de Junho de 1214, deu-se em 1973, tendo sido publicado em 1979, e é da autoria do  Pe Avelino Jesus da Costa.