UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 30 de novembro de 2013

MENSAGENS REAIS DO 1º DE DEZEMBRO: 2010, 2011, 2012

O REI – O HOMEM DO LEME

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Autor: Miguel Villas-Boas *

Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?
Fernando Pessoa, in “A Mensagem”, II – Os Avisos, Terceiro, 10/12/1928

Não podem, simplesmente, extrair os sonhos aos cidadãos e qualquer oportunidade de se realizarem doutra forma. Esse sonho tem um meio para se cumprir: a Monarquia!

Não se trata de uma maquinação, mas do ensejo de viver em Democracia de mérito e em Monarquia parlamentar, pelo que os monárquicos não podem continuar a ser tratados como se tratassem de um “clube clandestino”.

A Monarquia não pode ser apenas uma memória querida conservada em formol, pois o passado grandioso que o País teve, durante 771 anos, inspira-nos o desejo do regresso de outra. Não podemos continuar prisioneiros de um mundo acabado, atolados na adversidade, sem poder realizar outro fim.

A Monarquia será uma terapia de choque democrático, pois um Rei tem um imperativo ético claro: a defesa da Nação.

É preciso o sentido de Missão que só um Rei possui! No Rei a sociedade civil terá um farol e um Defensor – o célebre Vindex romano -, obtendo o Povo dessa forma um Paladino para poder afirmar os seus direitos.

Um Rei que será “um Homem de Princípios”, sereno mas temerário, inclinado para o respeito da Lei, probo e intelectualmente sincero, que cultive a afeição livre pelo Seu Povo, que por ser Rei lhe advém pela ordem e direito naturais e que têm como resultado imediato a admiração e confiança do último para com o primeiro!

Um Rei plantará a Árvore da Liberdade, pois teremos políticos mais sinceros, subsequentemente, um País mais livre! Mas essa é uma Alta Missão, não se pense que não será trabalho árduo!

Por isso, está na hora do Rei ser chamado a jogo no xadrez político nacional!

Mas ainda, um enorme conjunto de aspectos contribui para o benefício de ter um Rei como Chefe de Estado.

Continuando, um Rei é educado para essa função, uma vez que antes de ser o Soberano é o herdeiro presuntivo que é lapidado para adquirir todas as competências e conhecimentos sejam políticos, técnicos, científicos e culturais para que esteja devidamente apetrechado para desempenhar com o máximo de aptidão a sua função, que se assemelha a um ofício. Essa mestria não se adquire no hiato de tempo em que se anuncia uma candidatura presidencial e se é efectivamente eleito presidente; esses poucos meses são irrelevantes face à vantagem de quem, toda uma vida foi preparado para desempenhar a mais alta função de um País.

Também, que o Rei traduz a vontade nacional, sentindo com o Seu Povo, fazendo seus os problemas deste e transmitindo as suas ânsias aos políticos, não é menos importante. Sim, esse instrumento de conhecimento do Seu povo não é de somenos importância, pois provoca a confiança recíproca!

Depois a existência de um Rei acrescenta aos três poderes já procedentes do século XVIII – legislativo, executivo e judicial -, um quarto poder, o moderador exercido plena e livremente pelo Rei, que apesar de não governar, vela pelo funcionamento dos demais poderes. O artigo 71.º da Carta Constitucional de 1826 estatuía: “O Poder Moderador é a chave de toda a organização política e compete privativamente ao Rei, como Chefe supremo da Nação, para que incessantemente vele sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos mais Poderes Políticos”.

Há ainda, o argumento económico-financeiro cuja evidência já foi largamente explicada no nosso artigo “Contra Factos Monárquicos, não há argumentos republicanos”; mas só a jeito de aclaração: o Orçamento de 2013 da Casa Real de Espanha encolheu 2%, passando dos 8,43 milhões de euros para os 8,26 milhões de custo para o Tesouro Espanhol, o montante mais baixo desde 2007; enquanto em 2013, a verba destinada para o orçamento da Presidência da república portuguesa foi de 15.139.110 Euros. Assim a última custa a cada português 1,43 €, enquanto a Casa Real espanhola custa 17 cêntimos a cada espanhol. Já as Monarquias do Reino da Dinamarca e do Reino da Suécia têm cada uma o mesmo custo anual de 12 milhões de euros e no Luxemburgo a Família Grão-Ducal fica-se pelo custo de 8,7 milhões de euros anuais.

Depois há a grande vantagem moral do Rei, que, enquanto entidade real independente, não eleito, não representa qualquer partido político e seus sectários, podendo assim com o seu Poder Moderador acautelar a estabilidade dentro da multiplicidade politico-social do país, inibindo desta forma a perturbação política e, previsivelmente, a efervescência social. Acima de tramas partidárias, independente de um calendário político, o Rei terá a tranquilidade e a legitimidade para actuar como moderador entre as várias facções políticas ou demais grupos da sociedade civil.

Além do mais, a experiência confirmou o valor da Monarquia como uma fonte de travões e contrapesos contra políticos eleitos que poderiam procurar obter poderes maiores aos atribuídos pela Constituição e, assim, em último caso, como uma ressalva contra a ditadura.

O Rei será um marinheiro experiente que exerce como tal quando a ocasião requer: o Homem do Leme!

Fontes:
. Fernando Pessoa, in “A Mensagem”, II – Os Avisos, Terceiro, 10/12/1928
. Orçamento da Casa do Rei (Espanha)
. Orçamento de Estado 2013 (Portugal)
. Jornal espanhol “El Mundo”

A PASSAROLA



O que é nacional é bom e vai para a gaveta...

A primeira aeronave conhecida no mundo a efectuar um voo foi baptizada de Passarola, e antecede 74 anos o famoso balão dos Montgolfier. A Passarola era um aeróstato, cujas características técnicas não são actualmente conhecidas na totalidade, inventado por Bartolomeu de Gusmão, padre e cientista português nascido no Brasil colônia, tendo voado no ano de 1709.

Gravura de 1774

Como se vê, trata-se de uma barca em forma de ave. A letra A indica o "velame, que servirá para fazer cortar os ares"; B a cauda da ave, que faz de leme; C o corpo da barca, construído de modo a esconder, dentro de si, um conjunto de canos ligados a foles destinados a fornecerem o vento necessário à deslocação da Passarola, quando lhes faltassem o vento natural! Em D estão as asas laterais que equilibrarão a barca.

Começa agora a parte mais fantasiosa da descrição, relativa às esferas assinaladas com as letras E. São de metal e contêm pedaços de magnetite, pedra natural de poder magnético, a que os antigos portugueses chamavam pedra de cevar. Para facilitar a elevação da Passarola seria o seu corpo, que era construído de madeira, todo forrado de chapas de ferro. A pedra de cevar, contida nas esferas, atrairia as chapas de ferro, fazendo-a subir!...

A parte das figuras indicada com a letra F não tem, em ambas, igual configuração, Na estampa de Viena, vê-se uma rede que cobre a barca; na de Lisboa vê-se uma fila de pequenos corpos suspensos, que fazem lembrar as borlas duma cortina. A aplicação que acompanha esta última diz que "F) Mostra a coberta feita de arames, a modo de rede, em cujos fios se tem enfiado muita soma de alambre..."

"Alambre" é forma antiga da palavra "âmbar". É sabido que esta substância, quando friccionada com um pedaço de lã, se electriza e adquire a propriedade de atrair certos corpos leves como, por exemplo, pedaços de palha. Este fenómeno já é conhecido desde tempos anteriores a Cristo.

EMISSÕES BASE EM PORTUGAL

Emissão base é o termo dado às emissões de selos de tiragem ilimitada que se destinam ao uso corrente. Durante a monarquia, são emissões base em Portugal os selos emitidos nos reinados de D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II que possuem as suas efígies:
  • Selo D. Maria II

  • Selo D. Pedro V (cabelos lisos)

  • Selo D. Pedro V (cabelos anelados)

  • Selo D. Luís
  • Selo D. Luís (fita curva)
  • Selo D. Luís (fita direita)
  • Selo D. Luís (perfil)
  • Selo D. Luís (frente)
  • Selo D. Carlos (Diogo Neto)

  • Selo D. Carlos (Mouchon)

  • Selo D. Manuel II
Além destes, podem considerar-se como emissões base os selos de 2 réis e 2,5 réis usados sobretudo para franquiar jornais.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

MONARQUIA – A CURA PARA OS MALES REPUBLICANOS!

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O regímen republicano mostrou, definitivamente, ter sido superado pelas suas imperfeições naturais. Desde a sua implantação o republicanismo português tem mostrado não estar à altura das exigências do País.
 
Como sustentou Destouches: “Chassez le naturel, il revient au galop – Expulsai a natureza, ela volta a galope”. São escusados os esforços impostos em excesso à índole do indivíduo. Inauguraram um regímen inadequado às idiossincrasias do “Ser Português!”. Analisou o génio de Fernando Pessoa que «a revolução é só da superfície», e que «a maioria do país era monárquica (…)». De resto nas últimas eleições realizadas em Portugal, em 1910, durante a Monarquia, os partidos monárquicos obtiveram 93% dos votos expressos e Partido Republicano Português 7%.
 
Atulhados em querelas e sem bom senso para serenar as diferentes vontades politico-sociais, os “implantadores” não possuíram habilidade para curar a gestão financeira e reformar a administração do Estado; antes sim mergulharam o País na guerrilha, na bancarrota e na censura. Foi este o desfecho esperado e inevitável de uma aparente sacudidela de ideias. Volvidos estes anos todos, de equívoco republicano, o regime implodiu!
 
O regime político afastou-se dos anseios dos cidadãos!
 
Onde está a Democracia, se nos negam o direito à escolha, pois nunca foi dado aos Portugueses a liberdade de optar sobre que sistema de governo pretendem: república ou Monarquia?
 
Fernando Pessoa, monárquico convicto que sempre evitou colagens ao regime implantado, em 1910, continuou: «(…) Aqueles portugueses do futuro, para quem porventura estas páginas encerrem qualquer lição, ou contenham qualquer esclarecimento, não devem esquecer que elas foram escritas numa época da Pátria em que havia minguado a estatura nacional dos homens e falido a panaceia abstracta dos sistemas. (…) Serão, talvez e oxalá, habitantes de um período mais feliz (…) aqueles que lerem, aproveitando, estas páginas arrancadas, na mágoa de um presente infeliz, à saudade imensa de um futuro melhor. (…)», e, «(…) Os partidos políticos, em determinado país e determinada época, têm todos a mesma mentalidade, têm todos virtualmente o mesmo grau, pouco ou muito, de corrupção. (…)»
 
PESSOA CHEGA, ENTÃO, A CONCLUSÃO:
 
«O que é preciso, pois, é estabelecer uma fórmula de transição que sirva de declive natural para a MONARQUIA FUTURA, …» 

É essa, também, a nossa percepção: a Restauração da Monarquia. Não se pretende um regresso ao passado, mas pretendemos que o futuro seja construído com base em concepções contemporâneas. Os pilares de uma nova Monarquia assentarão em premissas de exercício do poder real adequados à realidade em que vivemos. O regímen a concretizar terá a árdua tarefa, como na renda de bilros, de tecer a obra final: uma verdadeira méritocracia em Monarquia, um sistema de governo democrático, contemporâneo e modelar que é a Monarquia Constitucional Parlamentar.

QUEREMOS DEMOCRACIA EM MONARQUIA!

VISITA DE S.A.R O DUQUE DE BRAGANÇA À IGREJA DE "SAINT JAMES", EM TWICKENHAM, INGLATERRA

Visita de S.A.R. o Duque de Bragança à Igreja de "Saint James", em Twickenham, Inglaterra, intimamente ligada ao exílio de SS.MM. os Reis Dom Manuel II e Dona Augusta Vitória.

Fonte: Joana Dias Pereira / Créditos fotográficos: "Church of St James"


CONCERTO DE PORTUGAL, DA RESTAURAÇÃO E DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DOM DUARTE TINHA RAZÃO (4ª PARTE)

Pela quarta semana consecutiva, continuo a mostrar através de curtos excertos, provenientes ou de Discursos ou de Entrevistas de SAR O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, o quanto tinha razão o Herdeiro dos Reis que fizeram Portugal.

De facto, O Senhor Dom Duarte de Bragança foi preparado desde a sua infância para assumir um dia a Chefia de Estado em Portugal. Herdeiro directo e Sucessor Legítimo do Trono de Dom Afonso Henriques, hoje podia efectivamente ser o Rei que os Portugueses tanto precisam. Todos os Príncipes Herdeiros aprendem a conhecer os seus países, os seus povos, as suas culturas, as suas tradições, mentalidades, e todas as necessárias especificidades a nível de políticas públicas macro ou micro económicas. Cada vez mais se comprova, que só um Rei conhece efectivamente bem o seu País; e só o Rei pode com esse amplo conhecimento partilhar as suas preocupações e anseios do próprio Povo, junto do Primeiro-ministro e Governo. 

Mensagem do 1 de Dezembro de 2005:

“Durante este ano, no território continental e nas regiões autónomas, visitei numerosos concelhos, quer a convite das autoridades locais, quer das Reais Associações e outras personalidades. Vi progressos económicos que, infelizmente, nem sempre respeitam essas outras riquezas que são o nosso património natural e arquitectónico. Mas também tive a oportunidade de ver que o Estado gasta parte dos nossos recursos em obras de luxo de país rico, enquanto continuamos a ter um nível de desenvolvimento humano próximo de alguns países, com os quais não gostaríamos de nos comparar. Não podemos gastar como se fossemos um país do «Primeiro Mundo» e ter uma formação, uma educação e um estilo de vida próximo do «Terceiro Mundo». Ou seja, gastamos como ricos e trabalhamos como os países pobres, de uma maneira desorganizada e com falta de planificação.”

Dom Duarte tinha razão em 2005. Há praticamente 8 anos. Ainda antes da crise financeira!

Português, tu ouviste? Não? Fizeste mal! Mas ainda vais a tempo!

Publicado por David Garcia em Plataforma de Cidadania Monárquica

CONVITE PARA O DIA 1º DE DEZEMBRO

CONVITE

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal tem a honra de convidar V. Ex.ª para as Cerimónias Comemorativas do Dia 1.º de Dezembro de 2013, evocativo da Restauração da Independência de Portugal, a realizar em Lisboa, de acordo com o programa apresentado.

Dia 1 de Dezembro de 2013

09H30 – HASTEAR DAS BANDEIRAS
Palácio da Independência

10H00 – MISSA SOLENE DE ACÇÃO DE GRAÇAS
Igreja Paroquial de São Domingos

11H30 – HOMENAGEM AOS HERÓIS DA RESTAURAÇÃO
Praça dos Restauradores

12H30 – ASSINATURA DO LIVRO DE HONRA DA SOCIEDADE HISTÓRICA
Palácio da Independência

14H30 – DESFILE DE BANDAS (M1D)
Avenida da Liberdade

17H00 Reconstituição histórica
Palácio da Independência

17H45 – ARRAIAL DA CONJURA
Largo de São Domingos

18H30 – LiberTUNAS (M1D)
Largo de São Domingos

 
A 1 de Dezembro de 1640 os portugueses voltaram a ter nas suas mãos a condução do destino da Pátria.
Nesse dia ficou claro que queremos ser nós a definir o nosso futuro, sem limitações ou imposições.

Hoje, como em 1640, é urgente relembrar que Portugal é dos portugueses.

A república esqueceu que a primeira função do Estado é defender a Soberania Nacional, de forma a garantir a liberdade da população.
A JMP, além de alertar para o fracasso da república, marcará esta data lembrando que o Rei é o que melhor garante a Independência Nacional.

A JMP promove as suas actividades próprias e integra-se em algumas acções específicas.


VAMOS RECUPERAR AS CARAVANAS MONÁRQUICAS!

PROGRAMA

Dia 30:

- 20:00 Jantar dos Conjurados (Voz do Operário, Lisboa)
- 24:00 Arruada da Liberdade (Rua da Rosa – Camões)

Dia 1:

- 11:00 Homenagem aos Heróis da Restauração (Praça dos Restauradores)
- 13:00 Almoço da Conjura (Ajuda)
- 15:00 Caravana Automóvel (Ajuda - Restauradores)
- 18:00 Arraial da Conjura (organizado pela SHIP)


NOTAS:

A inscrição no Jantar dos Conjurados deve ser feita através do e-mail secretariado@reallisboa.pt. Preços: 16,00 EUR (para os primeiros 100 jovens até aos 25 anos) e 26,00 EUR (preço normal).

Por uma questão de logística é importante que nos informes quais a actividades em que vais participar. No caso de participares na Caravana informa, por favor, se levas carro ou mota.
Confirmações e dúvidas através de mensagem privada ou jmonarquicap@gmail.com

CONTAMOS CONTIGO PARA RESTAURAR PORTUGAL! TRAZ A TUA BANDEIRA!

POR PORTUGAL!

REAL DO CENTRO E ALTO ALENTEJO CELEBRA A RESTAURAÇÃO

No dia 1 de Dezembro, e em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Vila Viçosa, a REAL ASSOCIAÇÃO DO CENTRO E ALTO ALENTEJO levará a efeito no Terreiro do Paço pelas 11 horas, junto à estátua Del Rei D. João IV, uma cerimónia evocativa de tão importante data para Portugal e para os portugueses. Ouviremos a Banda Filarmónica "União Calipolense" tocar o Hino da Restauração, seguindo-se a deposição de duas coroas de flores junto à estátua do Senhor D. João IV. Serão proferidas algumas palavras alusivas à efeméride pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Senhor Manuel João Fontaínhas, e pelo Dr João Ruas, da Real Associação do Centro e Alto Alentejo.
 
Segue-se um almoço de convívio e confraternização no famoso restaurante "A Taverna dos Conjurados", com excelente comida e preços muito democráticos, para o qual estão todos convidados. Para reservas podem contactar para os seguintes telefones :
 
91 222 9115 - 93 702 6990 - 96 437 0614. Não faltem e tragam a família e amigos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE PARTICIPA EM DEBATE NO PORTO: "RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, LUSOFONIA E FUTURO"


CONVITE
DEBATE RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, LUSOFONIA E FUTURO”
O ISAG, em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Norte, comemora a Restauração da Independência conquistada em 1640, realizando um Debate subordinado ao tema “RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, LUSOFONIA E FUTURO” com a participação de Dom Duarte Pio de Bragança, Profº Doutor António Vilar e do General  Garcia dos Santos, moderado pelo Director do Jornal Vida Económica, Dr. João Luís de Sousa.
A iniciativa terá lugar às 19H do dia 2 de Dezembro de 2013, segunda-feira, no Auditório da Casa das Artes, na Rua Ruben A, no Campo Alegre, Porto.
Vimos pela presente convidar V.Exa a honrar-nos com a presença neste evento onde se fará uma reflexão sobre a temática, despertando uma maior consciência cívica sobre a Portugalidade e a necessidade de envolvimento dos cidadãos na vida social, cultural e económica do país, na defesa dos nossos interesses colectivos.


FOTOGRAFIAS DO MAGUSTO DA JMP

Fotografia da Rainha D. Amélia oferecida pela JMP à A Padaria do Povo






QUE MONARQUIA QUEREMOS?

"A restauração da Monarquia, — ponderava já De La Barre de Nanteuil — não é simplesmente a restituição do poder ao rei, mas a restauração de todas as leis fundamentais do povo. Pois, exactamente, nas «leis fundamentais» do povo, é que a nossa Monarquia tradicional assentava a sua razão histórica de existir. Não pensemos, de modo nenhum, em que seriam preceitos escritos, formando o que em boa mitologia política se convencionou chamar uma «constituição». Saídas de vários condicionalismos, tanto sociais como físicos, duma nacionalidade, formariam, quando muito, pelo consenso seguido das gerações, a observância dos princípios vitais da colectividade, — Família, Comuna e Corporação, ou seja Sangue, Terra e Trabalho, cujo conjunto admirável Le Play designaria de «constituição-essencial».


De «Monarquia limitada pelas ordens», classificaram os tratadistas portugueses a nossa antiga Realeza. Correspondendo às forças naturais da sociedade, organizadas e hierarquizadas em vista ao entendimento e bases do comum, as «ordens» do Estado eram, a dentro dos seus foros e privilégios, as depositárias natas dessas «leis fundamentais». Cada associação, cada classe, cada município, cada confraria rural, cada behetria, possuía na Idade Média o seu estatuto próprio, a sua carta de foral. Legislação positiva destinada a normalizar e a coordenar as exigências da vida quotidiana, tomava o «costume» por base e consagrava a experiência como sua regra inspiradora."


António Sardinha, A Teoria das Cortes Gerais — Prefácio a «Memórias para a História e Teoria das Cortes Gerais» do 2.º Visconde de Santarém.

Guilherme Koehler

terça-feira, 26 de novembro de 2013

VANTAGENS DA MONARQUIA / INCONVENIENTES DA REPÚBLICA



Ao fim de 6 meses de actividade, procurámos abordar a questão da Monarquia em várias variantes: História, Literatura e Política.

Nesta fase, decidi esquematizar o que para mim são as vantagens da Monarquia Parlamentar e Democrática e os inconvenientes da actual III República que nos governa. Será importante para ajudar os Portugueses que nos lêem, a reflectir sobre o que é melhor para Portugal.

MONARQUIA PARLAMENTAR E DEMOCRÁTICA

A. Une todos os cidadãos num ideal comum de Pátria.

B. Tem uma classe política responsável para com os seus eleitores e responsabilizada pelos mesmos.

C. São os cidadãos que elegem os seus representantes locais e nacionais, e no que toca à Monarquia Portuguesa, o Rei é aclamado no Parlamento. Aclamação significa reconhecimento dos representantes da Nação da Legitimidade Histórica do Rei a ser entronizado, que terá que prestar juramento de fidelidade à Constituição.

D. Os países monárquicos são os que têm melhor Índice de Desenvolvimento Humano, graças às políticas governativas, é certo, mas também graças aos incentivos dados pela Instituição Real.

E. A maioria das Monarquias Europeias são mais baratas do que a República Portuguesa. Por exemplo, a Monarquia Espanhola é 8 vezes mais barata do que a República Portuguesa!

F. Na Monarquia Democrática, todos podem decidir o seu futuro em liberdade. Não existe nenhuma Constituição Monárquica Europeia (ou noutros pontos do mundo, onde os regimes monárquicos sejam democráticos), que impeça uma mudança de regime por referendo.

G. O Rei é a garantia da continuidade do País, da salvaguarda da Democracia, dos quais é o primeiro servidor.

H) O Rei não toma posições pessoais, mantém uma posição de total isenção e neutralidade e tem, no entanto, a oportunidade de apresentar os seus pontos de vista e incentivos ao Primeiro-ministro nas audiências semanais.

I. O Rei não é refém da vontade político-partidária. Tendo um papel unificador, aceita a vontade da nação nas eleições e exerce as suas funções constitucionais quanto à formação de um novo Governo.

J. A Monarquia é, por excelência, o melhor serviço público prestado a uma Nação.

III REPÚBLICA, SEMI-PRESIDENCIALISTA, EM VIGOR DESDE 1976

A. Fracciona a sociedade. Não tem um projecto de Pátria para os anos vindouros. Só se preocupa com o imediatismo.

B. Tem uma classe política imune, que não pode ser responsabilizada pelos cidadãos. Só aquando das eleições, dando tempo para casos de corrupção.

C. As eleições servem os interesses dos partidos e não do bem comum.

D. As Repúblicas têm mais desigualdades sociais e os cidadãos são os que menos felicidade têm.

E. Os gastos da República Portuguesa são equivalentes a duas Casas Reais Europeias de países com uma dimensão semelhante à de Portugal!

F. A República Portuguesa , na sua Constituição actual, impede através do artigo 288-b que os Portugueses se pronunciem democraticamente a favor da Monarquia; grave contradição com a Democracia!

G. A mudança periódica de Presidentes da República, é um sobrecargo enorme para os Cidadãos, que além de gastarem dinheiro nas eleições presidenciais, ainda têm que sustentar as pensões de reforma dos antigos Presidentes.

H. O Presidente da República toma muitas vezes decisões pessoais, o que pode criar situações de conflito com o Governo, sobretudo se este for de uma orientação política antagónica.

I. O Presidente da República, antes de o ser, já uma carreira política partidária e mesmo que assuma um papel de unidade, a grande maioria olhará sempre com desconfiança e a prazo surgirão os naturais desentendimentos que só a Chefia de Estado republicano preconiza.

J. A República, no seu todo, conta com o imediatismo, e por isso, está provado que o serviço público de longo prazo caíu no esquecimento. Não há um projecto galvanizador para os Portugueses.

JUVENTUDE MONÁRQUICA ORGANIZA VISITA A VILA VIÇOSA


A JMP organiza uma visita a Vila Viçosa no fim‑de‑semana de 7 e 8 de Dezembro de 2013.

Inserindo-se nas celebrações de 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal, como anualmente marcam presença SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança.

O programa será divulgado em breve, mas garantindo as visitas ao Palácio Ducal e Castelo, assim como ao Santuário da Rainha.

As inscrições são feitas até dia 1 de Dezembro para o email: jmonarquicap@gmail.com

Por Portugal!

VIVA A REPÚBLICA OU COMO CORREU BEM O CONGRESSO DOS REFORMADOS

Almeida Santos (87), Pezarat Correia (82), Manuel Alegre (78), Alfredo Bruto da Costa (75), Carlos do Carmo (74), Boaventuta Sousa Santos (73), Vasco Lourenço (72), Bento Domingues (69), António Capucho (68), Ruben de Carvalho (68), Helena Roseta (66), Pinto Ramalho (66), Vítor Ramalho (65), Rosário Gama (65),  Pacheco Pereira (64) e outros centos juntaram-se em algazarra na Aula Magna, nem mesmo faltando ao evento a inefável Pilar del Rio, que lá estava em representação de Saramago e da fundação que a fundo perdido vai recebendo do Estado os restos da magnanimidade que nos arruinou. O Congresso em defesa do passado foi eloquente testemunho da falta de sabedoria de quem nada aprendeu com 40 anos de usufruto do poder exclusivo, não deixou nem obra material, nem obra cívica, ludibriou os portugueses com quimeras que sabiam inalcançáveis, espalhou o facilitismo, a cultura da rabugice e do chupismo, arruinou a Universidade, destruiu as Forças Armadas, promoveu a mediocridade, impôs um tipo absolutamente novo de censura invisível que acabou por transformar os portugueses em sociedade incapaz de pensar. Esta tirania que não dá pelo nome está a viver os últimos dias. O dinheiro acabou - eles bem o sabem - pelo que o apelo à violência é um aceno a nova turbamulta que lhes garanta adiar o fatal dia em que Portugal terá de virar a página a esta III República.
O congresso, ao contrário do suposto elã, foi mais demonstração de fraqueza que afirmação de poder desse regime saído da Constituição de 76. Não compreendem - pois não vivem como os outros - que aquela mole grisalha que ali estava para os aplaudir não faz revolução alguma, que ali estão para contrariar os imparáveis ventos que, diz a sociologia política, assolam qualquer regime envelhecido. Perante o espectáculo da passada 5ª feira, aqueles que quiserem dar o passo decidido para a mudança, podê-lo-ão fazer sem grande risco. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

S.A. O INFANTE DOM DINIS DE SANTA MARIA FAZ HOJE 14 ANOS

Parabéns, Senhor Dom Dinis, pelo 14.º aniversário que hoje celebra! Que tenha uma vida muito longa e preenchida com sorrisos!

14º ANIVERSÁRIO DE S.A., O INFANTE DOM DINIS DE SANTA MARIA


S.A., Dom Dinis de Santa Maria de Herédia de Bragança ou, de seu nome completo, Dinis de Santa Maria João Miguel Gabriel Rafael de Herédia de Bragança, é o terceiro Filho de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e de S.A.R., A Senhora Dona Isabel de Herédia de Bragança, Duquesa de Bragança. Nasceu em Lisboa, a 25 de Novembro de 1999, no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa e ostenta os títulos de Infante de Portugal e futuramente, Duque do Porto.

Os meus sinceros votos de um santo e abençoado aniversário e com muita alegria. Que todos os Seus sonhos se realizem, que a felicidade, a paz e a saúde o acompanhem em todos os dias da Sua vida. Que Deus O guarde e ilumine sempre o Seu caminho.

14º ANIVERSÁRIO DE S. A. O INFANTE D. DINIS DE SANTA MARIA



Para o nosso Infante Bem-Amado pedimos a Deus que lhe dê longa Vida, Saúde, Sucesso, Felicidade e muito Amor.
Desejamos a S.A. O Infante Dom Dinis de Santa Maria que todos os dias o Seu Anjo da Guarda O proteja e guie.

VIVA A FAMÍLIA REAL!
VIVA PORTUGAL!



25 DE NOVEMBRO, 14º ANIVERSÁRIO DE S.A. O INFANTE DOM DINIS

25 DE NOVEMBRO, 14º ANIVERSÁRIO DE S.A. O INFANTE DOM DINIS
PARABÉNS, FELIZ ANIVERSÁRIO!




Sua Alteza o Infante Dom Dinis de Santa Maria, faz Hoje 14 anos. Nesta ocasião Real Lidador Portugal envia Parabéns e votos de muita felicidade e longa vida.VIVA O SERENÍSSIMO INFANTE! VIVA PORTUGAL

MONARQUIA – O RUMO CERTO!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

Evidentemente, somos Monárquicos, mas se não tivéssemos nascido assim ou alcançado esse “estado de graça”, não seria necessário ser indivíduos de poderosa imaginação para reconhecer que a implantação se tratou de um tremendo equívoco republicano.

O regímen republicano foi ultrapassado pelos defeitos originários, pois logo desde a sua implantação o republicanismo português tem mostrado não estar à altura das exigências do País.

Desde o início mostrou-se inadequado às idiossincrasias do “Ser Português”- quiseram moldar o cidadão à imagem do positivismo que nada tem a ver com a maneira de ser e estar lusitana. Para começar não foi o resultado de uma vontade popular, pois no início do terceiro quartel do século XIX, não havia magotes de republicanos, mas uns grupinhos atrevidos. Foi graças a uma ampla, metódica e obstinada propaganda que maldosamente aproveitou os contratempos da época – como o Ultimatum britânico de 1890 – que começaram a evidenciar-se, mas, não obstante, nas últimas eleições realizadas em Portugal, em 1910, durante a Monarquia, os partidos monárquicos obtiveram 93% dos votos expressos e os republicanos 7%. Assim, o Partido Republicano Português elegeu, em 1900, 3 deputados, e, em 1906, elegeu apenas mais 1 deputado. Nas eleições a seguir ao regicídio, o PRP elegeu 3 deputados e só no início de 1910 a sua representação se tornou mais expressiva e subiu para 14 deputados, que lembramos não significava mais do que 7% do total.

Ora assim sendo, as influências da revolução republicana portuguesa são fáceis de descobrir: o fervor maçónico e o jacobinismo da revolução francesa. Nada de socialismo, pois, os próprios socialistas, (que hoje representariam todo o universo que abrange a social-democracia, passando pelo centro-esquerda e pelo socialismo) já haviam rompido, a sua breve ligação, com os republicanos em 1907, e logo em 1910, dois meses volvidos sobre a proclamação da república, se queixavam das limitações ao direito de greve.

Mas esse ateísmo oficial e insistência no aperfeiçoamento apenas material do indivíduo considerando, erradamente, tudo o resto misticismo de baixa condição, mostrou um desconhecimento pobre da história da Nação Portuguesa e ignorou o temperamento do Povo. Ignoraram o principal: o conhecimento prático do homem!

Com astúcia de uma raposa mal intencionada, os republicanos regimentais procuraram mudar a história pelo revisionismo, manobra que não podia ter sido pior desempenhada, pois, cada vez mais, atrai a atenção da Verdade.

Também seria errado encará-lo como um movimento puramente ideológico, pois a esta rebelião não foram alheios os “interesses” dos protagonistas revolucionários. Não ficou no anonimato o desabafo de um dos implantados para outro, na varanda onde foi comunicada a instauração do novo regime: “Eles já comeram muito, agora é a nossa vez!”

De facto, o regímen republicano começou muito mal e, não sendo resultado do ensejo e determinação populares, logo surgiu a repressão; depois empurrou o País para uma Guerra (Iª Guerra Mundial) de duvidosas causas, mas de perniciosos efeitos. Fartos em questiúnculas, mas com pouco bom senso para amenizar e irmanar as diversas energias politico-sociais, – embora se dissessem irmãos e primos – os “implantados” não tiveram, também, engenho para melhorar a gestão financeira e reformar a administração do Estado; antes sim mergulharam o País na guerrilha, na bancarrota e na censura. Foi este, então, claro, o resultado necessário e esperado de uma espécie de remexida de ideias.

Ora, como numa viagem, um mínimo desvio inicial torna-se cada vez maior à medida que vai aumentando a distância. Só anda meio caminho, quem começou bem, mas como começaram mal, para o País não alcançaram nada do que prometeram, outrossim, foi o que se viu; deram nova existência ao pensamento de Miguel Delibes: “Para aqueles que não têm nada, a política é uma tentação compreensível, porque é uma forma de viver com grande facilidade”.

E ainda hoje não melhorámos em administração geral, não temos mais liberdade – pois as pessoas que se afirmam manifestamente, sofrem logo uma enorme repressão -, e, por causa da falência em que o Estado se engolfou fruto do despesismo do mesmo, não temos sequer Independência, pois perdemos a Soberania para uma entidade burocrática estrangeira! Esses credores olham para o nosso amado País, tão só como de um devedor se tratasse, sem acautelar as vidas e as histórias pessoais dos portugueses e os responsáveis, nacionais, republicanos seguem-nos cegamente numa política que “perdoa os corvos e mortifica pela censura as pombas” dando novo alento à Sátira II de Juvenal que condenava a injustiça.

“É assim que há muito tempo, em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política ao acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e interesses, por especulação e corrupção, por privilégio de camarilha, será possível conservar a independência?”, previra Eça de Queiroz, em 1867, in “O Distrito de Évora”.

De facto, este “sono” republicano, de 103 anos, nem por sombras tornou o “Indivíduo” português melhor ou mais feliz, pelo que somos levados a concluir que não se tratou de mais do que um equívoco. Os inábeis políticos provaram apenas a sua incapacidade e deixaram cair a res publica, assim como já antes provocaram a queda da Monarquia.

Cada vez mais nos interrogamos sobre o destino de Portugal, misturando preocupações actuais com memórias do seu passado.

É como defendeu Destouches no seu aforismo: “Chassez le naturel, il revient au galop – Expulsai a natureza, ela volta a galope”. De facto são inúteis os esforços que violentam em demasia a índole do indivíduo. Assim não restam dúvidas que o estado da Nação tem como causa plausível o facto negativo da revolução republicana que instaurou o regime homónimo.

Portugal é um País forjado, à espadada e valentia, por Reis e heróis extraordinários. O Reino de Portugal e depois, também, dos Algarves, e depois, também, d’Aquém e d’Além-Mar, com o seu desejo oceânico fruiu o Mundo e esses tempos de Glória de Portugal, não podem ser encarados como meras recordações, ecos ensurdecidos, pois em Monarquia ultrapassamos sempre as crises: sobrevivemos à ocupação castelhana, às Invasões Napoleónicas com a sua política de delapidação e terra-queimada, sobrevivemos a Ultimatos e guerrilha, mas não parece ser possível sobreviver à má despesa pública e à manutenção dos privilégios dos políticos republicanos, dos seus apaniguados e dos seus protegidos plutocratas. Por isso se pode dizer que o regime implodiu, pois deve esse baque aos seus próprios vícios.

Para os que não são monárquicos é indispensável um processo de formação de consciência, descrevendo e expondo a sequência de más experiências – vai ser um sumptuoso repasto – que provocou a implementação republicana, para acordarem desse torpor. Vai ser um trabalho árduo e longo, de desbravamento, fazer eclodir essa consciência e conduzi-los à verdade, sistematizando as vantagens de um regresso à Monarquia, mas que com a articulação das suas descobertas lhes revelará a premência da substituição de um sistema de valores e de instituições esclerosados por um sistema de governo contemporâneo, verdadeiramente democrático, estruturado, oportuno e exemplar que é a Monarquia Constitucional Parlamentar. Esse, sim, é para nós, o Rumo Certo!

PEDRO ARROJA: "DEMORAMOS MUITO TEMPO A CHEGAR À VERDADE"

Pedro Arroja lança hoje (20/11/2013) o livro “F, Portugal é uma figura de mulher”. Num exercício polémico e algo desconcertante, pretende deixar um legado à sua neta. "Andámos a imitar ideias e instituições que não são nossas e temo-nos dado mal". Os 100 anos de República foram sempre maus.
Num exercício polémico de 272 páginas, o economista Pedro Arroja questiona o regime, defende o fim dos partidos políticos, advoga a saída de Portugal da União Europeia e conclui que o país está a caminho da ruína. Com um olhar polémico, às vezes desconcertante, o autor propõe uma outra esfera de pensamento. 
Renascença - Pela terceira vez em 30 anos, Portugal está sob intervenção externa. Como chegamos aqui?
Pedro Arroja - Basicamente, porque andámos a imitar ideias e instituições que não são nossas. São ideias e instituições desenvolvidas nos países do Norte da Europa, especialmente na Alemanha, e que, genericamente, descreveria como saídas da reforma protestante, que é uma reforma contra o catolicismo e, portanto, contra a nossa cultura de portugueses. Nós temos andado a utilizar essas instituições e damo-nos mal com elas.
Renascença - Sócrates e Passos Coelho não tiveram responsabilidade?
PA - Acho que eles tiveram azar. No fim de contas é o sistema partidário que tem vindo a dar cabo do país. O Governo do engenheiro Sócrates teve azar porque Portugal declarou falência sob a sua presidência e Passos Coelho também teve azar porque tem de andar a gerir a falência. Eles também contribuíram, mas não contribuíram por mal. Não sabem o que andaram, o que andam ali a fazer. Nenhum dos dois. Eles foram lá postos pelos portugueses, mas parece-me óbvio [que escolhemos duas pessoas impreparadas], porque, senão, o país não estaria no estado ruinoso em que se encontra.
Renascença - Estamos de novo sob intervenção externa, desta vez com uma troika. Estamos a ser conduzidos a bom porto?
PA - Não. Os défices continuam a existir e as dívidas continuam a acumular-se. Esta estrada só nos conduz à ruína, como podemos ver pela Grécia. Nós só melhoraremos quando abandonarmos essas instituições da União Europeia e fizermos outras reformas internas. Embora haja aquela capa da troika, quem manda são os alemães, porque são eles que nos emprestam o dinheiro.
Renascença - Se fosse ministro das Finanças, de quantos anos precisaria para endireitar este Estado, este país?
PA - No espaço de ano e meio, a economia estaria a crescer, enormemente. Qualquer homem ou grupo de homens que conheçam as tradições dos portugueses põe a economia florescente no espaço de ano e meio e as medidas são: produtos que nós já consumimos, que nós produzimos, podem ser importados, mas todos passarão a ter uma taxa de importação, digamos, de 30%. Pode continuar a comprar leite vindo Alemanha, mas vai ser 30% mais caro que o leite português e a diferença é para o Estado. Pode continuar a comprar peixe no estrangeiro, só que vai pagar um imposto aduaneiro de 30% ou 40%, porque a prioridade é dar emprego e rendimentos aos pescadores portugueses. Quer comprar maçãs vindas da Nova Zelândia? Claro que pode, mas à entrada na fronteira, paga 30% ou 40% mais.
Renascença - Nesta situação que papel cabe ao Estado?
PA - O Estado que actualmente temos, o chamado Estado social ou Estado providência, é uma invenção alemã, do Bismark. Como não é nosso, nós damo-nos mal, está arruinado. A nossa tradição de Estado não é de Estado providência, que faz tudo pelas pessoas, cuida da educação, cuida da saúde, cuida daquilo que elas comem. A nossa tradição é o Estado subsidiário que consiste no seguinte: há um problema que a comunidade tem para resolver, digamos, em Freixo de Espada à Cinta. Presume-se que os habitantes vão resolver o problema. Se não conseguem, apela-se à comunidade mais próxima – a Câmara Municipal -, depois, ao distrito de Bragança, depois, a todo o Norte e, só em última instância, vem o Estado resolvê-lo. O Estado só intervém para resolver problemas que os diferentes níveis de comunidade não conseguiram resolver. Só para aqueles que não têm meios é que o Estado se deve chegar à frente. O Estado deve ser o último recurso e não o primeiro, o ‘faz tudo’.
Renascença - No início da entrevista, disse que Portugal utiliza instituições saídas da reforma protestante que são contrárias à cultura portuguesa. A que instituições se referia?
PA - A ideia do mercado único, que é a ideia do liberalismo económico, é uma ideia do Norte da Europa, que funciona muito bem naqueles países, mas que a nós nos arruína. A ideia do Estado de Direito, que tem contribuído para desfazer o nosso sistema de justiça – que é também uma ideia protestante, com origem no filósofo Kant –, e que consiste em pôr a lei acima de tudo. Essa é uma concepção protestante, ao passo que a nossa concepção católica é a da subordinação de todas as pessoas a uma pessoa, que interprete a tradição. Enquanto o Estado de Direito diz que a lei é mais importante que as pessoas, a nossa tradição católica diz que as pessoas são mais importantes que a lei. As pessoas não existem para servir a lei, é o contrário, as leis é que existem para servir as pessoas. Mas a instituição mais danosa para nós – também com origem protestante - é a dos partidos políticos. O que os partidos políticos vieram fazer foi desunir os portugueses. Na realidade, os partidos conduziram o país à ruína e não vão ser capazes de o tirar de lá. Só vamos ser capazes de restaurar Portugal quando os partidos saírem da frente e os portugueses se possam verdadeiramente unir em torno dos valores que lhes são tradicionais.
Renascença - Sem os partidos, como se escolheriam os governantes?
PA - Votando na mesma, mas em pessoas, sem partidos. Vou dar dois exemplos. A democracia grega era uma democracia, mas não votavam todos. Só votavam pessoas acima dos 30 anos. E porque é que só votavam pessoas adultas? Porque já tinham governado alguma coisa. Quando se vota para a governação de um país, está-se a escolher as pessoas que vão governar, mas não pode ser qualquer um a votar. Não posso pôr um menino de 18 ou 19 anos a votar para escolher os governantes de Portugal, como fazemos agora, quando esse menino vive em casa dos pais, ainda não governou coisa nenhuma. Capacidade de votar nunca antes dos 30 ou dos 35 anos. É discutível, mas meninos de 18, 19, 20 anos? Nem pensar. Outro exemplo: a eleição do Papa Francisco, na Igreja Católica, é um exercício democrático. Foi eleito democraticamente, mas as pessoas que votaram não incluíam seminaristas. Só votam pessoas que, pela sua experiência de vida, já governaram muitas coisas e sabem escolher a pessoa que melhor pode governar a Igreja.
Renascença - No seu livro, outra das críticas que faz é à República, mas Portugal tem 100 anos de República e…
PA - ... e foi sempre mau. Os partidos foram introduzidos em Portugal em 1820, aproximadamente, e toda a história do séc. XIX em Portugal é uma história turbulenta. Gerou uma guerra civil, períodos de ruína financeira. Foi muito mau, mas, ainda assim, havia um Rei, que era uma figura de unidade nacional. Com a República, estamos sempre na ruína. Pelo contrário, na Monarquia, sobretudo a Monarquia Absoluta, que é a nossa verdadeira tradição, nós vivemos os períodos mais grandiosos da nossa história. Olhando para trás, em termos de regime político, o que foi bom para nós, portugueses, com o qual conseguimos ser grandes no mundo, foi a monarquia e a monarquia absoluta.
Renascença - O regresso à Monarquia poderia ser um passo para a solução?
PA - Seria um passo muito importante, não tenho dúvidas. Seria voltar às nossas tradições, voltarmos ao regime sob o qual Portugal conseguiu grandes obras no mundo, porque havia uma figura de unidade nacional, que era o Rei.
Renascença - Diz que o seu livro é uma espécie de herança que quer deixar aos seus netos e surgiu depois de uma primeira “conversa séria com F., a sua primeira neta”. O livro serve para explicar-lhe como é que Portugal chegou aqui?
PA - Quis, basicamente, transmitir à minha neta, em primeiro lugar, a angústia pelo país que lhe estou a deixar, que é um país maravilhoso em muitos aspectos, mas que está em ruína em termos institucionais. Está em ruína o Estado, a economia também – nunca houve tanto desemprego em Portugal -, o sistema de justiça também está muito mal, como certos sectores da educação. A segurança social também está em crise, até a família é uma instituição em crise, porque hoje, em cada quatro casamentos em Portugal, há três divórcios. Pretendo identificar à minha neta as ideias erradas que nos conduziram aqui e as políticas erradas que nós seguimos e que são responsabilidade da minha geração. Sinto-me igualmente culpado. Sinto-me tão culpado por aquilo que fiz como por aquilo que não fiz, mas que deveria ter feito para legar aos mais novos um país em melhores condições.
Renascença - Quando a sua neta F. tiver 40 anos, como estará Portugal?
PA - Com certeza, melhor. Neste momento, estamos mal. Demorámos muito tempo a chegar à verdade, a fazer o diagnóstico, mas, depois, quando o decidimos mudar, temos uma capacidade extraordinária para refazer as coisas rapidamente e, portanto, quando a minha neta for adulta, isto já mudou e estaremos melhor.
Renascença - Algumas das suas propostas são polémicas. Teme que sejam mal interpretadas?
PA - Estou-me nas tintas para isso, se interpretarem mal. Ninguém fica indiferente. Vim dizer a minha verdade e vim dizer aquilo que julgo serem as coisas boas para Portugal e para os portugueses. Tenho uma vida a pensar nestes assuntos, ninguém me pode acusar de ter interesses, porque não vivo do Estado, vivo de uma empresa familiar. Não há nenhum interesse se não o bem da futura geração de portugueses.
  Carlos Calaveiras na Rádio Renascença