A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

GRUPO "MONÁRQUICOS PORTUGUESES UNIDOS" ALCANÇA 10.000 MEMBROS NO FACEBOOK


"Agradeço em meu nome e de minha mulher Isabel, aos membros da rede social Monárquicos Portugueses Unidos, o contributo de todos os que tornaram possível serem 10.000 no 1º de Dezembro, Dia da Restauração. Aproveito para vos solicitar que sempre que o nome da Instituição Real seja denegrido nos órgãos de Comunicação Social e nas redes sociais, restabeleçam a verdade dos factos conforme é vossa convicção!"

S.A.R. Dom Duarte de Bragança

RELEMBRANDO A RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL COMO NAÇÃO SOBERANA

 
Em Outubro de 1948, e depois de vituperar a República - " Andamos a arrastar, há vinte anos, o peso morto da República, e não tivemos ainda a coragem de limpar da pele o símbolo anti-português que o 5 de Outubro nela tatuou.

Ai! o grande erro, o imperdoável erro do 28 de Maio foi o de não ter sabido libertar a Nação da República, o de não ter compreendido que entre a Nação e a República há um abismo insuperável, porque a Nação é a Ordem, a Autoridade, a Tradição, a Hierarquia. ", numa conferência proferida em Guimarães, Alfredo Pimenta, como que se dirige a nós, os que vivemos, mais uma vez, a ameaça ( ? ) da perda da soberania nacional:

" A Pátria dos portugueses, ciosa da sua liberdade, e inflexivelmente fiel à sua soberania, e não a Pátria bastarda, diminuída na sua vontade, algemada na sua expansão, e cerceada no seu Direito.

A Pátria de Ourique e de Aljubarrota, de Montes Claros e do Bussaco; a Pátria que dominou os mares, que fez o Brasil e deu a volta ao mundo; a Pátria que cantou e lavrou, navegou e batalhou de cara sempre erguida, e não a Pátria que me querem dar, enquadrada em Federações ocidentais, sacrificando a sua independência em benefício de outros, diminuindo a sua Vontade, para servir os outros, algemada, encadeada, mutilada, decepada para vantagem dos outros. "

Mais uma vez a mesma água a passar sob a mesma ponte...
 
Cristina Ribeiro 

O MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO CHAMA-NOS. PARTICIPE, POR PORTUGAL!

Sobre

O Movimento 1.º de Dezembro responde ao inconformismo nacional com a eliminação do feriado civil do dia 1 de Dezembro, determinada pela Lei nº 23/2012, de 25 de Junho de 2012.
Missão
O Movimento 1.º de Dezembro tem os seguintes fins:
1.º - Trabalhar pela defesa e pela restauração do Feriado Nacional do 1.º de Dezembro, mobilizando a sociedade portuguesa nesse sentido.
2.º - Celebrar, condignamente, o Feriado Nacional do 1.º de Dezembro, enraizando o seu significado e promovendo a sua projecção e adesão popular.
3.º - Apoiar a Sociedade Histórica da Independência de Portugal, representante histórica do espírito do 1.º de Dezembro de 1640.
Descrição
O Movimento 1.º de Dezembro adopta como documentos de referência constitutivos o Manifesto de 1861 lançado pela, então, Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640 e o Manifesto de 2012 aprovado em sessão extraordinária da Assembleia Geral da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, realizada em 5 de Março de 2012.

Resta saber o que é que cada um de nós está disposto a fazer por aquilo em que acredita depois de sair da frente do computador.

João Távora

TRAGAM AS VOSSAS BANDEIRAS!!!

MONÇÃO: PALÁCIO DA BREJOEIRA SEGUNDO UMA LITOGRAFIA DO SÉCULO XIX

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OS TRADICIONALISTAS VIVEM UMA UTOPIA!


Dizem, insistem e repetem os liberais! Até parece que não vivem na realidade! Se alguém vive uma utopia, são aqueles que, como os de 1834, após a assinatura da Convenção, se convenceram que o constitucionalismo liberal ia levar a Nação a qualquer coisa de extraordinário! Extraordinariamente, não para nós tradicionalistas, o país entrou na mais pura crise de valores, os usos e costumes que eram nossos foram substituídos por outros importados, "afrancesamo-nos", ficámos meios ingleses, deixámos de ser portugueses para imitarmos aquilo que nada tinha a ver connosco! Voltando às utopias, será utopia querer refundar a Res-Publica antes de qualquer tentativa de restabelecimento da monarquia? Será utopia pôr antes do Rei a Nação? Ou será utopia querer instalar uma monarquia, deixando o regime sem alterações, apenas mudando o PR por um "reizinho"? Não será utopia pensar que os males que nos afligem, acabam aí, sabendo que numa monarquia constitucional o papel do rei é exactamente igual ao de um PR, num sistema como o nosso? Para os tradicionalistas, a realeza não é algo vazio como mostram os liberalismos doutrinários, nem qualquer coisa de omnipotente como se vê nas construções totalitárias ou absolutistas. Não verão os liberais que o problema não advém da chefia da Nação? Não conseguirão os liberais perceber que a questão se prende com o sistema em si e não com a chefia da Nação? Espantoso é falar-se de utopia quando o tema é o tradicionalismo! Gostava de saber o que é que é utópico nas nossas propostas? Com toda a certeza, se perguntar a qualquer liberal, a resposta é, invariavelmente, sempre a mesma: um regime absolutista no século XXI! Mas haverá algum tradicionalista que defenda a implantação de um regime de Monarquia Tradicionalista que seja absolutista? Antes de tudo aconselho esses liberais a lerem as nossas propostas de regime e, depois de bem lido, nos digam o que há de anti-democrático, o que existe de absolutista nelas.Tradição e espírito conservador são termos contraditórios, daí que o tradicionalismo não possa, viver sob uma espécie de movimento conservador, mas apenas como um impulso restaurador e criador. É nas sociedades intermédias e autárquicas que a Monarquia Tradicional encontra a sua essência, contrariamente, os totalitarismos e absolutismos vêem neles um instrumento mais do seu poder e os liberais encontram aí o vazio do inexistente. Só nas instituições forais e municipais reside a força dos povos livres. É pois, naquilo que os outros sistemas políticos ignoram que se fundamenta a Monarquia Tradicional e, por isso, é a única forma de governo em que os homens se podem sentir verdadeiramente livres. Como dizia Fernando Pessoa. "Dentro do tradicionalismo pode haver patriotismo; fora dele, e não havendo a criação de novos ideais absolutamente nacionais, não vejo que patriotismo possa haver (...)."

Guilherme Koehler 

A QUESTÃO DA TOLERÂNCIA

"Um dos temas tão caros à mentalidade revolucionária é a questão da tolerância, à custa de tal avançaram sempre as forças subversivas de usurpação em usurpação, porém, os pérfidos liberais assim que ocuparam os lugares de poder, através de revoluções sustentadas pela manipulação das forças da mediocridade e dos desgraçados menos esclarecidos, todos subjugaram e cometeram todo o género de vilezas fazendo imediatamente rolar cabeças, ora dos seus adversários, ora dos seus dissidentes. Aos milhões de inocentes vítimas da fúria revolucionária o mundo moderno fecha os olhos. Só os comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas. Em nome da tolerância e de outras abstracções como a liberdade e a igualdade, os mestres da mentira impuseram aos soberanos e aos povos a obrigação dos nefastos preceitos revolucionários. A confusão e a desordem promovida pelo exército Anticristo, composto pelos promotores da insubordinação, da transgressão e das mais espantosas ignomínias, instalou-se rapidamente a fim de, no futuro, impor uma Nova Ordem Mundial que concluirá o processo de retirada do poder das mãos de muitos para o concentrar ou num restrito comité, ou num único homem ou Besta. Seguiu-se a imposição do ateísmo, a descristianização da Europa tornou-se uma obsessão, ainda em nome da tolerância revolucionária se proíbem actualmente todas as ideologias e ideais antiliberais. A defesa de Deus, da Pátria e da Família é hoje uma missão quase impossível e restringida apenas a alguns lugares sagrados e a alguns locais de reunião à margem da sociedade; todos os que se apresentarem com ideias fora dos ditames do politicamente correcto são imediatamente classificados de extremistas, perigosos radicais, fundamentalistas, terroristas,... (...)"

Retirado de 'Sanguis Lusitanus'

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

VAMOS TODOS A LISBOA NO 1º DE DEZEMBRO PORQUE...

Até onde vai entre nós o Patriotismo, a sadia luta e interesse pela Pátria, que tantos apregoam o terem consigo?
 
Até onde lhes irá a defesa por esse nobre e importantíssimo ideal que é, como eles sabem, exemplo para o seu próprio bem-estar assim como dos Portugueses no geral e seus familiares?
 
Irem ver e acompanhar a Selecção de Portugal?
 
Pôr uma bandeira da Restauração nacional na janela ou no seu perfil? Participarem numa manifestação que a promove?
 
Numa discussão irem em sua defesa?
Trabalharem por essa causa? Pegarem em armas se necessário?
Ou apenas nada fazerem e deixarem que cobardemente tudo acabe e se venda barato?
 
Bem-haja tantos serem os que o conforto vão largar para estarem animadamente, divertidos e com coragem connosco a festejar o heróico dia, que o representa.
 
Lourenço Almada

"O 1º de Dezembro de 1640 representou a prova de vida de Portugal, que a Nação queria reconquistar o seu Estado em plena soberania. Fê-lo então com sucesso.
 
Hoje, as ameaças à soberania, à independência nacional, são múltiplas; a começar pela "agressão ideológica" através das palavras.
 
A mensagem subtil é a alteração das palavras. Chamar, por exemplo, "soberanistas", aos defensores da independência de Portugal, é uma forma de "desvalorizar" o conceito de independência, transformando-o numa espécie de discussão bizantina sobre "detalhes" jurídico-constitucionais.
 
 Não devemos permitir o sucesso deste tipo de truques semânticos. Como não devemos permitir o discurso da "desconstrução" dos valores, baseado na ideia que não fazem sentido, que estão ultrapassados, que o século XXI é só economia, finanças, globalização.
 
Nunca o jogo geopolítico dos interesses territoriais e energéticos foi tão político. Nunca as nações precisaram tanto do Estado, - do Estado pessoa de bem, entenda-se - para as defender.
 
Em 1 de Dezembro de 1640 a Nação Portuguesa reconquistou "por um punhado de bravos" a sua Liberdade. É isso que conta, não só para lembrar tal esforço, como para o continuar por palavras e acções."
 
Jaime Nogueira Pinto, (30 de Novembro de 2006)

BANDEIRA USADA NA GUERRA DA RESTAURAÇÃO (1640-1688)

Bandeira usada na guerra da Restauração (1640-1668).
 
Foi o símbolo que uniu os Portugueses e que saiu vencedor contra o jugo opressor estrangeiro.
 É hora de voltar a erguê-lo porque esse perigo acontece hoje de novo, de perdermos a soberania!
 Vamos todos fazê-lo a nossa "bandeira", partilhá-lo como imagem do perfil, pelo menos até ao final das nossas comemorações do 1.º de Dezembro aqui referidas
:
 https://www.facebook.com/events/494342567273422/
 
Aqui está simbolizado a defesa da Cruz de Cristo, recebida para protecção de Portugal na Batalha de Ourique, em campo de batalha que era transportada pelo exército português na Guerra da Restauração que durou 28 anos.

Foi o símbolo que uniu os Portugueses e que saiu vencedor contra o jugo opressor estrangeiro.
 
É hora de voltar a erguê-lo porque esse perigo acontece hoje de novo, de perdermos a soberania!
 
Vamos todos fazê-lo a nossa "bandeira", partilhá-lo como imagem do perfil, pelo menos até ao final das nossas comemorações do 1.º de Dezembro aqui referidas:


Aqui está simbolizado a defesa da Cruz de Cristo, recebida para protecção de Portugal na Batalha de Ourique, em campo de batalha que era transportada pelo exército português na Guerra da Restauração que durou 28 anos.
 

SERENATA A NOSSA SENHORA NO MOSTEIRO DE SANTA-CLARA-A-NOVA



Prezados Amigos e Confrades,
 
No dia 7 de Dezembro, às 21.30 horas, véspera da solenidade da Imaculada Conceição, realizar-se-á, na igreja da Rainha Santa Isabel, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, uma serenata a Nossa Senhora, dirigida pelo Revº Pe. Carlos Noronha, Pároco de Buarcos, e organizada pelos Casais de Santa Maria, com a colaboração da Confraria da Rainha Santa Isabel.
 
A entrada é livre.Estais convidados e podeis divulgar.
 
Cordiais saudações,

António Rebelo
Presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel
Igreja da Rainha Santa Isabel | Alto de Stª Clara
P-3040-270 Coimbra
Telefone: +351 239 441 674
http://www.rainhasantaisabel.org/

CONFERÊNCIA EM OVAR SOBRE A PROTECÇÃO E VALORIZAÇÃO DO LITORAL



Exmºs Senhores
A Associação Ambiental Amigos do Cáster convida V. Ex.ª a participar na conferência denominada “Plano de Acção de Protecção e Valorização do Litoral em Ovar” que terá lugar no dia 06 de Dezembro, quinta-feira, pelas 21h, no auditório da Junta de Freguesia de Ovar.
Os palestrantes convidados são:
  • Professor Doutor Carlos Daniel Borges Coelho, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar na Universidade de Aveiro (CESAM/UA) que expor sobre a evolução da sua investigação nesta matéria.
  • Arquiteta Maria Gabriela Vaz Moniz dos Santos, Diretora de Departamento de Ordenamento e Regulação do Domínio Hídrico na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que fará o enquadramento do Plano de Acção de Protecção e Valorização do Litoral (PAPVL).
  • Engenheiro Nelson Silva, Chefe de Divisão de Licenciamento e Fiscalização do Departamento de Recursos Hídricos na Agência Portuguesa do Ambiente – Administração da Região Hidrográfica do Centro (APA-ARH Centro), cuja intervenção irá incidir sobre a questão do PAPVL no Município de Ovar.
Certos da vossa melhor atenção para este pedido
Com os melhores cumprimentos
O Presidente da Assembleia – Geral da Associação Ambiental Amigos do Cáster
Rafael Amorim
(917119934)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

HOJE: IDP LANÇA O PLANO C - O COMBATE DA CIDADANIA

AMNÉSIA COLECTIVA



A “memória colectiva” é um peculiar conceito alimentado pelas oligarquias do regime com a tralha politicamente correcta e a espuma dos dias que anima os vencedores na sua mesquinha luta pelo poder. Curiosamente nessa “memória selectiva” os heróis e os símbolos são escolhidos criteriosamente de um cardápio ideológico com o horizonte máximo de três ou quatro gerações. Acontece que, para grande contrariedade dos “nossos senhores” não existe uma coisa dessas de “memória colectiva”; resultando os seus porfiados esforços num fenómeno de “amnésia colectiva”, um assunto afinal com que ninguém se preocupa porque, mesmo atreitos ao entretenimento e à fancaria o mais das vezes se vive apoquentado com o pão e o vinho à mesa.

No próximo dia 1 de Dezembro o calendário assinala pela última vez como Feriado Nacional o Dia da Restauração Independência, assunto que na verdade a poucos comove e cuja exumação acontecerá com o recato que inevitavelmente um Sábado impõe a uma data festiva há muitos anos ameaçada pela indiferença dum regime apátrida e sem memória. Uma terrível parábola que nos deveria afligir a todos se é que, sem darmos conta não estaremos já em profundo estertor como Nação.

Foto do autor - Efeitos Instagram

publicado por João Távora em Real Associação de Lisboa

SER MONÁRQUICO


De Paulo Teixeira-Pinto:

“Ser monárquico não é ser contra alguém ou alguma coisa. É ser por um ideal e estar em defesa de quem o encarna. Porque o Rei não é o senhor do Reino mas sim quem personifica em cada e determinado momento todos aqueles que vivem com identidade comum, num tempo comum e num espaço comum. O Rei é o primeiro servidor da comunidade, ou, dito de outro modo, o Rei é o último dos súbditos do Reino. “.

David Garcia em Real Portugal

UMA QUESTÃO DE ALMA

Três são as principais matrizes da identidade europeia: a filosofia grega, o direito romano e a espiritualidade cristã. Mas, se as duas primeiras são relevantes em termos culturais e políticos, respectivamente, a terceira é, por assim dizer, a alma da Europa.
 
É um lugar-comum afirmar a crise institucional do país e do continente europeu. Portugal, e também a Europa, parecem-se a uma família desavinda onde, à míngua de pão, todos ralham e ninguém tem razão.
 
Os portugueses, em geral, não querem o desprestígio das suas instituições, nem dos seus governantes, por eles democraticamente eleitos, muito embora certas forças sectárias, com a cobertura de alguns órgãos de contra-informação, trabalhem em sentido contrário. Mas são apenas a excepção que confirma a regra e a que não se deve dar, por isso, demasiada atenção.
 
A refundação nacional, seja ela o que for, não pode ser feita contra a Europa, que é, quer se queira ou não, a pátria da nossa pátria. E é também de onde, nesta hora difícil, nos vem a ajuda necessária para um ressurgimento nacional.
 
O povo é sereno e brandos são os seus costumes, graças a Deus. Mas não basta. É urgente que renasça, das cinzas dos egoísmos individuais e nacionais, uma nova cultura humanista e uma política verdadeiramente solidária, ou seja, um renovado espírito cristão. Porque «esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé» (1Jo 5,4).

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Povo

PE. CORREIA DA CUNHA E SUA MAJESTADE EL REI D. MIGUEL

“SONO FINAL, NO SOLO PÁTRIO… BEM MERECIDO PELO HOMEM REI, COMO CRISTÃO E COMO PORTUGUÊS…”
A 5 de Abril de 1967, faz hoje precisamente quarenta e cinco anos, chegaram a Lisboa em aviões da Força Aérea Portuguesa, os restos mortais do Rei D. Miguel I e sua mulher, a Rainha Adelaide Sofia.
No ano de 1966, celebrou-se o 1º Centenário da morte de Sua Majestade El-Rei Senhor D. Miguel, ocorrida em Bronnbach (Alemanha), no ano 1866.
Um grupo de monárquicos, como apoio do Sr. D. Duarte Nuno de Bragança, intercedeu junto do governo português para recolher de volta os restos mortais deste monarca e esposa ao solo da Lusa Pátria. O pedido foi bem acolhido pelo Presidente do Conselho, que ordenou que as cerimónias dessa trasladação se revestissem de todas as honras de Estado.
No exílio D. Miguel falava do adorado Portugal e vivia permanentemente cercado das boas recordações da sua Pátria. Após o casamento com a princesa D. Adelaide de Loewenstein, D. Miguel sossegou na paz do seu lar, entregando-se à esposa e à educação dos filhos. Mas nunca perdeu o amor pela Pátria – Portugal. Era uma verdadeira paixão. Dizia muitas vezes que nunca mais lá voltaria, morrendo de um angustiante desgosto.
A Rainha Senhora Dona Adelaide aprendera a falar e a escrever português e acompanhava o Rei, seu marido, no vivo e sincero amor pelos portugueses e por Portugal que considerava a Sua Pátria.
Portugal também não o esqueceu, pois quando chegou a triste notícia da sua morte ao Reino, naquela manhã fria de 14 de Novembro, toda a imprensa fez eco da morte do Rei exilado. O Rei D. Luíz I decretou luto nacional por vinte dias.
Voltemos ao dia 5 de Abril de 1967. Foi na bela capela da Base Aérea de Alverca que se deu o reencontro das urnas com os despojos reais de D. Miguel e de Dona Adelaide. Os restos mortais de D. Miguel, oriundos da Baviera, e os da Rainha D. Adelaide, procedentes da Abadia Beneditina de Ryde (Ilha de Wight) e onde professara votos depois da morte do marido, encontravam-se finalmente em Luso território.
Naquele local sagrado, procedeu-se à imposição dos pavilhões reais, seguindo-se o cortejo fúnebre, com as devidas honras dos vários ramos das Forças Armadas Portuguesas.

Já no final da tarde desse dia, os despojos reais foram acolhidos no Templo Vicentino pelo Reverendo Padre Correia da Cunha que os encaminhou até ao estrado montado no transepto. As urnas reais foram colocadas sobre áureas essas, ladeadas de 4 enormes tocheiros dourados, dando-se início a uma pequena celebração litúrgica. A guarda de honra foi prestada por cadetes das várias escolas militares, cavaleiros da Ordem Soberana e Militar de Malta, a que D. Miguel pertencera, e cavaleiros da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.
As cerimónias solenes, com missa de “Requiem” seriam reservadas para a manhã do dia seguinte, com a presença de Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel II Cerejeira, numerosos cónegos e beneficiados da cúria patriarcal. O canto esteve entregue ao Grupo Coral Stella Vitae, tendo como acompanhamento a Orquestra da Emissora Nacional.
Todo o majestoso templo se encontrava decorado de panejamentos negros bordados a ouro e prata. No largo frontal da igreja, estavam formadas forças em traje de gala do exército, da armada e, em plano de destaque, a Banda da Marinha de Guerra.
Os convidados para as Solenes Cerimónias iam tomando os lugares que lhes eram indicados pelos serviços do protocolo do Estado.
No ano de 1967, era um jovem adolescente, mas recordo como se fosse hoje, que ao subir as escadarias da majestosa Igreja de São Vicente de Fora, o Sr. D. Duarte Nuno de Bragança e toda a família, foram aclamados efusivamente por um grupo de monárquicos com vivas, palmas e gritos de Viva o Rei! Viva o Rei! Viva o Rei! O que foi repetido pela multidão do povo em entusiásticas e prolongadas ovações.

Perto do meio-dia, chegou o Sr. Prof. Dr. Oliveira Salazar que foi recebido com uma aclamação: Viva o Rei! O Presidente do Conselho esboçou um suave sorriso, que penso ter sido revelador do seu mais íntimo pensamento: “Como gostaria de ser 1º Ministro de um Rei Absoluto.”
A encerrar o cortejo das mais relevantes figuras públicas do Estado, estava o Sr. Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz, ao qual foram prestadas as devidas honras militares pelas forças militares ali presentes.
Na foto podemos observar a recepção que o Padre Correia da Cunha prestou ao seu amigo Almirante, dos tempos da Armada, quando o mais alto magistrado da nação se dirigia para as cerimónias exequiais de Sua Majestade El-Rei D. Miguel de Bragança.
Na Marinha Portuguesa, o Padre Correia da Cunha exerceu as funções de capelão. Nesse dia era o anfitrião, na qualidade de Pároco da Paróquia de São Vicente de Fora e guardião do Panteão da Dinastia de Bragança.

Após a leitura do Evangelho, subiu ao púlpito o Padre jesuíta Dr. Domingos Maurício, que prestou uma sentida homenagem à memória de D. Miguel: - “No desterro imposto pelas contingências políticas obscureceu-se a lembrança das vossas benemerências nacionais… Surgiu, enfim, o momento redentor, a hora da reparação sincera, que vos reintegra no lugar que vos compete na tessitura histórica de Portugal.”

Terminada a missa, cantada em latim, o Sr. Cardeal Patriarca, dirigiu-se para o transepto, onde deu as absolvições finais.
Num pequeno cortejo encabeçado pelo Reverendo Padre Correia da Cunha, as urnas foram transportadas pelos claustros do mosteiro até ao Panteão da Dinastia de Bragança. Os sinos dobravam a finados e uma bateria de artilharia saudou Sua Majestade El-Rei D. Miguel de Bragança, com vinte e um tiros. Em dois túmulos vazios, no lado esquerdo do altar, obra do prestigiado Arqtº Raul Lino, os ataúdes foram tumulados, ficando ao lado do túmulo de D. Pedro IV, irmão com o qual D. Miguel andou desavindo em vida.

Curiosamente em Março de 1972, os restos mortais de D. Pedro IV, Rei de Portugal e 1º Imperador do Brasil, por decisão do Governo Português deixaram o Panteão da Dinastia de Bragança e foram repousar no Monumento do Ipiranga em São Paulo – Brasil.
A partida dos despojos mortais de D. Pedro IV desfalcou o Panteão Real de São Vicente de Fora, povoado de tantas memórias ligadas à enorme civilização lusíada, de que tanto nos orgulhamos. Mas uma coisa é certa, na sua nova morada ele seria único e insubstituível como o verdadeiro fundador da nacionalidade Brasileira.
Resta-nos o coração de  D.Pedro IV na invicta cidade do Porto, e na memória dos portugueses como símbolo de liberdade, patriotismo e coragem deste nobre povo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

JANTAR-DEBATE DA JUVENTUDE MONÁRQUICA DO PORTO EM 24/11/2012

 
Diogo Tomás, Hugo Pinto Abreu, Frederico Pacheco, Isabel Ribeiro Fonseca, Leonardo Abreu, Maria José Leal e Beatriz Sousa Leite.

Num ambiente de grande amizade alguns elementos da JMP reuniram-se para um jantar-debate no qual foram apresentados dois Gabinetes da Juventude Monárquica: o de Comunicação (encabeçado pelo Leonardo Abreu) e o Doutrinário (encabeçado pelo Henrique Sousa de Azevedo). O Jantar teve a presença do Presidente da Mesa do Conselho da Juventude Monárquica Portuguesa (Diogo Tomás) e do Presidente da Juventude Nacional do PPM (Frederico Pacheco).

VISEU: CONFERÊNCIA "PORTUGAL E O FUTURO DA EUROPA" E LANÇAMENTO DO "PLANO C"


Para a comemoração dos seus 20 anos, a Real Associação de Viseu convida todos os Portugueses a participarem nas conferências programadas para o dia 29 de Novembro, quinta-feira:


- Portugal e o Futuro da Europa, pelo Professor Doutor Rui de Carvalho Araújo Moreira, às 18h na Associação de Comerciantes de Viseu


- Apresentação do livro Plano C, o Combate da Cidadania, pelo Professor Doutor Mendo Castro Henriques, às 20h no Hotel Grão Vasco (Viseu):


Após estas conferências, realizar-se-á um jantar no Hotel Grão Vasco.


Sua Alteza Real o Duque de Bragança e Sua Alteza o Senhor Dom Miguel, Duque de Viseu, honrar-nos-ão com a sua presença.



Contamos convosco!




 

MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO PROMOVE DESFILE DE BANDAS FILARMÓNICAS EM LISBOA

Lisboa, 13 Nov (Lusa) - O movimento 1º de Dezembro vai promover no último dia em que se celebra o feriado da Restauração da Independência de Portugal um desfile de bandas filarmónicas em Lisboa, pretendendo inaugurar uma "tradição" de "cunho popular" na capital.
"A ideia é que inaugure uma tradição na cidade de Lisboa, como há os santos populares no Santo António, que haja um desfile de bandas filarmónicas no 1º de Dezembro", disse à Lusa José Ribeiro e Castro, do movimento 1º de Dezembro, criado para fomentar as comemorações do dia da independência e defender a restauração do feriado.
Ribeiro e Castro explicou que a ideia é que haja um concurso e festival de bandas, mas neste primeiro ano de realização do evento as bandas que desfilarão entre a estátua dos combatentes, na avenida da Liberdade, e os Restauradores, na tarde de 1 de Dezembro, foram seleccionadas por convite.
Entre as 14:00 e as 17:00 desfilarão bandas dos distritos de Viana do Castelo, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Portalegre e Évora, estando previstas duas participações especiais, "de grupos musicais de cunho popular dos distritos de Setúbal e Beja".
Ribeiro e Castro disse que a Câmara Municipal de Lisboa "prontamente compreendeu e acolheu a ideia" do movimento, que pretende tornar "vibrantemente popular a comemoração do 1 de Dezembro, tirando-a de corredores bafientos".
O dirigente do movimento 1 de Dezembro votou contra, enquanto deputado do CDS-PP na Assembleia da República, o Código do Trabalho por se opor à eliminação de quatro feriados, em particular aquele que assinala a Restauração da Independência de Portugal.
Lisboa, Portugal 13/11/2012 14:02 (LUSA)

A VIDA DE D. MANUEL II VISTA PELO HISTORIADOR ESPANHOL RICARDO MEDRANO

A vida de D. Manuel II, o último rei de Portugal, suscita um enorme interesse É a vida de um rei cuja figura ficou marcada por um rasto de saudade, quase um mito para monárquicos e nostálgicos, e por um profundo desconhecimento, especialmente dos anos do seu prolongado e frustrante exílio em Inglaterra.
 
Um homem que morreu cedo de mais, em 1932, de forma inesperada, e sem deixar filhos como garante essencial da continuidade dinástica da histórica Casa de Bragança.
 
Ricardo Mateos Saínz de Medrano conhecido historiador espanhol e co-autor do livro Felipe & Letízia, el compromisso real, e autor de outras obras dedicadas a família real espanhola como: La família de la reina Sofia, La reina Maria Cristina e Los desconocidos infantes de Espana, dedicou 30 anos da sua vida ao estudo da história e da genealogia das famílias reais da Europa.
 
Nesta obra apresenta a parte menos conhecida da vida do rei, o seu exílio e particularmente a sua personalidade, as suas ocupações quotidianas. É sem dúvida um livro que mostra a parte menos investigada da vida deste rei.
 
Nos dias 29 e 30 e Novembro o autor vai estar em Lisboa para falar sobre este rei. Contar episódios desconhecidos e mostrar a dimensão mais íntima e humana de D. Manuel II.
 
Com este livro viajamos no tempo desde a triste queda da monarquia portuguesa nos últimos anos da dourada Belle Époque até à crise económica e política que levou à Segunda Guerra Mundial. Descobrimos o vínculo forte que o unia à sua mãe, a rainha D. Amélia, a sua relação com a pátria que o acolheu, Inglaterra, e o seu amor profundo por Portugal, um país, um trono a que tentou regressar, mas a que nunca retornaria.
 
Conhecemos grandes personagens como o rei Jorge V, seu primo e apoio fundamental, Alfonso XIII de Espanha, outro primo que lhe desperta os receios frente às ambições expansionistas, Guillermo II da Alemanha, a sua amada actriz Gaby Deslys, os amigos de diversão na noite londrina, e outras distintas princesas que poderiam ter-se tornado rainhas de Portugal. A sorte coube à princesa Augusta Vitória de Hohenzollern, leal companheira, ela própria uma figura desconhecida e contestada numa Inglaterra em guerra com a Alemanha.
 
Sobre o autor: 
 
Ricardo Mateos Sáinz de Medrano é licenciado em Geografia e História, em Tradução e Interpretação, tendo um diploma em Naturopatia. Estuda Psicologia em Barcelona, onde reside desde 1977. Estuda a história e a genealogia das famílias reias da Europa. Colaborou em vários trabalhos publicados em França, Alemanha, Reino Unido e Espanha, e em prestigiosas obras sobre história e genealogias reais. Conheceu e entrevistou príncipes da maioria das Casas Reais. Em 1997 acompanhou na Rússia, os príncipes da família Romanoff, e em maio de 1998, seguiu a visita oficial dos Reis de Espanha à Grécia. Autor de vários livros, todos com enorme êxito pela Esfera dos Livros em Espanha. Colabora em várias publicações periódicas e articulista de revistas estrangeiras como Royalty Digest, Majesty e The European Royalty History Journal. Comentador de temas reais na rádio e televisão. Cavaleiro da Orden Constantiniana de San Jorge. 
 
Sobre o livro:
 
A vida de D. Manuel II, o último rei de Portugal, suscita um enorme interesse É a vida de um rei cuja figura ficou marcada por um rasto de saudade, quase um mito para monárquicos e nostálgicos, e por um profundo desconhecimento, especialmente dos anos do seu prolongado e frustrante exílio em Inglaterra. Um homem que morreu cedo de mais, em 1932, de forma inesperada, e sem deixar filhos como garante essencial da continuidade dinástica da histórica Casa de Bragança. Chorado por muitos, esquecido e até desprezado por outros, poucos dos seus biógrafos, que em geral se detêm na sua intensa actividade política dentro e fora de Portugal, olharam com detalhe a sua vida no exílio Viajamos no tempo desde a triste queda da monarquia portuguesa nos últimos anos da dourada Belle Époque até à crise económica e política que levou à Segunda Guerra Mundial. Descobrimos o vínculo forte que o unia à sua mãe, a rainha D. Amélia, a sua relação com a pátria que o acolheu, Inglaterra, e o seu amor profundo por Portugal, um país, um trono a que tentou regressar, mas a que nunca retornaria. Conhecemos grandes personagens como o rei Jorge V, seu primo e apoio fundamental, Alfonso XIII de Espanha, outro primo que lhe desperta os receios frente às ambições expansionistas, Guillermo II da Alemanha, a sua amada actriz Gaby Deslys, os amigos de diversão na noite londrina, e outras distintas princesas que poderiam ter-se tornado rainhas de Portugal. A sorte coube à princesa Augusta Vitória de Hohenzollern, leal companheira, ela própria uma figura desconhecida e contestada numa Inglaterra em guerra com a Alemanha. Infértil, talvez devido a uma doença venérea do seu marido, depois da morte deste refaz a sua vida como condessa do desaparecido império alemão.