COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"TRANSIÇÃO PARA A MONARQUIA NO SÉCULO XXI"

A Real Associação do Porto organizou na passada sexta feira, um jantar debate sob o tema “ A Transição para a Monarquia no séc. XXI”, convidando o Dr. Tomás Moreira para apresentar e moderar o debate.
Tomás Moreira iniciou a sua apresentação de forma bem curiosa, questionando os cerca de 80 membros da Real Porto, se sabíamos qual é o nome oficial do nosso País, acrescentando de imediato que de facto não é Portugal mas sim Republica Portuguesa, o que só por si revela a urgência da nossa Nação recuperar oficialmente os seus 900 anos de existência!
Muitas transições de Regime ocorreram por esse mundo fora, e infelizmente conforme sabemos, maioritariamente foram violentas com Regicídios, Golpes Militares ou Levantamentos Populares. Também aconteceram transições pacíficas.
Falou se do caso Espanhol que todos conhecemos e falou se do caso Grego que no século passado por três vezes alterou o seu Regime, a última das quais com um referendo em Dezembro de 1974 em que 69% da população grega votou a favor da abolição da Monarquia.
E Portugal, como vamos ser capazes de fazer acontecer a transição de Regime?
Seguramente pela via pacifica, mas será suficiente o que temos vindo a fazer?
Claramente que não... diria mesmo que nos últimos tempos a desordem da Republica e os seus Republicanos tem feito mais pela Monarquia que os próprios Monárquicos, pelo que muito há a fazer.
Trabalhar na união da Família Monárquica, melhor comunicar e divulgar o ideal Monárquico, desmistificar permanentemente os três estigmas que ainda existem em muitos dos Portugueses sobre a Monarquia: O Elitismo/Fausto, o Absolutismo e a Sucessão Hereditária, são seguramente os principais tópicos, mas há dois “combates” que precisam urgentemente de serem retomados: O combate Jurídico e o combate Politico!
Tantas e tão justas preocupações foram demonstradas por todos em geral, mas particularmente pelo Tribunal Constitucional sobre a equidade entre Privado e Publico, que nos parece oportuno relançar com eficácia a discussão jurídica sobre a Constitucionalidade da actual Constituição, nomeadamente a imposição Republicana na forma da organização do Estado.
Quanto ao Combate Politico, vem ai as Eleições Autárquicas em finais de 2013, que melhor oportunidade podemos querer para  infiltrar o pensamento Monárquico no Poder Politico?

Vamos arregaçar as mangas, e mãos à obra que o tempo urge!

Viva o Povo Português, a Monarquia e o Rei
Viva Portugal

Melhores cumprimentos
Paulo Corte-Real Correia Alves
Monárquico
Presidente da Mesa do Congresso
e do Conselho Nacional do PPM

PELA INSTITUIÇÃO REAL

O que nós mais precisamos é de continuidade estratégica em política, que apenas a Instituição Real, de ampla representação e apartidária, pode dar voz e asseverar. Não basta tão-somente pensar políticas correctas, é necessário nelas perseverar. Monarquia, constituição e uma democracia parlamentar reforçada é uma configuração politicamente bem estruturada, benéfica à eficácia da democracia e, enfim, à afirmação portuguesa.

Pedro Furtado Correia
Fonte: Caderno Monárquico

A PARTIR DE HOJE, COLECÇÃO DE MOEDAS DO REI DOM LUÍS MOSTRADA PELA PRIMEIRA VEZ

A coleção de moedas do Rei D. Luís vai ser mostrada pela primeira vez, a partir de quarta-feira, em dois núcleos expositivos: na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Lisboa, e no Paço Ducal, em Vila Viçosa.
 “Esta é a primeira vez que a coleção de moedas do Rei D. Luís é exposta ao público em geral”, afirma em comunicado a INCM, que organiza a mostra em parceria com a Fundação da Casa de Bragança.
 O conjunto numismático tem um “valor pecuniário considerável, uma dimensão patrimonial, artística e cultural de grande relevância”, atesta o comunicado da INCM.
 Em Lisboa expõem-se moedas greco-romanas, dos reinos bárbaros e árabes, enquanto em Vila Viçosa, se mostram moedas portuguesas.
 O conjunto de moedas portuguesas abrange desde o reinado de D. Afonso Henriques ao de D. Pedro V, que antecedeu o D. Luís.
 Deste conjunto, fonte da INCM disse à Lusa que há vários “exemplos de moedas raras e significativas”, nomeadamente os "Morabitinos" dos reinados de D. Sancho I e D. Afonso II, ou a “Dobra Pé-Terra” e o “Gentil” de D. Fernando.
 A mesma fonte listou ainda moedas como o “Escudo” e “Meio Escudo”, de D. Afonso V, e, também deste monarca, o “Real Grosso”.
 Outras moedas a salientar são, segundo a mesma fonte, o “Justo”, de D. João II, os “Portugueses” dos reinados de D. Manuel I e de D. João III, e o “Tostão LG”, de D. Manuel I.
 Entre as raridades que estarão expostas contam-se ainda o “São Vicente RP” e o “Engenhoso”, ambos de D. Sebastião, os “500 Reais”, do cardeal-rei D. Henrique, e os "2.000 Reais" e "1.000 Reais", cunhados sob a égide de D. António, prior do Crato.
 Completam este rol de raridades, os quatro e dois "Cruzados" de D. Filipe I de Portugal, II de Espanha, os "quatro Cruzados" de D. Afonso VI, com carimbo de D. Pedro II, e as "Dobras" de "24 Escudos" e de "16 Escudos", de D. João V.
 Sobre o núcleo de peças numismáticas anteriores à fundação de Portugal, a mesma fonte disse disse à Lusa que “são moedas greco-hispânicas, ibero-consulares, ibero-imperiais, da República Romana, do Império Romano, suevas, visigodas e muçulmanas, que correram na Península Ibérica, algumas cunhadas no território que hoje é Portugal”. ´
 Deste grupo “são de destacar dois 'Trientes' visigodos, um da Egitânia, atual Idanha-a-Velha, e outro de Veseo, atual Viseu, e também os 'áureos' do Império Romano”, disse a mesma fonte.
 A coleção do Rei, desde 1924 à guarda da Casa da Moeda, atual INCM, está em depósito no Museu Numismático Português. Das 9.275 moedas, apenas 427 irão ser expostas: 222 em Vila Viçosa, e 205 em Lisboa,
 Segundo a mesma fonte, “há uma percentagem grande de moedas de ouro em ambos os núcleos da exposição, 51 por cento em Lisboa e 47 por cento em Vila Viçosa, sendo as datas do século IV a.C., ao século XIX”.
 No próximo ano, a 31 de outubro de 2013, as moedas Greco-Romanas, dos Reinos Bárbaros e Árabes passam a estar expostas em Vila Viçosa, e as Moedas Portuguesas, em Lisboa, até 31 de janeiro de 2014.
 A INCM pretende, com estas duas exposições, “contribuir significativamente para a preservação e valorização de um importante legado histórico-cultural, ajudando a conhecer a figura do rei D. Luís e, simultaneamente, fomentar o interesse pelo colecionismo e pela numismática”.
 O rei D. Luís (1838-1889) sucedeu a seu irmão, D. Pedro V, em 1861. O monarca tinha vários interesses como a música - tocava violoncelo e compôs uma Ave Maria - e a pintura, tendo projetado uma galeria no Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde viveu. 
A exposição de Lisboa, na Casa da Moeda, é inaugurada quarta-feira, pelas 11:00, e a do Paço Ducal, em Vila Viçosa, no mesmo dia, às 16:00. 
Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da Fundação da Casa de Bragança, está presente na inauguração das duas exposições. Em Lisboa, junta-se-lhe António Osório, presidente do conselho de administração da INCM, e, em Vila Viçosa, é acompanhado por Rodrigo Brum, vogal do conselho de administração.

(Verde Pinho) A colecção de moedas do Rei D. Luís vai ser mostrada pela primeira vez, a partir de quarta-feira, em dois núcleos expositivos: na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Lisboa, e no Paço Ducal, em Vila Viçosa. 

“Esta é a primeira vez que a colecção de moedas do Rei D. Luís é exposta ao público em geral”, afirma em comunicado a INCM, que organiza a mostra em parceria com a Fundação da Casa de Bragança. 

O conjunto numismático tem um “valor pecuniário considerável, uma dimensão patrimonial, artística e cultural de grande relevância”, atesta o comunicado da INCM. 

Em Lisboa expõem-se moedas greco-romanas, dos reinos bárbaros e árabes, enquanto em Vila Viçosa, se mostram moedas portuguesas. 

O conjunto de moedas portuguesas abrange desde o reinado de D. Afonso Henriques ao de D. Pedro V, que antecedeu o D. Luís. 

Deste conjunto, fonte da INCM disse à Lusa que há vários “exemplos de moedas raras e significativas”, nomeadamente os "Morabitinos" dos reinados de D. Sancho I e D. Afonso II, ou a “Dobra Pé-Terra” e o “Gentil” de D. Fernando. 

A mesma fonte listou ainda moedas como o “Escudo” e “Meio Escudo”, de D. Afonso V, e, também deste monarca, o “Real Grosso”. 

Outras moedas a salientar são, segundo a mesma fonte, o “Justo”, de D. João II, os “Portugueses” dos reinados de D. Manuel I e de D. João III, e o “Tostão LG”, de D. Manuel I. 

Entre as raridades que estarão expostas contam-se ainda o “São Vicente RP” e o “Engenhoso”, ambos de D. Sebastião, os “500 Reais”, do cardeal-rei D. Henrique, e os "2.000 Reais" e "1.000 Reais", cunhados sob a égide de D. António, prior do Crato. 

Completam este rol de raridades, os quatro e dois "Cruzados" de D. Filipe I de Portugal, II de Espanha, os "quatro Cruzados" de D. Afonso VI, com carimbo de D. Pedro II, e as "Dobras" de "24 Escudos" e de "16 Escudos", de D. João V. 

Sobre o núcleo de peças numismáticas anteriores à fundação de Portugal, a mesma fonte disse disse à Lusa que “são moedas greco-hispânicas, ibero-consulares, ibero-imperiais, da República Romana, do Império Romano, suevas, visigodas e muçulmanas, que correram na Península Ibérica, algumas cunhadas no território que hoje é Portugal”. ´ 

Deste grupo “são de destacar dois 'Trientes' visigodos, um da Egitânia, actual Idanha-a-Velha, e outro de Veseo, actual Viseu, e também os 'áureos' do Império Romano”, disse a mesma fonte. 

A colecção do Rei, desde 1924 à guarda da Casa da Moeda, actual INCM, está em depósito no Museu Numismático Português. Das 9.275 moedas, apenas 427 irão ser expostas: 222 em Vila Viçosa, e 205 em Lisboa, 

Segundo a mesma fonte, “há uma percentagem grande de moedas de ouro em ambos os núcleos da exposição, 51 por cento em Lisboa e 47 por cento em Vila Viçosa, sendo as datas do século IV a.C., ao século XIX”. 

No próximo ano, a 31 de Outubro de 2013, as moedas Greco-Romanas, dos Reinos Bárbaros e Árabes passam a estar expostas em Vila Viçosa, e as Moedas Portuguesas, em Lisboa, até 31 de Janeiro de 2014. 

A INCM pretende, com estas duas exposições, “contribuir significativamente para a preservação e valorização de um importante legado histórico-cultural, ajudando a conhecer a figura do rei D. Luís e, simultaneamente, fomentar o interesse pelo coleccionismo e pela numismática”. 

O rei D. Luís (1838-1889) sucedeu a seu irmão, D. Pedro V, em 1861. O monarca tinha vários interesses como a música - tocava violoncelo e compôs uma Ave Maria - e a pintura, tendo projectado uma galeria no Palácio da Ajuda, em Lisboa, onde viveu.  

A exposição de Lisboa, na Casa da Moeda, é inaugurada quarta-feira, pelas 11:00, e a do Paço Ducal, em Vila Viçosa, no mesmo dia, às 16:00. 

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da Fundação da Casa de Bragança, está presente na inauguração das duas exposições. Em Lisboa, junta-se-lhe António Osório, presidente do conselho de administração da INCM, e, em Vila Viçosa, é acompanhado por Rodrigo Brum, vogal do conselho de administração. 

(Verde Pinho)

O FUGITIVO; POR GONÇALO REIS TORGAL

De novo recorro não a um livro, mas a um Filme para intitular estas Crónicas de que alguns já andam aborridos porque eu “só digo mal”, o que é mentira, pois como dizia o épico, ainda não saneado nesta fúria contra tudo o que soa a Pátria:  “Não digo se não verdades puras!”. Filme que tem um suporte literário, enredo ou livro, que não tenho e desconheço. Trata-se da série de sucesso televisivo, que nos inquietou os serões vinte ou mais anos lá irão, e de onde nasceu um Filme  O Fugitivo de 1993 realizado por Andrew Davis, com Harrison Ford no papel de Dr. Richard Kimble e Tommy Lee Jones como Samuel Gerard. Não confundir com o filme de igual nome de John Ford, 1947, protagonizado por Henry Fonda, da novela de Graham Green O Poder e a Glória, passado e filmado no México.
Como lembram, o Dr. R. K. é acusado e condenado pela morte da Mulher. Inocente, consegue fugir, perseguido pelo feroz Tenente Gerard. A escolha do título para esta Crónica, que dedico a um HOMEM que nunca fugiu, mas nos fugiu, o Poeta Jornalista Manuel António Pina, lembrouse-me dado o panorama português de tantos fugitivos. Fujões, melhor diria, já que nenhum acirrado Tenente Gerard ou implacável Javert os persegue por mais crimes de lesa Pátria que hajam cometido, pelos quais por vezes até são promovidos ou, pelo menos, gozam de um “exílio” dourado, crimes face aos quais as Leis que outros ferem não têm aplicação, não se sabe a razão.
Fugiu Cavaco para travessia no deserto, castigado pelos portugueses, traindo o Dr. Fernando Nogueira, depois de delapidar os milhões da Europa em delírios do betão e desastrosos contratos, com os quais destruiu uma Agricultura pelo menos de remedeio, uma frota pesqueira de abundância, transportes ferroviários, veias de um interior ainda não desertificado se bem que abandonado, empobrecendo o País já de si pobre, mas enriquecendo os mais arteiros dos seus próximos que fugiram da Tutela para a frente de empresas tuteladas, com as quais haviam estabelecido contratos leoninos para elas, ruinosos para o Estado. Fugiu Guterres após anos de desgoverno, feito Comissário Mundial não lembro de quê. Fugiu Durão Barroso, “rei” nu de uma falsa Europa. Fugiu Constâncio, promovido, quiçá por ter fechado os olhos ao descalabro do BPN. Fugiram os burlões desta Burla bem maior do que a de Alves dos Reis (cf. a minha Crónica O Segredo da minha Confissão, aqui publicada) face à complacência da Justiça e que hoje nos custa os olhos da cara e ao ex-Secretário Geral do PS rende milhões. Fugiu o Eng.º Sócrates gozando Boa Vida em Paris, ninguém sabe a fazer o quê nem à custa de quem, embora corram notícias de enriquecimentos familiares inexplicáveis e fugas para off-shores, que ninguém se incomoda em averiguar e esclarecer. Um Rap da moda já o classificou em refrão de protesto. É “o Zé que fugiu e ninguém mais o viu!”. “Fugiram” outros de vários quadrantes para o El Dourado do Parlamento Europeu, que isto por cá já deu o que tinha a dar, onde não são vistos e pouco achados. À D. Lurdes, que delapidou a Educação e deu forte empurrão no desertificar o Interior, puseram-na a “fugir” para a OCDE. Fogem os ministros num apalhaçado corrupio. Fugiu Paulo Portas para o Brasil incapaz de moderar os desmandos de Coelho Passos Pedro e do Superministério Victor Gaspar. Retornado, fugiu à verdade em discurso patrioteiro e demagógico de falso patriotismo. A Pátria é o PVO, reduzido à miséria, Senhor Presidente do CDS, Partido a retornar ao táxi, por desonrar compromissos, como mostraram as eleições Açorianas. Em ridiculez extrema fugiu o Primeiro Ministro da República em dia grande dos republicanos. O poder, na ausência, fê-lo dia menor e ridículo. A polícia proibiu o Povo de se juntar à comemoração - incrível! Comemoração reduzida a meia dúzia de convidados num como que Pátio das Cantigas onde só não se perguntou - Oh Evaristo! Ainda há disto? (República). Mais gente em Coimbra na apresentação do “Memorial Republicano”. do Prof. Carvalho Homem e Alexandre Ramires. O Presidente do Município, organizador da sessão, esqueceu a República e fez comício. O discurso do Chefe de Estado foi variante dos de plástico a que nos habituou. Os Ministros fugiram por porta escusa, escusando-se a ser vaiados, como o Primeiro Ministro sabia que seria e fugiu. Voltou com ímpeto com um OE incumprível e fugiu do Povo por demais empobrecido. Arruinado o País, fugirá para qualquer El Dourado sem que culpas lhe sejam pedidas. Daí o desplante do “Que se lixem as eleições”. Fuga não tem o povo espoliado, ROUBADO, pois já dizia o Padre António Vieira no Sermão do Bom Ladrão: “Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são os que pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.”
Gonçalo Reis Torgal
Jornal Diário do Minho de 26 de Outubro, pág 23

terça-feira, 30 de outubro de 2012

MONARQUIA OU REPÚBLICA?

Estava no fim a carga do portátil. O aviso em português, legitimo, ou carregas e gravas , ou perdes toda a informação, tinha aparecido no rodapé do OpenOffice alguns segundos antes. Claro que a informação que surge no écran é muito mais elegante do que a síntese que eu coloquei. É um “procedimento”que aparece no regime monárquico e, ou, no republicano. Depende dos pontos de vista. Seja, o Office da Microsoft está “republicanizado”. Um ponto de vista. O Office da Oracle, está “monarquizado”. Outro ponto de vista. Passo a explicar:
O Office da microsoft custa muito dinheiro. Principio republicano, para qualquer produto.
O Office da Oracle não custa nenhum cêntimo. Principio monárquico. Digo eu...
O Office da microsoft é pirateado constantemente. Prática republicana.
O Office da Oracle, não o é, porque é de todos. Prática monárquica.
O Office da microsoft quando pirateado está sujeito a coimas incríveis. Práticas republicanas.
O Office da Oracle não está sujeito a nenhuma multa porque é aberto ao povo. Práticas monárquicas.
O Office da microsoft está vedado a alterações por parte de qualquer utilizador que comunique o problema por livre vontade, ou outra prática. Na comunicação do problemas é usado um sistema automático pertença do próprio programa, seja, só quem programa é que muda, se quiser e o que quiser. Práticas republicanas.
O Office da Oracle, tem igualmente um sistema automático, mas se o utilizador pretender, tem um fórum próprio para a resolução de problemas e poder executar mudanças no programa, para melhor. São bem aceites as informações isoladas que depois voltam a ser comunicadas ao utilizador com a informação do que foi feito no sentido de melhorar ou colmatar a lacuna do programa. Práticas monárquicas.
O Office da microsoft tem um responsável “presidente”, que viaja por todo o mundo, tentando levar a bom termo a utilização do seu Office... pagando, é claro. Prática republicana.
O Office da Oracle, o OpenOffice.org, não tem ninguém a dizer para o usarmos. O que se diz é que é livre. Prática monárquica.
Afinal a utilidade de um “serviço” que está aberto, possui instrumentos de melhoria, tem à disposição do utilizador formas de uso completamente gratuitas para desenvolver tarefas, quer lúdicas, quer profissionais, que proporcionam ao seu utilizador uma ajuda preciosa. É ou não mais válida que um serviço pago, fechado e que espreita incautos para os penalizar? É muito mais valioso. Só poderia ser uma prática monárquica. Grosso modo é claro.
Então, aqui entre nós, será mais útil uma monarquia ou uma republica? Na segunda hipótese, se tivéssemos escolhido essa via, seria uma revolução muito importante para nós,. No momento que atravessamos, essa hipotética escolha redunda numa nulidade, mais, escolhemos cidadãos que não lutam, não competem por um país e não o tentam organizar. Quanto a nós, organizam-no com o sacrifício exageradamente mortífero para o povo, porque não sabem mais. O que sabem, “academicamente”... bom, está à vista. A competência não é apanágio deste nosso sistema democrático. Somos os culpados? Estou a obsrvar mal? Se calhar estou...
O ideal republicano era acabar com alguns reis imbecis, iletrados e incapazes de resolver o que quer que fosse em prol da nação.
O que acontece agora? O nosso alheamento faz com que “meia dúzia” de “chico-espertos” entrem a “governar o país” e a destrui-lo. Numa republica!
Valeria a pena refletir e entrar numa monarquia? Se calhar sim! Um rei pode ter que deixar “cair” um governo tal e qual o fará um presidente da republica. Só que o presidente da republica nunca será apartidário. O rei, sê-lo-á sempre! Foi preparado para isso, desde a infância e é-lhe dada uma educação com base na economia, finança e sobretudo humanista. A partir destas premissas afirmamos que um rei tem a “memória de um povo”. Também pode ser destituido pelo povo. Um presidente? Tem uma reforma?
Republica, ou monarquia?

CONVITE: JUVENTUDE MONÁRQUICA PORTUGUESA

A Juventude Monárquica Portuguesa convida-te para o maior evento da Feira Nacional do Cavalo 2012, num espaço totalmente renovado e dirigido ao público jovem aficionado. Estamos presentes pela primeira vez na Golegã, no Picadeiro RFM como PATEO REAL by JMP, de 2 a 10 de Novembro, com festas temáticas diárias e vários Dj's convidados de renome a nível nacional.
 
O valor de aquisição da pulseira (para todo o evento) é de 10 €, dos quais 1€ reverte para ajudar o Forcado Nuno Carvalho do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita. Informa-te como a comprar em pateoreal.jmp@gmail.com
 

RAINHA DONA AMÉLIA (28-09-1865 - 25-10-1951)

«[…] a cerimónia magnífica que é a transladação do corpo da Rainha para Portugal, que me impressionou muito, até porque a vi morta, embalsamada. Vi, e isto tocou-me imenso, a sensibilidade do povo da capital à chegada dela. Era muito estranho, para um jovem de África, ver o corpo de uma Rainha saída de Portugal em 1910 entrar em 1951, portanto quarenta e um anos depois, com o povo a ajoelhar na rua, o itinerário para S. Vicente de Fora com milhares e milhares de pessoas concentradas, as pessoas ou descobriam-se ou genuflectiam, as mulheres do povo ajoelhavam à passagem do corpo. Uma coisa perfeitamente espectacular! São cerca de quatrocentas mil pessoas que desfilam diante da urna nos dias seguintes… quatrocentas mil! […]» - Excerto de entrevista concedida por Fernando Amaro Monteiro a AbdoolKarim Vakil, "in" “Moçambique: Memória Falada do Islão e da Guerra” (p. 78).

SÓ PARA TERMOS UMA IDEIA DE QUEM GASTOU O QUE...


QUEM GASTOU O QUÊ? PORQUE NÃO É DIVULGADO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL, PELO MEDINA CARREIRA E PELO GOVERNO, ESTE GRÁFICO DO INSTITUTO DE GESTÃO DA TESOURARIA E DO CRÉDITO PÚBLICO, DE 2012?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SS.AA.RR. OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA, EM ROMA, POR OCASIÃO DE UM EVENTO PROMOVIDO PELA REAL ORDEM DE SANTA ISABEL

Em 27 de Outubro, a Duquesa de Bragança conferiu a ordem de Santa Isabel a várias senhoras reais, em reconhecimento ao seu trabalho filantrópico.
Homenageados foram a Grã-duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, a Princesa Herdeira Margarita da Roménia, a Princesa Margaretha de Liechtenstein, Princesa Christine de Orleans e Bragança (nascida Princesa de Ligne, esposa do Príncipe António de Orleans e Bragança) e Princesa Eleanora de Ligne (nascida Princesa de Orleans e Bragança e Wittelsbach, esposa de Michel, 14.º Príncipe de Ligne).
A cerimónia foi realizada na Catedral Católica portuguesa de Roma, Itália, seguido por um almoço oferecido na Embaixada de Portugal. Também estiveram presentes para a ocasião foram o Grão-Duque Henri do Luxemburgo, Príncipe Jean de França, Nicholas Príncipe do Liechtenstein, bem como outros membros de casas reais e nobres da Europa.
Mesmo depois de Portugal passar a ser uma República, a ordem continuou a ser em usada por membros da família real no exílio. Em 1986, o Duque de Bragança restabeleceu a ordem de Santa Isabel como uma honorária ordem dinástica da família real portuguesa. A actual grã-Mestra da ordem é Dona Isabel, Duquesa de Bragança. A Duquesa de Bragança conferiu a ordem com representantes das famílias reais e nobres estrangeiras para seu trabalho de caridade, especialmente para apoiar organizações portuguesas.
Nas fotos: o Grão-Duque e a Grã-Duquesa do Luxemburgo, o príncipe e a princesa Nikolaus von und zu Liechtenstein, o príncipe Jean de France, duque de Vendôme, o príncipe António de Orléans e Bragança e sua esposa, o príncipe e a princesa de Ligne, Princesa Margareta da Roménia e Radu.
Tomaram parte das cerimónias Sua Altezas Reais do Grão-Duque do Luxemburgo, Príncipe Jean de França, o príncipe e a princesa Margarita Nicholas do Liechtenstein e outros membros de famílias reais da Europa.

Fontes:
Romania, AltfelJoana Dias Pereira / Netcafé Monarquia Moderna, Theroyalforums


A insígnia da Ordem de Santa de Portugal: medalhão encimado pela Coroa Real,
ornado com rosas de ouro e ao centro com a figura de Santa Isabel de Portugal
dando esmola a um mendigo, sobrepujando a legenda em latim Pauperum Solatio.



A Real Ordem de Santa Isabel, também conhecida por Ordem da Rainha Santa Isabel ou Ordem da Rainha Santa, é uma das três Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e tem como Santa Padroeira a Rainha Isabel de Aragão.

Instituída em nome da Rainha D. Maria I, a 4 de Novembro de 1801, pelo Príncipe Regente D. João (futuro Rei Dom João VI), a Ordem teve como primeira Grã-Mestra a Princesa D. Carlota Joaquina (futura Rainha Consorte) que atribuiu a condecoração numerosas senhoras Portuguesas, Espanholas e Brasileiras entre 1801 e 1830.

Tratando-se da primeira Ordem Portuguesa exclusivamente feminina, o seu objectivo era distinguir Senhoras Católicas, num número limitado de vinte e seis Damas por serviços à Coroa e a obras de Beneficência ou de Solidariedade Social no espírito da Rainha Santa.

Sendo uma Ordem Dinástica da Casa de Bragança e não uma Ordem de Estado, depois de 1910 continuou a ser conferida pelo último Rei de Portugal Dom Manuel II, no exílio, que a conferiu à sua esposa a Rainha D. Augusta Vitória que, a partir de então, passou a partilhar a Grã-Mestria com sua sogra a Rainha Mãe, D. Amélia. Ambas usavam a insígnia de Grã-Mestra mas raramente conferiam a Ordem.

A Ordem foi conferida pela Rainha Dona Amélia à Princesa Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança sua sobrinha, aquando do seu casamento com o Chefe da Casa Real. A mesma passou a ser partilhada pelas Infantas.

Após algumas décadas de inactividade, a Ordem de Santa Isabel passou a ser novamente conferida, a título honorífico, a partir de meados da década de 1980, pelo actual Chefe da Casa Real Portuguesa Dom Duarte Pio, a algumas senhoras, Portuguesas e estrangeiras, que se distinguiram com serviços em prol das comunidades luso-norte-americanas. Algumas das agraciadas, eram luso-americanas, descendentes das fundadoras da Sociedade Portuguesa da Rainha Santa Isabel uma Confraria fundada em Oakland, na Califórnia por D. Rosa Oliveira que ofereceu, no princípio do Século XX, o magnífico vitral representando a Rainha Santa que pode ser admirado na Igreja da Rainha Santa, onde hoje a Ordem tem a sua Sede Canónica.

Depois do casamento com Sua Alteza Real o Duque de Bragança, a 13 de Maio de 1995, a Duquesa de Bragança Dona Isabel, tornou-se 9º Grã-Mestra da Ordem e desde então muito se tem esforçado por restaurar o carácter religioso devocional e sociocaritativo da mesma.

A Missa celebrada anualmente no dia da Festa de Santa Isabel, na parte da tarde do dia 4 de Julho, é muitas vezes presidida pelo Bispo de Coimbra, em cuja Diocese a Ordem tem a sua sede.

A insígnia da ordem é composta de uma banda cor-de-rosa com lista branca ao centro e um medalhão decorado com uma moldura de rosas em ouro, encimada com a Coroa Real e tendo ao centro em notável trabalho de esmalte, a figura de Santa Isabel de Portugal dando esmola a um pobre (em memória perpétua do celebre Milagre da Rainha Santa), sobrepujando a legenda latina Pauperum Solatio.



Investidura da Real Ordem de Santa Isabel em Roma
De Real Associação de Viana do Castelo

Sábado, dia 27 de Outubro de 2012, na Catedral Católica Portuguesa de Roma, em Itália, a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança, de jure Rainha de Portugal, conferiu a Ordem Real de Santa Isabel à Damas da Realeza e da Nobreza, como forma de reconhecimento ao trabalho filantrópico realizado.
As homenageadas foram a Princesa Dona Christine de Orleães e Bragança, do Brasil, a Princesa Dona Eleonora de Ligne (nascida Princesa de Orleães e Bragança), Princesa Titular de Ligne, a Grão-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, a Princesa Margaretha de Liechtenstein e a Princesa Herdeira Margarita da Roménia.
Os Príncipes Dom António de Orleães e Bragança, o Príncipe Michel de Ligne, irmão e cunhado respectivamente do Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz, o Grão-Duque Henri de Luxemburgo, o Príncipe Jean da França – Duque de Vendome, o Príncipe Nicholas de Liechtenstein e autoridades, bem como outros membros de casas reais e da nobreza europeia, também estiveram presentes na solene cerimónia, que foi seguida de almoço na Embaixada de Portugal.
Além de Dona Christine e Dona Eleonora, Princesas do Brasil, a Imperatriz Dona Teresa Cristina, a Princesa Dona Leopoldina (Duquesa de Saxe por casamento), a Princesa Dona Isabel, a Redentora e a Princesa Dona Maria (de jure Imperatriz do Brasil) foram Damas da Ordem de Santa Isabel de Portugal, já a Rainha Dona Maria II de Portugal, nascida Princesa brasileira, e a Imperatriz Dona Amélia do Brasil, na qualidade de Rainha de Portugal, também foram Grã-Mestres da Ordem.
A Ordem, criada em 1801, pelo então Príncipe Regente Dom João de Portugal, futuro Rei Dom João VI, foi entregue sob a responsabilidade do Grão-Mestrado de Dona Carlota Joaquina em uma homenagem a Rainha Santa Isabel de Portugal. Desde então muitas Senhoras, ligadas a Nobreza de Portugal, e Rainhas estrangeiras foram agraciadas pela Ordem, podendo-se atingir a quantia de 26 Damas. Com a proclamação da república em Portugal, o governo provisório extinguiu a Ordem. Mesmo no exílio, a Princesa Dona Augusta Victória, esposa do Príncipe Dom Manuel II, utilizava a insígnia da Ordem. Em 1986, Dom Duarte, Duque de Bragança, de jure Rei de Portugal, restabeleceu a Ordem em Portugal, tendo como 9º Grã-Mestre a Duquesa Dona Isabel de Bragança, sendo hoje uma Ordem honorífica dinástica.

Fontes: Blogue Monarquia Já; Blog do Príncipe Radu da Roménia
http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.pt/
http://www.princeradublog.ro/



O JANTAR DEBATE DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

Na passada sexta-feira, fora do circuito normal de Jantares da Real Associação do Porto, organizou-se um jantar debate assim por esta promovido, que teve como "instigador" o Eng. Tomás Araújo Moreira. Iniciou-se com a introdução breve do tema para colocar os participantes numa situação de debate nas próprias mesas pondo a questão da "Transição para o Regime Monárquico no séc. XXI" a fermentar. Findo o Jantar uma pequena alocução e saudação do Presidente da Real Associação do Porto, Dr. Jorge Braga Leão, dando-se então início ao debate. Para estrear a o tema o Dr. António Moniz de Palme, abordou a questão em termos próprios conduzindo a nossa atenção para a questão do poder local e da sua importância e que diferenças traria a alteração de regime, defendendo ainda o papel do PPM no pós-25 de Abril, e a nova forma que está a tomar após um forte interregno de credibilidade. Logo a seguir foi a vez do Dr. Miguel de Lencastre que abordou a questão da comunicação do ideal e da doutrina junto dos eleitores. O Dr. Artur Condé, levou o tema para a posição de SAR o Senhor Dom Duarte na sociedade, e ainda a forma como deve ser a sua posição em relação a várias situações da actualidade que entendem uma resposta rápida. Em seguida um associado da Juventude Monárquica do Porto, fez valer algumas das suas posições abordando uma generalidade de situações subordinado ao tema, em especial a questão a ruptura constitucional. O Dr. Tomás Araújo Moreira encerrou o debate concluindo que os participantes vêem a Monarquia com olhos diferentes, mas cientes porém de que é nisto que acreditamos a e que mudança se conseguirá por uma via pacífica acompanhada de um forte sentido de oportunidade, quer seja pela forma de referendo quer seja pelo convencimento e eleição de deputados afectos e membro da nossa Causa Real.

por António Baião Pinto
 

XIV FEIRA INTERNACIONAL DO CAVALO LUSITANO


O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534. Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local. Que a Golegã já existia no século XV, parece não haver dúvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrupção de linguagem, "Golegã". A par da importância do lugar em que se situa, a região da Golegã detinha uma das maiores riquezas: um solo fértil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos. Dos tempos mais remotos vêm alusões à região, à Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I à ordem do Templo para arroteamento e cultivo. De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores. Já no século XVIII, e com o apoio dado pelo Marquês de Pombal, a feira começou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos hípicos e diversas competições de raças. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se então na Golegã. No século XIX, com base na valorização agrária da região, a Golegã voltou a ter grande importância para o que muito contribuíram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a Família Real).

Em meados do século XVIII, teve o seu começo a Feira da Golegã, chamada até 1972 Feira de S. Martinho, data a partir da qual passou a denominar-se Feira Nacional do Cavalo. É a Feira Nacional do Cavalo a mais importante e mais castiça de todas as feiras que no seu género se realizam em Portugal e no mundo. Aqui se apresentam todos os criadores, com os seus belos exemplares, razão pela qual, se transaccionam na Golegã, os melhores puro-sangue, criados no País, que são vendidos para vários pontos do globo. A Golegã há muito que passou a ser a Capital do Cavalo. O dia de S. Martinho, de feira que foi, passou ao mais belo e único espectáculo equestre público que se realiza a nível gratuito entre nós. Ralies, Raids, Jogos Equestres, Campeonatos, Maratona de Carruagens, Exibições, são alguns dos mais belos espectáculos que na Golegã se realizam na sua apresentação do mais belo animal do mundo que é o cavalo. E para complemento da festa justificando o adágio popular que, "Pelo S. Martinho prova o Vinho", não faltarão a água-pé e as sempre apetecidas castanhas assadas.

BARCELOS HOMENAGEIA SÃO NUNO DE SANTA MARIA


Monárquicos, republicanos, religiosos, militares e civis todos unidos no evento
Barcelos ergue imagem a S. Nuno de Santa Maria numa homenagem que pretende ser nacional.
 
No próximo dia 3 de Novembro, às 15h00, é inaugurada em Barcelos a estátua de S. Nuno de Santa Maria, uma iniciativa da comunidade impulsionada pela Santa Casa da Misericórdia de Barcelos que se realizará no espaço exterior dos Paços do Concelho. A presidir ao ato estará o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e um vasto corpo de convidados.
«Queremos que este seja verdadeiramente um acontecimento nacional», afirmou ontem António Pedras, provedor da Misericórdia barcelense, na conferência de imprensa de apresentação do programa do dia da inauguração.
Segundo aquele responsável, a canonização de S. Nuno de Santa Maria «não teve a devida relevância nacional» e que «as honras prestadas pelo Estado nessa altura não corresponderam à grandeza daquela personalidade que era canonizada».
António Pedras admitiu que «também em Barcelos era preciso fazer-se mais» para honrar a memória de tão distinto barcelense, pelo que a Santa Casa da Misericórdia decidiu lançar mãos a uma iniciativa que quis envolver toda a comunidade concelhia.
«Temos connosco as mais representativas instituições de Barcelos», indicou o provedor no encontro com os jornalistas que contou com as presenças de outros responsáveis pela homenagem, como o pároco da cidade, monsenhor Abílio Cardoso, o coronel António Feijó e o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes.
Para António Pedras, a instituição a que preside e que já dobrou os 500 anos de existência, viu nesta iniciativa «uma oportunidade de manifestar a sua gratidão aos condes de Barcelos».
D. Nuno Álvares Pereira foi o 7.º Conde de Barcelos mas não foi contemporâneo da Misericórdia que só viria a ser fundada anos após a sua morte. Todavia, os sucessores no condado de Barcelos foram beneméritos da Misericórdia. «Esta é uma forma de pagar uma dívida que é grande a esses condes», frisou o provedor. Para além de «apontar aos barcelenses o exemplo de santidade e de pátria que o santo Condestável encarnou», a Misericórdia pretende com esta estátua/monumento, «exaltar o culto divino, através da devoção» a S. Nuno de Santa Maria.
A Estátua tem cerca de 2,2 metros de altura e custou à volta de 56 mil euros aos quais se acresce o IVA.
Para pagar a estátua, está em curso uma subscrição pública e a Câmara Municipal de Barcelos, pela voz do seu presidente, prometeu um «esforço por colaborar de forma simpática» com aquela obra que espera poder «trazer retorno» para a cidade e para o concelho.
Para a escolha da estátua foi lançado um concurso público que teve a resposta de 30 propostas. «O júri escolheu por unanimidade esta mas houve outras propostas que mereceram elogios e até houve uma que foi recomendada para que a Câmara se servisse dela como ideia pedagógica para ser aplicada nas escolas do concelho», disse António Pedras.
No ato serão homenageadas também as Forças Armadas Portuguesas.
Diário do Minho de 26 de Outubro, pág. 9

Santa Casa da Misericórdia inaugura estátua no dia 3 de Novembro
 
Barcelos homenageia no próximo dia 3 de Novembro uma das grandes figuras da História de Portugal e da Igreja: S. Nuno de Santa Maria. A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, com o apoio da Câmara Municipal, vai erigir uma estátua em honra do Santo, a primeira em território nacional após a canonização, ocorrida em Abril de 2009.
Na conferência de imprensa de apresentação do programa da homenagem a S. Nuno de Santa Maria, o Provedor da Santa Casa explicou os motivos desta iniciativa: “cultivar a feição e culto por parte dos barcelenses ao homem e ao santo”. António Pedras evocou o papel do Condestável na defesa da pátria, durante a crise dinástica de finais do século XIV e a importância de D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431) na fundação da dinastia brigantina – foi 7.º Conde de Barcelos (1385-1401). Acresce a sua vocação religiosa que culminou no recolhimento, nos últimos anos de vida, no Convento do Carmo. Para S. Nuno de Santa Maria, “a pátria compagina com a religião que abraçou”, referiu ainda António Pedras.
Na conferência de imprensa, o Presidente da Câmara manifestou a satisfação pela associação do Município a esta homenagem. Miguel Costa Gomes referiu os apoios prestados a esta iniciativa da Santa Casa – a cedência do espaço e todos os trabalhos necessários à implantação da estátua, bem como o apoio logístico e financeiro.
“Esta é uma obra importante para a Igreja, para a Santa Casa e para o Município”, disse ainda Miguel Costa Gomes.
A estátua será localizada numa envolvente patrimonial nobre da cidade – no jardim junto ao edifício da Câmara Municipal, da Igreja Matriz, do antigo Paço dos Condes e da estátua de uma outra importante figura da Igreja: D. António Barroso.
A concepção da estátua pertence a um grupo de escultores e arquitectos, entre 30 propostas apresentadas a concurso. É feita de bronze e tem cerca de dois metros de altura. O seu custo está estimado em 56 mil euros, acrescido de IVA, e será pago por subscrição pública.
A Santa Casa pretende dar uma importância nacional à homenagem, fazendo justiça a vontades anteriores de levar a cabo uma “condigna comemoração” do Santo. Para isso, elaborou um programa a decorrer nos dias 2 e 3 de Novembro.
No dia 2, às 18h00, realiza-se uma conferência sobre S. Nuno de Santa Maria, proferida por Jaime Nogueira Pinto, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos.
No dia 3, as cerimónias serão presididas pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e contarão com a presença de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel, do Núncio Apostólico, do Arcebispo Primaz de Braga, de deputados eleitos pelo círculo de Braga, da Câmara Municipal de Barcelos, entre outros.
Haverá uma missa solene na Igreja Matriz de Barcelos, às 11h00. A cerimónia de inauguração da estátua terá lugar às 15h00. Durante esta cerimónia serão prestadas honras militares ao Condestável do Reino, como às Forças Armadas Portuguesas e a todos quantos morreram pela Pátria.
Às 18h00, na Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, realiza-se um concerto musical pela Banda do Exército, com o Coral da Madalena.
Fonte: bloguedominho

domingo, 28 de outubro de 2012

O 1º DE DEZEMBRO ESTÁ MESMO AÍ!




Esta é uma data gloriosa para todos os Portugueses que amam a sua Pátria, independentemente do seu credo ou simpatia política.

Celebra-se neste dia a Restauração da Independência de Portugal, iniciada no 1º de Dezembro de 1640, e que iria custar aos nossos valorosos antepassados 28 anos de luta e glória, até se consolidar.



Este é, pois, um marco histórico que a todos nós deve orgulhar, e que merece a nossa presença massiva nos festejos. Sobretudo numa altura em que, tal como em 1640, a soberania nacional volta a ser ameaçada por políticas ruinosas, mais do que duvidosas, e que têm colocado o nosso País sob a ameaça de um novo jugo estrangeiro.

O 1º de Dezembro é o DIA DA UNIÃO DOS PORTUGUESES, juntos na defesa e valorização da sua Nação, e como tal, não pode ser ignorado, nem maltratado. Muito menos por um Governo que se diz eleito para nos representar.


Dos fracos não reza a História. Chegou assim a hora de mostrarmos que somos dignos dos que nos precederam. Vamos enaltecer este 1º de Dezembro, comemorando-o como um dia de festa, mas também, como um dia de indignação contra a decisão de abolir este feriado, que é alicerce da nossa Identidade nacional e das raízes que unem, protegem e ajudam todos os Portugueses, onde quer que estejam.


 
PORTUGAL SEMPRE!

Viva, caríssimos e caríssimas!!

Ao aproximar-se a data do 1 DE DEZEMBRO, que celebra a Restauração da nossa Independência em 1640, lancemos todos aqui um apelo:

"Pela nossa Pátria, ultimamente tão maltratada;
Pela nossa identidade nacional, diariamente humilhada;

Pela urgência que todos nós sentimos em pôr fim ao desgoverno a que nos tem sujeitado uma classe política assente na mediocridade, na corrupção, no clientelismo, no ataque aos mais profundos valores e princípios do nosso Povo e da nossa Nação;

Por uma mudança de rumo que nos traga de volta um futuro, a esperança e o orgulho de sermos portugueses,

VAMOS UNIR-NOS TODOS na luta por um objectivo comum - SALVAR PORTUGAL - e esquecer por momentos o que nos divide!

Pensemos que a nossa fraqueza actual perante quem nos governa e perante uma Europa arrogante que nos quer subjugar resulta, sobretudo, de nos perdermos em divergências, em vez de procurarmos convergências.

Vivemos há muito tempo divididos entre monárquicos e republicanos, e no seio de cada um destes, também nos fomos dividindo em facções, grupos e simpatias pessoais.

Parecemos mais empenhados em justificar o facto de sermos adversários uns dos outros, do que em reunirmos forças contra os nossos verdadeiros inimigos actuais.

E não é este o momento para nos dividirmos. A HISTÓRIA exige que nos unamos!

Que o próximo 1 DE DEZEMBRO possa, pois, ser celebrado por todo o País como um grito de indignação colectivo contra o jugo estrangeiro e contra os traidores que nos têm governado.

Que este 1 DE DEZEMBRO possa ser um grande momento de UNIÃO DE TODOS OS PORTUGUESES!"


Portugal sempre connosco!

Lourenço Almada

 

VAMOS ADERIR A ESTE GRUPO!

  • O 1º de Dezembro está mesmo aí! Esta é uma data gloriosa para todos os Portugueses que amam a sua Pátria, independentemente do seu credo ou simpatia política. Celebra-se neste dia a Restauração da I...
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DOM MANUEL E O MANUELISMO


A elevação de D. Manuel II ao trono foi tão abrupta, que não houve tempo para se reunir em volta dele nenhum desses grupos que gravitam perto dos príncipes herdeiros, com um vasto e ambicioso programa de reformas destinado a mudar a feição do país. Por isso o seu reinado ficou preso a uma classe política gasta, operando num ambiente degradado. No entanto, apesar das circunstâncias que concorriam para apagar a sua personalidade política, o jovem monarca revelou uma aguda consciência ética e estratégica sobre o modo como devia desempenhar-se da sua missão dinástica e salvar a monarquia. O primeiro acto da vontade régia, pôr termo à experiência franquista e inaugurar a política da “acalmação”, foi aquele que ficou marcado na memória histórica como a feição característica do seu reinado, e constituiu sem dúvida um sinal de fraqueza do regime, que o partido republicano estava preparado para explorar. Se a actuação política de D. Manuel se tivesse reduzido a esta substituição de uma política por outra, a sua herança histórica seria um traço de inabilidade estratégica, embora firmado com uma vontade forte. Mas foi muito mais longo o alcance do seu pensamento e da sua acção.


 A vontade de romper o cerco em que a política rotativista o encarcerava foi um dos traços mais salientes da sua actuação enquanto rei. Empenhado em cumprir os seus deveres de soberano católico, procurou fazer-se o advogado das classes pobres junto do governo, e para isso abriu uma ligação directa ao seu povo, correspondendo-se pessoalmente com os dirigentes do movimento operário,  Azedo Gneco e Aquiles Monteverde, que lhe transmitiam as impressões recolhidas nos meios mais indigentes. D. Manuel recolhia essas notas e transmitia-as aos seus ministros, que sem pressas nem excesso de zelo iam adoptando algumas das recomendações régias. Na opinião do rei, ao imperativo moral de melhorar as condições de vida dos mais pobres, juntava-se o imperativo político de subtrair os operários à influência da propaganda republicana, explorando as divisões entre o movimento operário e o partido republicano. Neste ponto mostrava uma apurada sensibilidade política, pois o conflito entre as duas forças era profundo e veio a rebentar com violência durante a vigência da república.  

Mais ambicioso do que este plano, e procurando atingir o âmago das fraquezas nacionais, foi o empenhado esforço com que D. Manuel se debruçou sobre o vasto inquérito encomendado ao sociólogo francês Léon Poinsard. Esta autêntica sumidade da escola de Frédéric le Play, que iniciara os estudos de campo em sociologia, deslocou-se a Portugal em 1909, com a incumbência de procurar as razões profundas do estado de decadência em que o país se atolara. Viajou de Norte a Sul, estudou os mais variados meios sociais, familiarizou-se com os meios citadinos e rurais, leu a história portuguesa e consultou a mais moderna investigação etnográfica sobre o modo de vida material, cultural e religioso de cada província. Apurou dados estatísticos e económicos, comparou a divisão da propriedade nas várias regiões, e produziu no final um diagnóstico tão profundo como até então não se conhecera, sobre o estado social da nação portuguesa. O estudo de Léon Poinsard, publicado em livro com o título de “Portugal Ignorado” (1912), ficou concluído depois da mudança de regime, e leva no fim uma nota sobre os últimos acontecimentos políticos.

O diagnóstico de Léon Poinsard revela causas históricas e sociais na raiz dos problemas portugueses, vendo na instabilidade política e na debilidade do tecido económico as consequências de um mal mais profundo – a secular desorganização da sociedade, alicerçada numa estrutura familiar sem grande consistência. Portugal é caracterizado como um país que desde vários séculos atrás “se desviou do regimen normal do trabalho”, por circunstâncias históricas como a expansão ultramarina , a abundância de escravos ou a ociosidade das classes dominantes. “Poucas nações teem passado por circumstancias desorganizadoras tão profundas e contínuas como as que o povo portuguez tem sofrido”. Passando em revista as soluções que os sucessivos governos adoptaram ao longo dos tempos para contrariar a estagnação e decadência da nação portuguesa, mostra a pouca eficácia e o curto alcance das políticas adoptadas, por não atacarem as raízes do problema. E aponta as necessidades do país, destacando, de todas elas, a prioridade maior: a reconstituição da estrutura da família portuguesa.

No interior do livro deixa um apontamento sobre a atenção que o rei D. Manuel dedicou áquele inquérito, não apenas acompanhando os passos da investigação, mas definindo-lhe mesmo alguns dos objectivos. Reconhecendo que o rei era mediocremente aconselhado e não tinha experiência nem autoridade para dominar os partidos, impondo-lhes reformas profundas, acrescenta que ele “era animado das melhores intenções e do mais vehemente desejo de exercer inteligentemente e com utilidade para o paiz as suas elevadas funcções de rei”, revelando depois: “Tomara grande e directo interesse pelos nossos estudos sobre Portugal e empenhara-se por conhecer-lhes prontamente o resultado. Tivemos de responder minuciosamente a uma serie de perguntas redigidas pelo seu proprio punho e que denotavam uma intelligencia muito viva e uma precoce circunspecção de espírito pouco vulgar na sua idade”.

Dada a curta duração do reinado de D. Manuel, ficam-nos apenas indícios como este, para conhecermos o que poderia ter sido o manuelismo no seu período reinante. O outro manuelismo, que se definiu penosamente no exílio, lutou durante 22 anos para se fazer ouvir pelos seus mais zelosos servidores. Depois de 1910, as relações de D. Manuel com as suas hostes formaram uma tortuosa trama, feita de desencontros entre os ímpetos guerreiros dos segundos e o tranquilo planeamento político do primeiro. O rei via o movimento monárquico como um agrupamento político unido, pacífico e ordeiro, com um chefe nomeado por ele, e servido por jornais que explicassem claramente a visão política do monarca. Mas os seus fiéis não aceitavam impávidos os enxovalhos que a república lhes infligia, respondiam ao golpismo republicano com monárquico golpismo, e aclamavam um chefe, que não o escolhido pelo rei.

Os acontecimentos do 5 de Outubro douraram o perfil de Paiva Couceiro com as cores do heroísmo, erguendo-o ao papel de supremo paladino da monarquia, o único oficial que se batera com denodo no meio da cobardia generalizada. Espontaneamente foi tomado por chefe dos monárquicos e olhado como o comandante natural de qualquer movimento restaurador. Couceiro tomou o lugar que a opinião pública lhe conferia e norteou o movimento monárquico para a via da conspiração armada. Contrariava assim  a vontade política do rei exilado, que sempre afirmou pretender o seu regresso quando fosse chamado ao trono pela vontade da nação, livremente expressa. Deve notar-se que semelhante exigência parecia uma abdicação. No regime que se vivia em Portugal, não se vislumbrava possibilidade alguma de essa condição se reunir, pois a república não mostrava o mais leve empenho em consultar a vontade da nação, ou em permitir que esta se exprimisse por qualquer meio que fosse.

O inesperado triunfo da república mostrara que uma vitória pela força das armas arrasta consigo, nos dias posteriores, uma onda de conversões e adesões espontâneas, que ajudam a consolidar o terreno conquistado. Por isso, a doutrina prevalecente no campo monárquico, mesmo entre aqueles que mais acreditavam nas virtudes do sufrágio, como Paiva Couceiro, era a de restaurar a monarquia e depois referendá-la.D. Manuel via-se rodeado de uma hoste que se batia em seu nome sem o consultar. Foram necessários anos de porfiados esforços para que D. Manuel conseguisse imprimir a sua política ao movimento monárquico. As incursões de 1911 e 1912 foram um sinal de impotência e desorganização dos monárquicos, mas deram alento aos mais combativos, e provocaram nova onda de repressão, que fez renascer das cinzas uma imprensa monárquica mais aguerrida, pronta a enfrentar as vagas de apreensões e empastelamentos.

Em 1914 publicavam-se em Lisboa 14 jornais monárquicos, 3 dos quais dedicados à caricatura política. As arbitrariedades da governação republicana davam abundante pasto à ironia e ao sarcasmo. Mas sentia-se a necessidade de ir mais longe do que a simples publicação de comentários mordazes aos actos do poder político. O principal conselheiro de D. Manuel, Aires de Ornelas, vivendo em França, acompanhou o renascer do sentimento monárquico sob a inspiração de Charles Maurras e da “Action Française”. Admirador da obra de “saneamento intelectual” que se operava em França, graças crítica dos princípios revolucionários, o antigo ministro franquista pensou no modo de transferir para Portugal o renascimento dos valores tradicionais. Reconhecendo nas ideias revolucionárias que fermentavam em Portugal o figurino de origem francesa, facilmente deduzia a necessidade de importar também a crítica das mesmas. Em Abril de 1914 Aires de Ornelas publicava um opúsculo intitulado “as doutrinas políticas de Charles Maurras”. Mas onde ele via apenas a crítica dos princípios “revolucionários”, ou “republicanos”, podia-se ver também uma condenação do parlamentarismo e da monarquia constitucional. Tal consequência seria abundantemente explorada por um movimento, que estava prestes a irromper na política portuguesa. O Integralismo Lusitano, criado no mesmo ano, deu-se a conhecer ao público com um vasto programa de crítica e reforma da mentalidade portuguesa. Com um verbo acutilante, lançado em várias direcções, golpeava duramente a política republicana e os seus antecedentes liberais, atacando-lhes os alicerces filosóficos, científicos e sociológicos. O movimento monárquico ganhava novo poder de atracção.   

Em Agosto de 1916 começou a publicar-se o “Diário Nacional”, órgão da Causa Monárquica. O manuelismo conseguia finalmente constituir-se em partido, com um jornal matutino dirigido por Aires de Ornelas, lugar-tenente de D. Manuel. A política nacional passava a ser diariamente analisada pela perspectiva monárquica superiormente orientada.

Mas em 1918 o movimento restauracionista voltou a mergulhar na via conspirativa, à margem das instruções régias. O sidonismo, apoiando-se nos monárquicos, deu-lhes a consciência da força que tinham. Largamente representados no parlamento, no governo e no exército, não estavam dispostos a deixar que o poder voltasse às mãos do republicanismo radical. A Monarquia do Norte e a revolta de Monsanto, em Janeiro de 1919, foram o resultado desta actividade conspiratória, que terminou com mais uma vitória da república, e a prisão ou o exílio dos mais activos monárquicos.

Em meados de 1919, encontrando-se a Causa Monárquica privada dos seus chefes,  uma delegação do integralismo lusitano dirigiu-se a Inglaterra, onde se encontrou com D. Manuel para lhe pedir que se definisse com mais clareza sobre pontos de política e que imprimisse uma nova direcção à Causa Monárquica. O rei recusou-se a tomar como seus os princípios anti-liberais do integralismo, afirmando-se rei constitucional, e confirmou o seu lugar-tenente Aires de Ornelas, que se encontrava preso, na chefia da Causa. O integralismo lusitano, reconhecendo a incompatibilidade entre as suas doutrinas e as do constitucionalismo, de que o rei se mostrava inabalável fiador, decidiu  desligar-se da obediência a D. Manuel e procurou um entendimento com o partido legitimista. A cisão não foi seguida por todos os integralistas. Houve um grupo que  continuou a reconhecer D. Manuel e a militar nas fileiras da Causa Monárquica: João Ameal, Caetano Beirão, Alfredo Pimenta, António Cabral, Luís Chaves, Fernando Campos e outros, constituíram uma corrente autónoma, que veio a chamar-se Acção Realista, e a publicar uma revista de doutrina política com o mesmo nome. O integralismo mantinha assim um braço muito activo no interior da Causa Monárquica, o que trouxe a esta um clima de intenso debate ideológico ao longo dos anos 20. A juventude da Causa Monárquica lançou em 1925 a “Portugália”, revista de “tradição, cultura e renovação nacional”, dirigida por Fidelino de Figueiredo. Foi nas páginas desta revista que se iniciou uma das mais importantes controvérsias doutrinárias entre monárquicos. O Conselheiro Luís de Magalhães, procurando aplanar as diferenças entre constitucionalistas e integralistas, publicou um artigo sobre “o tradicionalismo da carta”, onde interpretava o documento basilar da monarquia constitucional como uma adaptação moderna dos princípios da monarquia tradicional, mantendo todas as prerrogativas do poder régio e conservando a representação nacional dividida  que como nas antigas côrtes, pois os três estados encontravam-se representados nas duas câmaras da monarquia constitucional: nobreza e clero na Câmara dos Pares, Povo na Câmara dos Deputados. Este texto foi objecto de uma rigorosa crítica por parte de Caetano Beirão, nas páginas da “Acção Realista”, à qual Luís de Magalhães replicou com ampla argumentação, que juntou no livro “Tradicionalismo e Constitucionalismo”. A obra de Luís de Magalhães, em que Barrilaro Ruas via um dos mais altos expoentes do tradicionalismo português, é decerto a mais completa compilação da doutrina do manuelismo, e nela se pode avaliar a evolução de uma corrente política que, começando como simples profissão de fidelidade ao regime caído em 5 de Outubro, foi ganhando consistência e visão crítica do período constitucional. A Causa Monárquica tinha, entretanto, recebido instruções de D. Manuel para definir com maor precisão a sua doutrina, procurando um acordo entre as suas correntes, mas mais uma vez as controvérsias entre integralistas e constitucionais fizeram arrastar a redacção do texto unificador, que esteve perto da conclusão, mas estancou quando se discutia o último ponto. O manuelismo ficou assim privado do seu manifesto definitivo, mas no caminho para o alcançar produziu suficiente reflexão ideológica para enriquecer o património do pensamento político português.

Carlos Bobone in Correio Real 8
   
publicado por Monarquia Lisboa em Real Associação de Lisboa