UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS!

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DA IMPORTÂNCIA DA CHEFIA DE ESTADO

Não gosto de unanimismos. Assim, foi pasmado que assisti ontem ao debate entre jornalistas na SIC Notícias sobre a inédita entrevista ao presidente da república: nenhum dos convidados fez o mais pequeno esforço por disfarçar a sua antipatia para com o personagem, sendo que os esgares de ressentimento de António José Teixeira pareceram-me até despudorados. Deste fenómeno de unanimidade do “quinto poder” que se evidencia há muito, pelo menos desde que se começou a adivinhar a inevitável a reeleição de Cavaco, o que me aflige mesmo é a dificuldade dos jornalistas tirarem daí as devidas ilações: o modelo semipresidencialista remete-nos para uma mistificação a respeito dos poderes e isenção do cargo. Um mito benigno para os da sua facção, maligno para os seus detractores, trágico para a Nação. Ou seja, a falta de uma Chefia de Estado orgânica é bem mais grave quando o país se acerca do olho do furacão e carece como nunca dum sólido símbolo de unidade.

publicado por João Távora em Real Associação de Lisboa

HOJE, SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA VISITAM VILA FRANCA DE XIRA

Dia 30 de Setembro (Sexta-feira), os Duques de Bragança (Dom Duarte Pio e Dona Isabel de Herédia de Bragança) visitam a cidade de Vila Franca de Xira, por ocasião da XIV Tourada Real a realizar na praça de toiros “Palha Blanco”, integrada nas comemorações dos seus 110 anos.
O programa da visita é o seguinte:
17h00 - Recepção e cumprimentos no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira;
17H30 - Visita à Igreja da Misericórdia e Museu da Misericórdia;
18h00 - Inauguração da Exposição de Pintura “Arte e Toiros” (Rua Dr. Miguel Bombarda, N.º 161), da autoria de Maria Sobral Mendonça, seguida de visita à Casa Museu Mário Coelho;
18h30 – Visita a Tertúlias, no Largo Telmo Perdigão;
18h45 - Visita ao Celeiro Patriarcal – Exposição “Linhas de Torres”;
21h30 - Saída do cortejo a pé - Da Praça do Município até à Praça de Touros Palha Blanco;
22h00 - XIV Tourada Real.
 
CAVALEIROS: Rui Salvador, Luís Rouxinol, Vítor Ribeiro, Filipe Gonçalves, Manuel Telles Bastos, Marcelo Mendes. FORCADOS: Montemor e Vila Franca. TOIROS: Manuel Coimbra
 
No intervalo Dom Duarte descerá do Camarote para inaugurar uma placa alusiva ao evento que comemora 110 ANOS DA INAUGURAÇÃO DA PRAÇA PALHA BLANCO.

DOMINGO, 2 DE OUTUBRO: REAL REGATTA DAS CANOAS


Realiza-se no Domingo, 2 de Outubro de 2011 (das 13h00 às 16h00), mais uma reconstituição histórica da Real Regatta das Canoas, a 6.ª do Séc. XXI.


Esta Regatta - que se realizou pela primeira vez em 1845 - constituíu uma homenagem prestada pela Família Real Portuguesa aos fragateiros, arrais, bordas d’Água e todas as gentes ligadas à faina do Tejo e dos campos do Tejo (varinos, avieiros, gaibéus, entre outros) que ajudaram na resistência e combate às invasões do Séc. XIX.


Na Praia de Pedrouços, no Forte do Bom Sucesso e em especial no rio Tejo não deixem de assistir à partida ao ferro e velas em baixo e acompanhar o maior espectáculo do Mundo.

Trata-se da única Regatta do MUNDO que todos os anos segue as regras de 1845, constantes do Regulamento (carreguem na imagem para a aumentar).

Se puderem, se gostarem e se não vos bastar assistir a partir de terra, venham com a Marinha do Tejo e embarquem numa canoa ou numa fragata ou numa caravela e sintam a sensação extraordinária que é «trabalhar como um só», o lema da Marinha do Tejo.

Tragam a Família e os Amigos, em particular as CRIANÇAS, que terão histórias fantásticas para contar na escola e aos amigos!
Programa
12h30 – Chegada das embarcações à Praia de Pedrouços
13h00-13h30 – Ao ferro, na praia, nas posições sorteadas
14h00 – Sinal para a largada das “faluas e canoas”
14h05 – Sinal para a largada dos “catraios”
14h10 – Sinal para a largada das “embarcações em passeio”
16h00 – Hora prevista da chegada das primeiras embarcações à “Linha de Chegada” no Montijo
17h00 – Regresso das embarcações aos portos de origem ou pernoita no Montijo

Em hora e de forma a indicar: o regresso das embarcações em passeio e dos respectivos passageiros a Pedrouços ou Belém.


 

 

REAL REGATA DAS CANOAS, 1845-2011


S.A.R., DOM DUARTE DE BRAGANÇA TROUXE DE VOLTA  A REAL REGATA DAS CANOAS
S.A.R., Dom Duarte com o Prof. Fernando Carvalho-Rodrigues na Real Regata das Canoas em 2006.
Fernando Carvalho-Rodrigues tem uma enorme paixão: o rio Tejo e as canoas. Este sonha que, um dia, o rio Tejo volte a surgir repleto de embarcações de vela erguida. Por isso, o nosso cientista é proprietário de uma canoa típica, de nome "Ana Paula". Desde muito jovem, viveu sempre numa zona ribeirinha e, todos os dias, ao dirigir-se para o Liceu Nacional Gil Vicente, que frequentou durante 7 anos, contemplava sempre que podia o rio e as respectivas fragatas e canoas com a vela desfraldada.

O investigador está empenhado em recuperar uma memória com mais de 50 anos... Este desafio lançado por Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, consiste em trazer de volta a Real Regata de Canoas, que se realizava a 4 de Outubro, de acordo com um regulamento de 1854.

PAIVA COUCEIRO - ENTREVISTA A FILIPE RIBEIRO DE MENESES

“Paiva Couceiro – Diários, Correspondência e Escritos Dispersos” é o novo livro de Filipe Ribeiro de Meneses, que é apresentado esta quarta-feira, às 18h30, na Torre do Tombo, em Lisboa, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista José Guerreiro, Filipe Ribeiro de Meneses revela como surgiu a ideia de escrever esta obra e destaca a importância do arquivo de Paiva Couceiro que está na posse do seu neto, Miguel Luiz de Noronha de Paiva Couceiro, e que esta tarde vai ser doado ao Estado português.

O historiador e professor da National University of Ireland lembra que Paiva Couceiro era de tal modo temido pela ditadura militar que era receado o seu regresso do exílio em Madrid, porque isso poderia significar a reimplantação da monarquia.
2011-09-14
Publicado por Causa Monárquica

HOMENAGEM AO DOUTOR ANÍBAL PINTO DE CASTRO, NO 1º ANIVERSÁRIO DE FALECIMENTO

 
Prezados irmãos, colegas e amigos,
 

Convidamos todos os parentes, colegas e amigos do Doutor Aníbal Pinto de Castro a participar na missa de sufrágio por sua alma, que será  celebrada na Igreja da Rainha Santa Isabel às 18.00 horas do dia 8 de  Outubro de 2011.
Seguir-se-á o descerramento do seu retrato na sala de reuniões da  Confraria da Rainha Santa Isabel.

A Casa da Infância Doutor Elísio de Moura
A Santa Casa da Misericórdia de Coimbra
A Confraria da Rainha Santa Isabel

AMÉRICO CARNEIRO: ELEIÇÃO, POR UNANIMIDADE, COMO MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES


“Assunto: Para Conhecimento: Eleição como Membro da Academia de Letras e Artes.
Venho, por este meio e muito respeitosamente, dar conhecimento a Vossas Excelências da missiva hoje por mim recebida e que me comunica a honrosa Eleição por Unanimidade para Membro da Academia de Letras e Artes, na Classe de Artes. Tal Eleição foi, igualmente, ratificada por unanimidade.
Com os melhores cumprimentos,
Américo Carneiro

Ao amigo, ao grande monárquico, ao excelente pintor e ao recente eleito Membro da Academia de Letras e Artes, Américo Carneiro um grande abraço e o meu bem haja.

FEIRA SETECENTISTA - QUELUZ

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

COMEMORA-SE HOJE A FESTA DOS TRÊS ARCANJOS: SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL

S. Miguel Arcanjo, padroeiro de Portugal

«Sabe-se que os Christãos dos primeiros tempos olhavam aquelle santo como um dos génios tutelares da medicina, e é pois natural que a designação de S. Miguel succedesse à de Endovellico.»
José Leite de Vasconcelos em Religiões da Lusitânia Vol. II

Arcanjo S. Miguel, escultura portuguesa
oriunda de uma oficina coimbrã do
séc. XV.
Reza a lenda que D. Afonso Henriques, antes de defrontar os infiéis em terras escalabitanas, durante o ano de 1147, terá invocado a divina protecção e auxílio de S. Miguel Arcanjo que, respondendo às preces do monarca português, fez descer dos céus o seu punho alado, derrotando as forças sarracenas. Segundo a tradição, D. Afonso Henriques, como forma de agradecimento pela intercessão divina do Celestial Condestável, consagrou-lhe o seu jovem reino, confiando-lhe a sua protecção.
 
A devoção do primeiro rei de Portugal pelo Arcanjo S. Miguel ser-lhe-ia tal que o teria levado à criação da lendária Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala, também conhecida por Ordem de São Miguel da Ala, Real Ordem de São Miguel da Ala, ou Ordem da Ala, mais tarde reactivada ou recriada pelos partidários do rei D. Miguel. Polémicas aparte, é hoje tomado como certo que o Arcanjo S. Miguel terá sido o primeiro padroeiro de Portugal, até que durante o reinado de D. João I, por influência do seu casamento com D. Filipa de Lencastre, se adoptou S. Jorge como orago nacional. Só após a Restauração de 1640, a Dinastia de Bragança decidiu coroar a Nossa Senhora da Conceição como rainha e patrona de Portugal, afastando-se desta forma a hipótese de regressarmos ao patronato do nosso primordial protector. 
 
Celebrado liturgicamente a 29 de Setembro, S. Miguel Arcanjo é venerado pelas três religiões do livro, judaísmo, cristianismo e islamismo, estando o seu culto largamente disseminado na Europa, onde encontramos o seu caminho geográfico-esotérico que liga em linha recta o santuário do Mont Saint-Michel (Norte de França), à Sacra di San Michele (Norte de Itália) e às grutas de S. Michele de Gargano (Sul de Itália). Contudo, é em Portugal que o culto a S. Miguel Arcanjo nos surge aparentemente mais enraizado, fruto de uma ligação ancestral de origem pré-cristã.
 
Ora, conforme é sobejamente sabido e discutido, Portugal é um dos locais na Europa onde a religiosidade é transcendentalmente vivida de uma forma bastante heterodoxa e espiritual, encerrando em si os mistérios esquecidos de um imaginário divino, albergado num inconsciente colectivo herdado numa época ou tempo histórico pré-fundação. Assim, é com alguma naturalidade que assistimos a uma harmónica simbiose entre o paganismo e o cristianismo que aqui soube adaptar-se ao cultos ancestrais das nossas gentes. Esta é no fundo a perspectiva defendida nos estudos seminais de José Leite de Vasconcelos em obras como Religiões da Lusitânia, onde o autor avançava com a possibilidade de Endovélico, principal divindade do panteão lusitano, ter adoptado a forma de S. Miguel, face à impossibilidade deste poder ser reconvertido no Deus cristão. 
 
Baseado nesta interpretação, poderemos encontrar um estreito diálogo político-cultural de carácter trans-religioso entre o pré-Portugal e Portugal, permitindo-nos conhecer um pouco melhor as nossas raízes e matrizes filosófico-culturais e histórico-espirituais. É por isso importante sabermos distinguir, interpretar e preservar os símbolos da nossa cultura, pois estes formam no seu conjunto a linguagem das nossas verdades superiores.

DISCURSO DE RUI PAIVA MONTEIRO, ALMOÇO DO IDP (24.09.2011)

Exmo Senhor Presidente do IDP
Exmos Elementos da Direcção
Exmos Companheiros de Armas

É para mim impossível estar com vocês, embora seja uma altura de alegria e convívio sempre que há um almoço entre companheiros Realistas não posso fugir da realidade que me afecta diariamente e que impossibilita de estar com vocês. Comungamos os mesmos ideais e aspirações, vivemos com aflição todos os problemas que andam nos corações de todos os portugueses porque acima de tudo Portugal não é só uma Pátria mas sim uma grande família e por isso tenho a profunda certeza de que tudo o que fazemos é para o Bem Comum.

Passados 4 anos desde a fundação do IDP muita coisa mudou sobre o panorama político nacional e mesmo Realistas, eu próprio também mudei como ser humano. Deixámos de ser um grupo posto à parte na sociedade para hoje sermos um grupo que faz sombra e ao mesmo tempo faz pensar seriamente aqueles que defendem a Menina de Peito ao Léu . Hoje a nossa Causa está espalhada por toda a internet sobre várias formas tentando ultrapassar a cortina da censura que as Media em Portugal fazem sobre a Causa Realista.

Passados 4 anos entraram nas nossas fileiras caras novas e saíram outras coisas, e lealdade fixou aqueles que sempre lutaram não por títulos e medalhas de cortiças mas sim por uma Chefia de Estado diferente que responda a um diferente conceito de Democracia onde o Chefe de Estado não pertence a nenhum dos pratos da balança da Democracia. Com as dificuldades que todos temos vamos continuar, vergar não é palavra do nosso dicionário nem que a onda seja grande … preferimos ir em frente mesmo que os remos partam.

Estamos no bom caminho, temos ajudado a juntar pessoas e organizações que em tempos era impossível pensar que fosse possível, temos lutado todos os dias para que os estigmas que nos colaram sejam definitivamente eliminados da Sociedade Portuguesa.

Não sendo possível estar com vocês em corpo estou em espírito, peço um brinde a Portugal por todos nós.
Um Abraço a todos os conhecidos e companheiros de ideias

VIVA PORTUGAL !!!

Conselho de Curadores
Coordenador Instituto da Democracia Portuguesa – Redes Digitais
Rui Paiva Monteiro


A RAZÃO DO BOM COMBATE

No dia 29 de Agosto passado publiquei um artigo que questionava o actual regime legal de alteração de sexo. A 4 de Setembro seguinte, o mesmo jornal publicou uma contundente resposta àquela pacífica crónica.

Por essa altura, o director de um semanário, que escrevera um inofensivo texto de opinião sobre os «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo, sofreu, por esse motivo, uma impiedosa campanha de ataques pessoais. Estes casos obrigam a questionar: está em causa a liberdade de pensamento e de expressão em Portugal?

A «igualdade de género» e os casamentos ditos homossexuais são teses aguerridamente defendidas por poderosas organizações nacionais, com a cobertura de instituições internacionais. Estes lóbis têm uma grande influência política e, em geral, gozam de um complacente acolhimento por parte dos meios de comunicação social.

Os defensores destas teses, tidas por avançadas e mesmo progressistas, advogam, na prática, uma unicidade cultural. É razoável que se lhes reconheça a liberdade de divulgação das suas opiniões, mas não a sua pretensão de silenciar as vozes discordantes. Este seu propósito não consta formalmente, é certo, mas resulta da sua estratégia de depreciação pessoal e de intimidação sobre quem se atreva a questionar o seu ideário político e social.

Um dos princípios da democracia é, precisamente, a liberdade de pensamento e de expressão. Mas esta liberdade não subsiste senão no respeito por todos os cidadãos, quaisquer que sejam as suas opiniões, desde que as mesmas não tipifiquem um delito de injúrias que, obviamente, de verificar-se, deve ser punido.

Mas o incondicional respeito pelas pessoas, pela sua dignidade e pelos seus direitos fundamentais, não tem por que traduzir-se pela adesão às suas opções. É recorrente pressupor, por exemplo, que os que defendem o matrimónio natural são contra as pessoas com tendências homossexuais, convertendo-se assim, abusivamente, uma legítima divergência conceptual numa inadmissível ofensa pessoal. Deste jeito logra-se, através da falaciosa vitimização das pessoas, a injusta condenação da tese que se pretende contraditar.

Com a mesma lógica, ou falta dela, os regimes totalitários entendem que são anti-patriotas todos os dissidentes quando, na realidade, estes apenas defendem um outro modo de servir a pátria, que seguramente não amam menos nem servem pior do que os seus opositores.

Todas as pessoas, sejam quais forem e como forem, merecem respeito, mas as suas circunstâncias – sejam elas opções de vida, ideias, teorias, gostos, doenças ou taras – nem sempre são igualmente respeitáveis. É legítima a liga contra o cancro, mas não o seria uma liga contra os doentes de cancro, por exemplo.

Mas a questão fundamental não é, contudo, a da identidade de género ou a da natureza do matrimónio. O que realmente está em causa é mais do que isso: é o modelo de sociedade que se pretende para o nosso país, para a Europa e para o mundo.

Contra a intolerância e o totalitarismo dos que pretendem impor critérios contrários à ordem natural, há que recordar as exigências da natureza humana, fundamento dos direitos fundamentais. Contra a ideologia contrária aos princípios da doutrina social da Igreja, há que defender o direito de opinião e de intervenção cívica dos fiéis, que não são menos cidadãos do que os não-cristãos. Não se trata de impor à sociedade os dogmas da fé católica, mas fazer respeitar o direito de cidadania da mundividência cristã, sem excluir as outras religiões e filosofias sociais.

Defender a liberdade de pensamento e de expressão é, entre outras, missão da Igreja a que me orgulho de pertencer e que modestamente sirvo. Esta é, como cristão e como cidadão, a razão da minha luta. Não tenho a veleidade de vencer, nem de convencer, mas não me demito do meu dever de travar o bom combate da fé.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
 

PAÇO DE CALHEIROS PERMANECE NA FAMÍLIA HÁ QUASE 900 ANOS

(Clique na imagem para ampliar)

O VÍRUS

Somos portadores de um vírus altamente perigoso para nós e para a sociedade. É o vírus da anti-solidariedade.
Quem o disse foi o cardeal Tettamanzi – um homem que sabe do que fala, porque foi arcebispo de Milão, uma das maiores dioceses do mundo. Esteve esta semana em Fátima para nos despertar para as coisas essenciais.
O virus da anti-solidariedade faz com que cada um viva como se estivesse numa ilha deserta, à maneira de Robinson Crusoé. Como se nunca tivesse sido gerado por ninguém e pudesse viver, crescer, aprender, trabalhar, amar e sofrer sem nunca fazer referência a outros.
Aliás, o cardeal Tettamanzi recordou com fina ironia que a aventura de Robinson Crusoé acaba mal, porque quando encontrou um seu semelhante fez dele escravo…
Numa sociedade em que as relações são cada vez mais inconstantes e superficiais, é pois indispensável reconhecer a objectiva interdependência entre cada um de nós e o outro. Sob pena de deixarmos de ser humanos.
Aura Miguel, 16 de Setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ANIVERSÁRIO DE SUAS MAJESTADES O REI DOM CARLOS E A RAINHA DONA AMÉLIA


Dom Carlos I de Bragança nasceu no Palácio da Ajuda, em Lisboa, a 28 de Setembro de 1863, fazia hoje 148 anos. Barbaramente assassinado no Terreiro do Paço, em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1908 e foi o penúltimo Rei de Portugal.

Em 1864 com apenas cinco meses Dom Carlos foi reconhecido em Cortes como o futuro sucessor de Seu Pai o Rei Dom Luís I e, de certa forma, deu-se início à sua longa educação e preparação para a arte da governação que aconteceria 26 anos mas tarde.

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Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães, madrinha de Baptismo de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança, nasceu em Twickenham, Inglaterra, 28 de Setembro de 1865, fazia hoje 146 anos, faleceu em Versalhes, França, a 25 de Outubro de 1951. Foi Princesa de França e última Rainha de Portugal.

Viúva de um Rei e Mãe de um Príncipe que viu serem varados pelas balas dos regicidas, foi o único membro da Família Real exilada pela república a visitar Portugal em vida. E o último a morrer. Em França, onde passou os últimos trinta anos de quatro décadas de exílio, a sua memória ainda vive.

ENTREVISTA DE S.A.R., O DUQUE BRAGANÇA AO "TRIBUNA DA MADEIRA"

Tribuna da Madeira de 17 de Setembro de 2011
(Clique nas imagens para ampliar)

FORMAÇÃO EM LEIRIA: HORTAS EM ESPAÇOS URBANOS

Hortas em espaços urbanos
1 de Outubro de 2011
Centro de Interpretação Ambiental de Leiria
Formadora: Fernanda Botelho
Público-alvo: Crianças a partir dos 7 anos, jovens e adultos (mínimo de participantes 12 e máximo 20)

Local de realização: Centro de Interpretação Ambiental de Leiria

Telefone: 244 845 651
Actividades
  • Como cultivar em modo biológico, uma horta ou um jardim/ horta em pequenos espaços, varandas, terraços ou canteiros.
  • Que recipientes utilizar, que tipo de terra, qual a melhor escolha de plantas, plantas repelentes de insectos e plantas que atraem polinizadores.
  • Pequenos truques para evitar e tratar algumas pragas.
  • Qual a melhor altura do ano para iniciar a sua horta.
  • Plantar, transplantar, fazer estacarias e sementeiras.
  • Cuidados especiais com o frio, geada, sol directo, vento, etc.
  • Oferta de estacarias e sementes.
Preço de Inscrição - €15,00
Horário: das 14.00 às 18.00 horas
Inscrições: cia@cm-leiria.pt
Ficheiros de Apoio:

SALAZAR E OS MONÁRQUICOS


A revolução nacional  de 28 de Maio representou para muitos a esperança na restauração da monarquia. A chegada ao poder de António de Oliveira Salazar, um já ilustre católico conservador, representou a certeza – Em vez disso, durante quarenta anos  Salazar limitou-se a fazer esperar. Transformou os monárquicos nos penitentes que ainda são hoje.

28 de Maio
A única realidade política que saíu derrotada em 28 de maio de 1926 foi o jacobinismo dos partidos republicanos. Não foi a república. A consciência religiosa  da maior parte dos portugueses tinha sido violentada durante a I República. Os militares procuraram trazer para o Governo doPaís aqueles católicos que entretanto se tinham vindo a organizar. A hierarquia da Igreja acedeu ao poder.
A essência da organização política da ”oposição à I República não cabia aos monárquicos enquanto tais. O único ”partido” para além dos partidos republicanos, era o Centro Católico – ”Organização dos católicos  que, em obediência aos desejos da Santa Sé, sacrificam de momento as suas reivindicações políticas, mormente no que respeita à questão do regime, e se unem para conquistar e fazer reconhecer as liberdades e os direitos da Igreja. ”O Centro Católico aceitou a legitimidade do regime republicano. Foram chamados para o Governo políticos do Episcopado e entre eles António de Oliveira Salazar. Estava tudo farto dos partidos e dos políticos que tinham protagonizado até então a desgraçada instabilidade governativa que se sabe. A Igreja Católica, que não era propriamente um partido, foi reconhecida como factor primordial de pacificação social.
Mais tarde, em 1930, foi criada a União Nacional, que veio congregar monárquicos e republicanos, não se admitindo quaiquer grupos ou facções neste novo ”partido único”. O novo Estado baseava-se no compromisso entre várias forças. Haveria um pluralismo funcionalizado pela ”paz pública e o bem da nação”. Os monárquicos eram convidados a participar no esforço da Restauração nacional, sendo também convidados a prescindir do seu sonho de Restauração real durante aqueles primeiros anos difíceis da reconstrução do País. Ainda assim, os monárquicos conseguiram ter o privilégio único de se manterem autonomizados legalmente através da Causa Monárquica. Em termos práticos esta autonomia nunca deu nada: foi a célebre ”causa efeito”. Com a união Nacional e a Constituição de 33, a II República fica institucionalizada. O regime mantém-se republicano, consagra-se o autoritarismo de Chefe de Governo (e não de partido único como pretendiam os camisas azuis de Rolão Preto), sendo a acção governativa estabelecida em cooperação com a Igreja.

O Monárquico de Coração
Os colaboradores mais próximos de Salazar dizem que ele era um ”monárquico de coração”. Éuma daquelas frases que se repete muitas vezes, mas não se sabe muito bem que quer dizer. Implicará que há monárquicos de cabeça? E Salazar, seria mais ou menos monárquico, por ser só de ”do coração”? Entende-se melhor que Salazar tenha sido um ”monárquico por formação e tradição”. Em privado, ter-se-á declarado ”monárquico por temperamento e educação”, o que vem dar ao mesmo. Não era de certeza absoluta um fanático, isso não. E nem foi preciso uma intuição excepcional para salazar perceber a debilidade do princípio monárquico como valor político activo. Sentia que ”as novas gerações cultas” eram indiferentes ao problema do regime. Tinha consagrado uma constituição, tornara-se um estadista que percebera a premência de agradar a todos. Sentiu que conseguia aguentar os monárquicos sem lhes dar muito, utilizando as suas divisões internas. A morte de D. manuel II, em 1932, terá dado o toque de finados para o monarquismo de Salazar. D. Manuel II morria sem descendentes e Salazar não reconhecia as pretensões de D. Duarte Nuno. A generalidade dos monárquicos contionuou mais trinta anos à espera, acreditando na possibilidade de converter aos poucos as estruturas do Estado Novo em instituições monárquicas.
Em 1932, com  a morte de D. Manuel II, Salazar quis convencer os monárquicos que o ideal restauracionista, apesar de muito respeitável, era puro romance e fantasia ”Trabalhemos dentro das instituições actuais, sem romantismo ou fantasias. Não nos esqueçamos de que a ditadura se fez contra o espírito partidário, mas não apenas contra o espírito partidário republicano”  Manuel Braga da Cruz define este posicionamento como ”centrismo católico, que ”subordina a questão das formas de governo e de regime à prioridade da questão moral e do problema político nacional”.

O Momento Oportuno
Os únicos que parecem ter compreendido o alcance da consagração deste hibridismo foram, primeiro algusn integralistas e, depois, os nacionais-sindicalistas arregimentados em torno da figura de Rolão Preto. Salazar conseguiu calar estas oposições e protestos disciplinando a quase totalidade dos monárquicos sob a a alçada uniformizante da União nacional. Henrique Barrilaro Ruas fala, a este propósito, de um verdadeiro pacto tácito entre a Causa Monárquica e Salazar. Os monárquicos teriam de esperar pelo ”momento oportuno”, o qual acabaria por vir a ser ditado pela única pessoa que o poderia fazer: Salazar. Os que teimaram em duvidar do pacto ou os que não estavam para pactos (Almeida  Braga, Rolão Preto, Alberto Monsaraz, Hipólito Raposo, Pequito Rebelo, entre outros) ficaram no ”exílio”.
Consta que Salazar não acreditava no carisma de D. Duarte Nuno. Mas a verdadeira razão que o teria levado a recusar a presença da família real em Portugal seria não lhe ter agradado a ideia de criar tão cedo um clima propício à Restauração. Era sempre muito cedo… Mas o que é certo é que acabou por acontecer, mesmo contra a vontade de Salzar, dando novo alento aos monárquicos alinhados. Para Henrique Barrilaro Ruas houve uma boa ocasião de restaurar a monarquia nos centenários, em 1940. Haveria um ambiente pró-monárquico e as veleidades individualistas estavam ainda para chegar. Mas é só com a morte de Carmona, em 1951, que toda a gente sentiu que ”chegou o momento”. Foi o delírio nas hostes, mas eis que surge Marcello Caetano, que inegavelmente estragou a festa preparada por Mário de Figueiredo. No seu célebre ”discurso de Coimbra” arrumou a euforia restauracionista. Para Marcello o ”regime que está” é forte e estável: Portugal nutria um forte sentimento republicano; os colonos liberais não veriam com bons olhos uma Restauração da Monarquia; e, por último, o pretendente não estaria decididamente à altura de instaurar um novo regime e enfrentar as dificuldades inerentes a esse movimento. O primeiro argumento aduzido deverá ter soado muito bem a Salazar. Para além disto, ainda veio Santos Costa acrescentar surpreendentemente que os militares também não estariam preparados para aceitar uma  mudança dessas (a doutrinação não teria sido muito eficaz nesses meios…)

Apaziguamento
Poderia especular-se que Salazar rejeitou, neste e noutros momentos, um seu profundo ideal, em prol de uma estabilidade garantida, que ficaria alienada por um chocante reviver de instituições monárquicas. Em 51, com grande sentido prático, preferiu mais uma vez não arriscar. Seguiu a política do apaziguamento, saindo-se com uma daquelas frases brilhantes: ”Estudemos tudo, mas não nos dividamos em nada”. Não é para levar a sério. A divisão foi precisamente aquilo que Salazar pretendeu. Paralelamente ao discurso de Marcello, Mário de Figueiredo proferiu um outro, na mesma altura, , que também ficou célebre. Dizia o contrário das teses defendidas por Marcello Caetano. A Causa entende que este discurso mantem viva a intenção de Salazar vir a restaurar a Monarquia. Oficializavam-se dois discursos antagónicos para contentar as duas facções. A maçonaria de Bissaia Barreto também ficou satisfeita com o que tinha dito Marcello Caetano. Era isto o ”apaziguamento”. Uma das palavras-chave que permite compreender a estratégia política preferida de Salazar durante quarenta anos.
Esta luta por manter ”a família unida” continuou sempre. Lá ia dando uma no cravo outra na ferradura. Numa entrevista, Marcello Caetano deu uma na ferradura ao dizer que a questão do regime estava resolvida. Salazar não hesitou em desmenti-lo. Foi sempre acenando à distância com a cenoura da Restauração, ”a solução monárquica deves ser deixada em suspenso, como uma possibilidade futura, longínqua e indefinida” Salazar pode passar à história como um brilhantíssimo empata. Quando a ruptura do ”pacto tácito” estava finalmente para ser um facto consumado, deflagra a guerra em África, Em 1958, D. Duarte Nuno chegou a ter preparada uma proclamação ao País (redigida por Rolão Preto, Sousa Tavares e Amaro Monteiro – todos monárquicos), em que declara o seu apoio a uma revolta militar de esquerdas e direitas contra Salazar, com a condição de em caso de vitória se realizar um plebiscito sobre a forma do regime. O lugar-tenente (a liaison de Salazar) como é óbvio, não deixou tal proclamação ser assinada. também alguns monárquicos, em 1961, tomam posição em relação a Angola, defendendo  a igualdade potencial entre pretos e brancos no que diz respeito à participação na gestão dos territórios ultramarinos. São partidários de uma política de integração, expressando algumas reflexões num manifesto intitulado ” Uma Posição Portuguesa”. O manifesto redigido por Barrilaro Ruas foi bastante bem recebido por muita gente: desde alguma esquerda civilizada passando pela extrema direita de Paulo Guedes da Silva e até pela própria PIDE de Angola. Nessa mesma altura, Pequito Rebelo proclama que a ”Causa deverá limitar a sua acção no sentido da mobilização geral dos seus recursos em prol da dramática questão do Ultramar” Devia  pensar (e não era o único) que a guerra do Ultramar se resolvia num instante. Com a primavera Marcellista começou um longo Inverno restauracionista. Apesar de tudo, não poucos monárquicos, como por exemplo o embaixador António Séves (lugar-tenente de D. Duarte Nuno), ficaram convencidos que se Salazar não tivesse caído da cadeira, teria acabado por restaurar a monarquia…

Foi melhor assim?
Hoje em dia poder-se-á pensar que foi melhor assim. Se a monarquia tivesse sido restaurada graças a Salazar, provavelmente teria voltado a cair mais tarde, com um qualquer 25 de Abril. Para Barrilaro Ruas ”uma restauração salazarista teria dado muito mau resultado A partir de 61 já não é possível sustentar um regime na vontade de um só homem. Mesmo em 51 já seria complicado. O ideal teria sido em 1940, quando não existia ainda espiríto individualista. Também se pode pensar o contrário. Não seria impossível imaginar uma transição para a democracia, tal como aconteceu em Espanha. Podia ser que Salazar, Cansado de poder, quisesse aproveitar para se retirar, prestando um último serviço: a Restauração há tanto tempo prometida. Podia ter feito isso em 1958… Assim, talvez não viesse a acontecer o 25 de Abril. São possíveis várias reconstruções do presente através da correcção do passado, mas a realidade é que as possibilidades de ver restaurada a Monarquia ainda neste século foram talvez penhoradas pela crença num homem que nunca  mexeu um dedo por reviver no Reino de Portugal.
Franz-Paul Langhans, secretário particular de Salazar conta uma história que demonstra bem como Salazar associava a Monarquia a mera poesia. «Não sei a que propósito surgiu oportunidade única para se falar na bandeira nacional e em suas cores e arranjos heráldicos. Salazar, no seu tempo de colégio de Viseu, fez uma poesia descrevendo o simbolismo e significado da velha e liberal bandeira azul e branca.Lembrei ter tomado conhecimento de um estudo feito pelo então operoso heraldista Afonso de Ornelas. ”O que pretende Afonso de Ornelas?” perguntou Salazar. ”É modificar a bandeira? É um assunto algo transcendente e traz muitos casos complicados… E dúvidas … E, num ponto de vista político, tem também os seus quês”. Salazar fez uma pausa, como quem estava em meditação mais profunda e, depois, atirou-se-nos com esta: ”Mudar a bandeira?… nem pensar nisso… Era oferecer um símbolo à oposição…”»
[In ''Salazar visto pelos próximos (1946-1968)'', Bertrand Editora]
*Agradeço a colaboração do doutor Henrique Barrilaro Ruas, com quem tive o prazer de conversar sobre estes assuntos, no dia 25 de Fevereiro de 1993
- Rui Pereira de Melo, in Revista Kapa, Maio de 1993

OLIVEIRA MARTINS SOBRE SMF El-REI D. MIGUEL I

 (A propósito dos últimos dias do cerco do Porto)

Quem, despido de ódios e paixões politicas, pára a meditar n'este instante, olhando o que vae seguir-se, é forçado a sympathisar com esse príncipe infeliz, tão odiado e tão digno, tão nobremente caído depois de luctar até ao fim, tão raramente exilado n'uma penúria absoluta: a sympathisar, repetimos, com esse principe que, por uma excepção talvez única, não poz dinheiro nos bancos para o caso da retirada forçada, e teve de viver das esmolas que de Portugal lhe mandaram os seus partidários e amigos. Se a dynastia de Aviz terminou heroicamente, a de Bragança teve em D. Miguel um typo de honradez simples. Os dois príncipes mais desditosos — accaso por isso os que o povo mais amou! personalisaram as duas melhores faces do caracter nacional.

Levou de Portugal a roupa que tinha vestida: entregou tudo, quando partiu para o desterro. A convenção expulsava-o, prohibia-lhe voltar ao reino, e dava-lhe a pensão annual de sessenta contos, clausula que punha o cumulo ao desespero dos liberaes vencedores. Quando desembarcou em Génova e se achou livre dos graves deveres contrahidos perante um exercito vencido e solidário do seu destino, D. Miguel protestou contra o que fizera, recusou um dinheiro que seria como o de Judas, proclamou os seus direitos, contra a força a que tivera de submetter-se. Accusaram-no então de felonia, chamando-lhe nomes descarados na lei que as côrtes votaram. Pobre de quem não admittir que nenhum caracter nobre deixaria de proceder n'esse momento como procedeu D. Miguel!
 
in Portugal Contemporâneo L. III. —IV – 2 e 5

ESTATUTO IDEAL DOS AÇORES E DA MADEIRA SEGUNDO S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE

 

(Clique nas imagens para ampliar)
 
 

 
Dom Duarte de Bragança disse hoje que o estatuto político ideal para as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira seria o de “Reino Unido”, como possuem a Escócia ou as Antilhas Holandesas.
 
“Os Reinos Unidos dão o máximo de autonomia com o máximo de unidade nacional”, sustentou o Duque de Bragança em declarações à Lusa à margem da sua participação na Coroação e Função do Senhor Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Angra.
 
Dom Duarte de Bragança considerou que “o modelo de desenvolvimento dos Açores tem muito mais equilíbrio que o do continente” alegando que “as barbaridades feitas e os desperdícios monstruosos são muito menores aqui” [nos Açores].
 
“Tem havido muito mais cuidado na preservação da paisagem e da agricultura, enquanto no continente tem sido um vandalismo quase completo de destruição dos recursos, nomeadamente os paisagísticos e culturais”, sublinhou.
 
"Os Açores são o modelo e grande exemplo de preservação dos recursos e valores que temos”, disse.
 
Igualmente, acrescentou, “do ponto de vista ético e moral os Açores dão uma lição muito grande ao continente”, pelo facto de “haver muito mais responsabilidade e solidariedade”.
 
"Todos têm a aprender com a região”, sublinhou.
 
Sobre a situação política e económica, Dom Duarte disse que “a maioria dos nossos compatriotas não aplica um raciocínio lógico à política”.
 
A política, adiantou, “faz-se por preconceito, clubismo e manifestam-se como republicanos sem saberem porque o são. Talvez porque sim, porque nasceram na república”.
 
Na sua opinião, “se usassem a lógica comparavam o sucesso das monarquias contemporâneas em toda a Europa com os problemas das repúblicas”.
 
“Assim perceberiam porque é que Portugal passou de um país de desenvolvimento razoável da Europa de 1900 para o país mais atrasado da Europa actualmente”, disse.
 
Isto é, frisou, “uma consequência do regime republicano que em cem anos levou Portugal para uma situação de grande atraso”.
 
O Herdeiro ao trono de Portugal, que se deslocou aos Açores a convite da Real Associação da Ilha Terceira vai manter encontros oficiais com o Representante da República para os Açores e Presidentes das Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.
 
Dom Duarte estará presente na apresentação do livro “Dom Duarte e a Democracia - Uma Biografia Portuguesa” da autoria de Mendo de Castro Henriques.
 
Na Ilha Terceira Dom Duarte visita o Museu do Vinho e participa no 1º. Jantar do Rei destinado aos sócios da Real Associação e simpatizantes da Causa Monárquica.
 
Lusa - 24-05-2009

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SS.AA.RR. OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA VÃO ESTAR PRESENTES NA XIV TOURADA REAL

Na sequência da preparação para a XIV Tourada Real a realizar dia 30 de Setembro às 22.00h, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira com a presença da Família Real em Vila Franca de Xira, promove um conjunto de pequenos eventos inseridos nas festas da Cidade e num curto percurso pedonal na zona Histórica de Vila Franca de Xira


A XIV Tourada Real é comemorativa dos 110 ANOS DA INAUGURAÇÃO DA PRAÇA PALHA BLANCO, POR SUA MAJESTADE EL´REI DOM CARLOS I DE PORTUGAL

17h00 - Recepção e cumprimentos na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
17h15 - Visita à Igreja da Misericórdia e Museu
17h45 - Inauguração da Exposição de Pintura “Arte e Toiros”, na casa Museu Mário Coelho
18h00 - Visita a Tertúlias Taurinas de Vila Franca
18h30 - Visita ao Celeiro Patriarcal de Vila Franca, inauguração de uma exposição.
21h30 - Saída do cortejo em “carro de cavalos”, da Praça do Município até Praça de Touros
22h00 - XIV Tourada Real



No intervalo SAR Dom Duarte descerá do Camarote para inaugurar uma placa alusiva ao evento que comemora 110 ANOS DA INAUGURAÇÃO DA PRAÇA PALHA BLANCO, POR SUA MAJESTADE EL´REI DOM CARLOS I DE PORTUGAL

José Carlos Ramalho ( Comissão de Gestão da Real Associação do Ribatejo)

ACONTECEU EM 1894...


O Futebol começou a ganhar popularidade em Portugal no final do século XIX, trazido por estudantes portugueses que voltaram da Inglaterra.

A primeira pessoa responsável pela sua implementação parece ter sido Guilherme Pinto Basto(de acordo com algumas pessoas, os seus irmãos Eduardo e Frederico trouxeram a primeira bola de Inglaterra). E foi ele que teve a iniciativa de organizar uma exibição do novo jogo, que teve lugar em Outubro de 1888, e foi também ele que organizou a primeira partida de futebol em Janeiro do ano seguinte. O jogo, foi jogado onde hoje está localizada a Praça de touros do Campo Pequeno, envolvendo as equipas de Portugal e Inglaterra. Os portugueses ganharam 2-1.

Consequentemente, o futebol começou a atrair a atenção da alta sociedade, devido a rivalidade Luso-Britânica.

Mais tarde, o jogo cresceu, praticado em colégios e levando à fundação de clubes por todo o país. Até ao final do século, associações como o Clube Lisbonense, Carcavelos, Braço de Prata, o Real Ginásio Clube Português, o Estrela Futebol Clube, Futebol Académico, Campo de Ourique, Oporto Cricket, e o Sport Clube Vianense foram fundadas para praticar este desporto ou criaram secções para competir.

A primeira partida, entre Lisboa e Porto, teve lugar em 1894, com o Rei Dom Carlos na assistência.
Fonte: Enciclopédia

APROXIMA-SE O LANÇAMENTO DO TERCEIRO NÚMERO DA FINIS MUNDI

Capa do terceiro número da revista Finis Mundi.
Conforme tem vindo a ser usual neste espaço, voltamos a divulgar a capa e o índice de mais um número da revista de cultura e pensamento Finis Mundi que, em breve, chegará às melhores livrarias. 
Destacam-se neste número as participações de António Marques Bessa, Humberto Nuno de Oliveira, José Almeida, Luís Couto, Sandra Balão, Sónia Pedro Sebastião, Renato Epifânio, entre outros autores nacionais, assim como os estrangeiros Alain de Benoist, Christian Bouchet, Tiberio Graziani, Leonid Savin, Aleksandr Kuznetsov e Jack Soifer. 
Para adquirir a Finis Mundi, ou obter mais informações sobre esta publicação trimestral, basta contactar a Antagonista, editora responsável por este projecto.

Lista de conteúdos e colaboradores

GEOPOLÍTICA:
As Grandes linhas da Política Externa Portuguesa nos últimos anos
- António Marques Bessa
Interesse público nacional e poder político supranacional. Da Utopia à Distopia
- Sandra Balão
Os Estados Unidos, a Turquia e a crise do sistema ocidental 
- Tiberio Graziani
O pensamento estratégico russo, um encontro com Jean Gerónimo
- Christian Bouchet

ACTUALIDADE:
Portugal, uma análise do poder
- João Franco
Portugal = Lixo: o porquê de serem excelentes notícias
- João Branco Martins
Cerco a Portugal
- Rui Martins
Vírus da República
- Artur de Oliveira
Os vorazes
- Henrique Salles da Fonseca
Transportes para sair da crise
- Jack Soifer
Para a constituição da “Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia”
- Renato Epifânio
O que não nos contam sobre o massacre na Noruega
- Basílio Martins
SIS – Não há “secreta” em Portugal
- Frederico Duarte Carvalho
ONU, direitos humanos e sinais de perigo
- Manuel Brás
A Pobreza das Nações e a Riqueza das Corporações
- Luís Couto
O direito de voto e a política contemporânea
- João Oliveira Duarte

ANTROPOLOGIA:
O Animal Homem, ou Revisitando a Antropologia
- Humberto Nuno de Oliveira
Uma visão antropológica sobre a imagem do Zé Povinho
- Florbela L.S. Gomes

RESENHA: 
Faces of Death 
- Rui Baptista
Shogun's Sadim 
- Rui Baptista
Uma Análise Diferenciada: “Abdicação”, de Fernando Pessoa 
- Carlos F. Menz

BIOGRAFIA & BIBLIOGRAFIA:
D. Fortunato de S. Boaventura, Vulto do pensamento contra-revolucionário português do século XIX
- Nuno Morgado
Um Mestre da Contra-Revolução, D. Francisco Alexandre Lobo 
- Mário Casa Nova Martins
A Águia e a Renascença Portuguesa - Mito, Educação e Espaço-Público 
José António Miranda Moreira de Almeida
Nos 80 anos dos primeiros escritos sobre versificação, A Teoria do Ritmo Verbal na obra de Amorim de Carvalho, Bibliografia Crítica precedida de uma síntese biográfica
- Júlio Amorim de Carvalho
DIÁRIOS DE VIAGEM: 
Líbia, infra-estruturas civis sob ataque e a implacável guerra informativa
- Leonid Savin
Diário de uma temporada na Síria 
- Christian Bouchet
TRADIÇÃO: 
A Oriente: o Reino do Preste João 
- Sónia Pedro Sebastião
A construção do monoteísmo africano: Mawu e Olódùmarè 
- João Ferreira Dias 
MUNDO: 
O que significa ser cidadão de uma verdadeira social-democracia 
- Pedro Cotrim 
Reflexões sobre a pós-democracia 
- Alberto Buela
Pais e filhos da Revolução Islâmica O clero iraniano opõe-se à ameaça de perda de poder 
- Aleksandr Kuznetsov
O ano 2012 será terrível! Dívida pública: como os Estados se tornaram prisioneiros dos bancos 
- Alain de Benoist