MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O UNIVERSALISMO DA DEMOCRACIA REAL


Muito se tem lido comentários monárquicos que procuram colar o Projecto Democracia Real a uma determinada ideologia política, e de facto, é caso para dizer, que não perceberam ainda nada onde se pretende chegar!

Desde quando uma Democracia Real tem que ser de direita? Desde quando uma Democracia Real tem que ser de esquerda? Desde quando uma Democracia Real tem que ser do centro?

No fundo, desde quando, a Democracia Real, tem que pertencer a um dos “clubes ideológicos”? Se pertencesse a um desses “clubes”, nunca seria isenta, democrática, pluralista e universal!

A Democracia Real é e só pode ser Universal em termos ideológicos. Mas não nega, nem pode fazê-lo, as suas raízes dentro do País na qual se pretende implementar. Assim sendo, sendo Portugal uma Nação com raízes Cristãs, é natural, que se siga, sem vergonhas ou medos, o Caminho Cristão, da Paz, do Respeito entre os Homens, não importa a sua Religião e Ideologia Político-Partidária, da Tolerância, contra os extremismos que devem envergonhar qualquer sociedade democrática digna desse nome.

Assim sendo, a Democracia Real, que se pretende para Portugal só pode ser Universal.

Universal na Política;

Universal na Religião;

Colocando-as separadas, cada uma delas com a sua Missão, o que não significa que um Político, não tenha que ser Tolerante e procurar a Felicidade do seu Povo.

Quanto ao Rei, deve ser o símbolo vivo da Nação na qual e pela qual foi Aclamado, jurando fidelidade à Constituição aprovada pelos representantes do Povo e referendada e apoiada pelo mesmo Povo.

Numa Democracia Real, o Povo é o Soberano, por excelência, que delega no Parlamento o seu Poder Representativo para a gestão da república.

Numa Democracia Real, o Rei, recebe do seu Povo, o Ceptro e o Manto Real, depois de Jurar a Constituição. A Coroa, pertence à Rainha Protectora do Reino de Portugal, Nossa Senhora da Conceição, pela Tradição Histórica e Secular do Reino de Portugal. Não caberá ao Rei usar a Coroa, mas esta deverá estar sempre presente na Aclamação, porque o Rei é, por um lado, pela Graça de Deus, mas também por Aclamação do Povo, de acordo com a Tradição da Monarquia Portuguesa que todo o Português terá que respeitar e perceber o grande significado simbólico de tal acto que na nossa História se chamou de Alçamento, Alevantamento e Aclamação.

A Democracia Real que se quer implementar em Portugal, tem como principio o respeito pelas Identidades Europeias em nome de uma União dos Povos pela Paz e Tolerância na Europa, mas também, não se deve esquecer da História que deve ser a Guardiã Fiel, que Portugal foi Império, e que a Língua Portuguesa é falada nos quatro cantos do Mundo, pelo que deve também ter um papel forte a desempenhar no quadro de um reforço da Lusofonia.

A Lusofonia é um espaço não só da mesma Língua, mas também das mesmas raízes Cristãs, legadas pelo Reino de Portugal.

Pelo que, enquadrando tudo num todo, este Projecto de uma Democracia Real, enquadra-se perfeitamente, na realidade Europeia, Lusófona e Portuguesa. E assim, se defende, no meu entender, os interesses de Portugal no século XXI, no quadro de uma Democracia Real – ou Monarquia Parlamentar e Democrática.

Finalmente, quem conhece o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, percebe perfeitamente, as fortes ligações que tem seja a Portugal, sendo o Herdeiro da Monarquia Portuguesa, como também, as ligações que tem por diversas razões à Europa, e também à Lusofonia.

110 ANOS DE CARRO ELÉCTRICO EM LISBOA

Doodle evocativo do 110º aniversário do eléctrico lisboeta.
Foi na madrugada de 31 de Agosto de 1901, há precisamente 110 anos, que entrou em funcionamento a primeira linha de carros eléctricos em Lisboa. Servindo a zona ribeirinha da cidade, esta linha estendia-se entre o Cais do Sodré e Ribamar (Algés). Segundo os relatos da época, a inauguração desta linha de tracção eléctrica atraiu um vasto número de pessoas, curiosas em testemunhar este importante melhoramento da nossa capital e da sua rede de transportes públicos. O sucesso deste empreendimento foi tal, que se acabou por proceder à electrificação total das linhas até meados de 1905, levando ao desaparecimento naquela cidade dos célebres "americanos" de tracção animal. 
 
Aliando a elegância à comodidade oferecida pelo novo serviço aos passageiros, a introdução dos chamados eléctricos constituiu um importante factor de modernidade, moldando a própria imagem e alma da cidade, acabando por transformar-se num autêntico ex-líbris móvel da capital portuguesa, passando os velhos "amarelos" a figurar iconograficamente nos postais e fotografias responsáveis pela propaganda turística da cidade de Lisboa.
 
Atenta a esta efeméride, o motor de busca Google resolveu lembrar esta data, substituindo, durante o dia de hoje, a sua tradicional imagem por um doodle comemorativo do início de actividade deste célebre meio de transporte.

GALEOTAS REAIS











Majestosamente decoradas, as galeotas reais são embarcações de uma beleza rara e única em toda a história da Marinha Portuguesa. Construídas com linhas elegantes e de enormes dimensões, estas embarcações, movidas a remos, destinaram-se, ao longo dos tempos, a transportar os membros da família real e as mais altas individualidades da diplomacia internacional.

Suscitando um verdadeiro espectáculo de excelência e sumptuosidade, as galeotas reais adornavam as águas do estuário do Tejo, desempenhando, na perfeição, o papel de anfitrião dos monarcas e dilpomatas que nos visitavam.

Embora a história nos relate a existência, desde sempre, de embarcações engalanadas para a condução dos nossos soberanos, é difícil identificar a sua primeira utilização. Sabe-se, porém, que antes da construção da primeira galeota, nos primórdios da monarquia, o transporte da realeza era feito a bordo de embarcações, aparentemente vulgares, que depois de ricamente decoradas, cumpriam esta nobre função.

Marcando presença em cerimónias de gala e festejos reais, estas embarcações testemunharam diversos momentos históricos, nomeadamente a celebração de casamentos reais, a comemoração de vitórias e o enaltecimento de figuras públicas.

Vários são os episódios passados a bordo destas embarcações, como o encontro ocorrido em pleno rio Tejo, em 1383, entre o rei D. Fernando e D. Henrique de Castela, que celebrou a paz entre os dois reinos ibéricos. Conta-se, igualmente, que D. Manuel utilizava as galeotas para dar despacho aos assuntos públicos, enquanto se passeava pelo rio. Terá sido a bordo de uma galeota real que D. Beatriz seguiu, em 1521, para a nau «Santa Catarina do Monte Sinai», na qual se transportava semelhante embarcação, destinada a fazer o desembarque da princesa. Na viagem que fez para Lisboa, por ocasião do seu casamento com D. João, vinda de Espanha, D. Joana de Áustria é recebida pela Corte portuguesa numa esplenderosa e rica galeota. Posteriormente, D.Sebastião, seu filho, terá utilizado estas embarcações para se deslocar até às naus que o transportaram às praças do Norte de África, nomeadamente a Alcácer Quibir.

O período de governação filipina marcou a ausência das galeotas na paisagem fluvial, agora repleta de galés espanholas. Só em 1662 voltaram a descer às águas do Tejo, preparadas para embelezar mais uma cerimónia de casamento. Uma deslumbrante e colorida falua real, protagonizou o transporte de D. Catarina de Bragança até à nau-almirante da esquadra inglesa, que a conduziu a Londres, onde contraiu matrimónio com D. Carlos II de Inglaterra. Contudo, a presença de Filipe III, reforçou a imponência na construção das embarcações reais. Assim, foi em 1666 que se construiu o primeiro bergantim português.

Apesar da extraordinária e atribulada história vivida por estas embarcações, a documentação a ela referente é bastante escassa. Considerado como o mais precioso e completo documento alguma vez escrito sobre o assunto, o livro «Noções da Legislação Naval Portuguesa», elaborado pelo cabo das galeotas reais Manuel Pinto da Fonseca, constitui o verdadeiro repositório das memórias destas peças náuticas.
 
Resta acrescentar que para além da função de recreio, lazer e condução de cerimónias de Estado, as embarcações régias, de um modo geral, serviram, ainda, as componentes militar e científica, lideradas por alguns monarcas portugueses. Falamos dos reis D. Luís – o primeiro rei Oficial de Marinha – e D. Carlos – pioneiro e mentor dos trabalhos de Oceanografia e Ictiologia em Portugal. Destaca-se, ainda, a presença de embarcações reais em eventos náuticos de carácter desportivo.
Fotos: Mónica Franco

FREI FERNANDO VENTURA NA RTPN

terça-feira, 30 de agosto de 2011

DIANA DE CADAVAL A ESPERA DO PRIMEIRO BEBÉ

Un premier bébé pour le duc et la duchesse d'Anjou. Le Prince et la Princesse Charles-Philippe d'Orléans ont la joie de vous annoncer cet heureux événement, attendu pour fin février 2012.
Fonte: Facebook 

A First Baby for the Duke and Duchess d'Anjou

Their Royal Highnesses the Duke and Duchess d'Anjou announced on his website that they are expecting their first child. The birth is anticipated for February 2012.

Prince Charles Philippe d'Orléans is the eldest son of Prince Michel of France, Count d'Evreux, and of the former Beatrice Pasquier de Franclieu. Prince Michel is one of the eleven children of the late Count and Countess of Paris. He has a twin brother, Prince Jacques, Duke d'Orléans.

The father-to-be has two older sisters: Clotilde (b. 1968) married since 1993 to Edouard Crépy (b. 1969), and Adelaïde (b. 1971) married since 2002 to Pierre-Louis Dailly. The Duke d'Anjou also has a younger brother, Prince François, well-known in Madrid and Paris.

Charles-Philippe (b. 1973) married at Evora, Portugal on 21 Jun 2008 Diana Alvares Pereira de Melo, Duquesa de Cadaval (b. 1978). The couple is very active in myriad Catholic charities and maintains a busy social life to boot.


http://www.ducdanjou.com/

FEDERALISTAS DÃO FINALMENTE A CARA

Ursula von der Leyen, ministra do Trabalho alemã

A ministra do Trabalho alemã, a cristã-democrata Ursula von der Leyen, considera que a crise da zona euro só pode ser superada fortalecendo a união política do continente com a criação dos "Estados Unidos da Europa".

"O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos de América", afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista alemã Der Spiegel.

Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e económica, "aproveitando as vantagens da dimensão da Europa".

No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição global.

Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que detenham em empresas estatais.

Em declarações à televisão pública ARD, a governante - que é apontada pela imprensa alemã como uma possivel sucessora de Angela Merkel - argumentou que só assim esses Estados "continuarão a envidar esforços para consolidar as finanças públicas".
 
Cá está a referência às reservas de ouro a que o Nuno várias vezes aqui aludiu. Os federalistas perderam finalmente a vergonha. Agora o combate é mais claro. Cá estaremos.

publicado por Pedro Quartin Graça

PORTUGAL NA BALANÇA DA EUROPA E DO MUNDO


Em 1830, Almeida Garrett publicava em Londres uma das suas emblemáticas obras de teor político, intitulada “Portugal na Balança da Europa – Do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado”. Dedicando-a à Nação Portuguesa, Almeida Garrett principiou a sua obra afirmando que “É sem duvida a servidão o mais insuportável dos males e o mais abominável dos flagícios: como nascidos que somos para a liberdade, nossa própria natureza a ela repugna; a existência se nos torna indiferente, e a morte que a termina lhe deve ser preferível”.

Chegamos ao actual estado de coisas com a nossa liberdade cada vez mais reduzida, obrigados à submissão para que nos seja possível sobreviver, sem alternativa a uma das mais permanentes características da nossa política externa que é a gestão de dependências, e regressados ao centro de um complexo tabuleiro geopolítico como há décadas não acontecia. Inevitavelmente, surge no horizonte a interrogação sobre a nossa viabilidade financeira enquanto estado soberano, agora que voltamos a ser bons alunos e até vamos merecendo nota positiva da troika FMI/BCE/CE, enquanto a União Europeia vai navegando à vista nesta crise das dívidas soberanas, que arrisca fragmentar ou aprofundar o processo de integração europeia, em relação à qual também as palavras de Garrett continuam actuais: “Somos chegados a uma crise da Europa, de todo o mundo civilizado; uma crise que há tantos anos se prepara, que tantos sintomas anunciavam próxima; cujos resultados desfarão todos os falsos e forçados antigos equilíbrios políticos, e os estabelecerão novos e regulares”.

Mas, apesar dos contornos indefinidos quanto ao desfecho desta crise, ainda para mais agora que também Itália e França parecem estar à beira de sofrer cortes no rating das respectivas dívidas públicas e, consequentemente, ver aumentar os juros cobrados para que se possam financiar nos mercados, o que realmente nos deve preocupar é que a viabilidade futura de Portugal depende, em primeiro lugar, da nossa esfera política interna. O estado português carece de uma verdadeira reforma estrutural que diminua abruptamente o peso deste na economia, o que passa por extinguir milhares de organismos, institutos, fundações e privatizar ou também fechar muitas das empresas do sector empresarial estatal. O Orçamento Geral do Estado para 2012 será a prova de fogo do actual governo PSD-CDS, nesta matéria. Só isto permitirá libertar recursos e diminuir impostos, assim criando um ambiente de maior competitividade e de incentivo à iniciativa privada, o qual estamos condenados a gerar se queremos que Portugal se mantenha enquanto estado soberano durante as próximas décadas. Se não conseguirmos gerar este ambiente, as empresas não produzirão, não gerarão riqueza, poupança e investimento suficiente para nos permitir liquidar sustentadamente as dívidas que temos.

Contudo, na balança europeia e mundial, também a nossa política externa tem um papel essencial a desempenhar no processo de recuperação da nossa liberdade. Tendo sido completamente reorientada com o advento da III República, poderá ter chegado a hora de a reorientarmos novamente. O vector europeísta da nossa política externa está cada vez mais esgotado, e esta, que sempre serviu para que procurássemos no exterior recursos para nos desenvolvermos internamente, precisa de se virar para onde estes existem e onde, ainda por cima, os seus detentores nos são histórica e culturalmente próximos. Sinais neste sentido têm aparecido nos últimos anos, com a valorização da cooperação com o Brasil e países da CPLP. Mas estas relações têm que ser reforçadas e têm que se concretizar e reflectir materialmente, indo muito para além da retórica, por mais difícil que seja a reafectação de recursos internos no prosseguimento da nossa política externa. O Atlântico sempre foi o principal vector desta, até 1974. Talvez esteja na altura de recuperar esta orientação, para que, como escreveu Fernando Pessoa, possamos cumprir Portugal.

Não será fácil, mas se há algo verdadeiramente constante na nossa História são as permanentes crises económicas, sociais e políticas em frente das quais nos soubemos reinventar. Cabe-nos, reportando-me novamente às palavras de Garrett, “não nos iludir com aparências, não nos cegar com facilidades. Temos estorvos grandes que remover, obstáculos imensos que superar, grandes e perplexas e quase inextricáveis dificuldades que deslindar e desembaraçar. (…) Venceremos, mas não sem trabalho. Havemos de triunfar, mas não sem sacrifício”.


Samuel de Paiva Pires


O FIM DE NÓS, TAL QUAL SOMOS E FOMOS

“As únicas nações que têm futuro, as únicas que se podem chamar históricas, são aquelas que sentem a importância e o valor das suas instituições e que, por conseguinte, lhes dão apreço” - Tolstoi

Bem se podia aplicar a frase de Tolstoi ao que se tem passado recentemente (um recentemente que tem 35 anos…) com as Forças de Segurança e, sobretudo, com as Forças Armadas. Mas não é sobre este tema específico que vamos hoje, elaborar.

Comecemos com uma pergunta: pode-se dizer, hoje em dia, que o Benfica é uma equipa “portuguesa”, quando não apresenta um único jogador português, em campo? E sobre o Beira-Mar, comprado, recentemente, por um empresário iraniano?

E que dizer da selecção nacional que só pode ter jogadores nacionais, mas a equipa técnica pode ser toda estrangeira? E vale fazer batota, indo nacionalizar jogadores, à pressa, para os incluir no onze das Quinas. Isto faz algum sentido? Pelos vistos faz…
Já há, em vários municípios europeus, autarcas que são emigrantes – não naturalizados – nomeadamente em localidades onde a maioria é emigrante. Ainda não chegou cá, mas é uma questão de tempo. Estaremos no bom caminho?

Outro dia, creio que no ano passado, surgiu a ideia do “Erasmus Militar” e logo nos deslumbrámos, querendo estar na linha da frente, para o que até se organizou um colóquio na Academia Militar, sobre o assunto. Os responsáveis terão reflectido bem sobre o que isto quer dizer e suas consequências? Aliás, ainda poucos saberão, mas o governo alemão prepara-se para permitir que sargentos e oficiais de outros países da NATO/UE possam candidatar-se (concorrer?) a desempenharem as mesmas funções nas suas FAs. Qual o verdadeiro significado de tudo isto? Exigirão reciprocidade?

O actual Ministro da Economia, num livro que escreveu, põe a hipótese – querendo ironizar, supõe-se – que a Madeira possa vir a ser independente. Logo a ideia foi glosada por muitos, num estilo irresponsável, como se tivessem a falar de ir beber um copo com os amigos. O Dr. Jardim devia, também, meter a mão na consciência para avaliar as responsabilidades que tem neste cartório.

Os exemplos multiplicam-se.

As pessoas andam a viver tão depressa, são bombardeadas com tantos assuntos, a complexidade da vida e das relações internacionais atingiu tal ponto, que ninguém tem tempo para pensar, ou sequer quer. As asneiras só poderão acumular-se! Mas, perguntarão, porque estarei, eu, preocupado com tudo isto se já temos a “Troika” a mandar em nós?

Sim, porque agora o Governo – aqueles que, “supostamente” foram eleitos por nós – não presta contas ao Parlamento e ao PR – e se presta é igual ao litro – mas sim à dita Troika.

Já é uma vergonha termos que pedir dinheiro emprestado no montante e no modo como foi feito. Mas é vergonha maior, aceitarmos condições para que esse empréstimo fosse feito, condições que implicavam não só, a discriminação do que tínhamos que fazer, mas também os prazos que tínhamos que cumprir e o tipo de fiscalização a que nos obrigavam a submeter.

Por mais voltas que possamos dar à imaginação isto só tem um nome: falta de dignidade. Portámo-nos como vassalos medievos e assumimo-nos como “escravos” modernaços!

E há, até, quem ache muito bem, alegando que nós não somos capazes de nos governar… Como se isso fosse uma razão aceitável!

Em 1928, última ocasião em que fomos confrontados com um cenário semelhante – sendo então a Sociedade das Nações, quem fazia o papel, de FMI e BCE – o governo português recusou a ignomínia. Parece que havia gente com vergonha na cara…

Hoje em dia, constata-se que as pessoas desde que possam ir apanhar sol para o Algarve ficam na maior…

Na sequência de tudo isto, os políticos em exercício, vão colocar todas as jóias de família à venda a preços de saldo. Já começou com a trapalhada mal contada do BPN e parece que só acabará na privatização da… água. Adjectivar adequadamente semelhante acto obrigava-nos a incorrer no Código Penal, pelo que espero que os leitores compreendam que o não faça.

Pois é, tudo é negócio…

O Estado Português está a deixar (há muito) de ser a expressão da Nação politicamente organizada – definição clássica e correcta – para passar a ser os “plutocratas organizados” em (no) Estado.

Nunca sairão de lá a bem. Nisso são iguais aos comunistas e afins.

Que São Nuno de Santa Maria nos acuda, pois quanto a vivos parece que estamos conversados.
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESTAÇÃO DE SÃO BENTO ENTRE AS 16 MAIS BELAS DO MUNDO


A revista de turismo e lazer "Travel+Leisure" , que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente bonito - e traz-nos à memória a arquitetura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar."

A listagem inclui, entre outras, a neoclássica Gare du Nord, em Paris, os jardins interiores de Atocha, em Madrid, as modernas estações de Kanazawa, no Japão, e de Melbourne, na Austrália, o terminal Arte Nova do Expresso do Oriente, em Istambul, ou a belíssima estação neogótica de S. Pancras, em Londres.

A estação de Lourenço Marques, dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, é a única do continente africano a figurar na lista. O artigo da revista "Travel+Leisure" destaca os exteriores "verdejantes", a "larga cúpula" e o trabalho intricado do aço que fazem do edifício "uma inesperada, mesmo que modesta, beleza".
Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família.
Gare é Património da Humanidade

A estação, construída entre 1913 e 1916, é erradamente referenciada como podendo ter sido desenhada por Gustave Eiffel, já que é dos arquitectos portugueses Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa.

A gare de São Bento que se ergue no local onde se encontrava o mosteiro de São Bento da Avé Maria, e está classificada como Património da Humanidade, foi construída após se vencer a difícil tarefa de prolongar a linha que terminava em Campanhã, através dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontaínhas, que ficou concluído em 1896.

Infante D. Henrique na conquista de Ceuta.
O projecto da estação só viria ser aprovado em 1900, ano em que os Reis Dom Carlos e Dona Amélia presidiram ao início das obras, que terminariam 16 anos depois.

O projecto de decoração da gare em azulejos de Jorge Colaço foi adjudicado em 1905 pela quantia de 22 mil réis, considerada muito elevada para a altura. Os painéis, assentados em 1915, representam cenas da história de Portugal, como Egas Moniz perante o rei de Leão, o casamento de D. João I, a conquista de Ceuta, temas de etnografia do Minho e do Douro, figuras simbólicas e no friso superior é mesmo retratada a evolução dos transportes.




Biografia Realistas de Jorge Colaço pode ser lida AQUI








Ler mais no Jornal Expresso AQUI
Publicado em Causa Monárquica 

"O EURO É UMA DOENÇA CRÓNICA E OS RESGATES SÃO ASPIRINAS"

<p>Gustavo Cudell pede a saídsa de Portugal do euro</p>
Gustavo Cudell pede a saída de Portugal do euro

 
Gustavo Cudell nasceu em Portugal em 1954, mas foi para Suíça em 1974, onde tirou uma licenciatura em Engenharia e uma pós-graduação em Gestão Industrial.
(Nélson Garrido (arquivo)) 

Trabalhou vários anos na Suíça, primeiro como assistente na Faculdade Politécnica de Zurique e depois em duas multinacionais, uma das quais o grupo ABB. Regressou a Portugal 14 anos depois, já no final da década de oitenta, para trabalhar na Gustavo Cudell, Lda., a empresa criada pelo pai, precisamente no dia do seu nascimento e à qual deu o mesmo nome.

O empresário assumiu a presidência da empresa em 1990, depois da morte do pai, de ascendência francesa. O empresário integra, há 14 anos, o painel internacional do IFO, o instituto independente alemão de estudos económicos, que elabora relatórios regulares sobre as expectativas dos empresários em relação à conjuntura económica de diferentes países. Em entrevista ao PÚBLICO, Gustavo Cudell admite que foi um entusiasta do euro, mas agora defende o fim da moeda única e mostra-se muito crítico dos actuais políticos e banqueiros, que define como "marionetas do poder".

O resgate financeiro dos países mais afectados pela crise de dívida tem sido a estratégia mais seguida pela União Europeia. Essa estratégia tem sido a mais correcta ou é desastrosa?
A estratégia que tem sido seguida é desastrosa, porque aumenta as dívidas, os juros e o desemprego e, consequentemente, faz minguar a economia dos países resgatados. Os resgates de bancos e dos países só adiam e aumentam os problemas. E o problema está no euro. No início, também fui um grande apoiante da moeda única, mas hoje acho que o euro é um colete de forças para todos os países que o adoptaram. O euro não funcionou nem nunca vai funcionar, porque os países são completamente diferentes em termos de cultura, dimensão do PIB [Produto Interno Bruto] per capita e competências ou "saber fazer" das populações. Neste momento, o euro é uma doença crónica para todos os países e os resgates são aspirinas para atenuar sintomas e anestesiar as populações.

Qual a estratégia que a União Europeia deveria seguir neste momento? A saída do euro da Grécia, Irlanda e Portugal?
Sem dúvida nenhuma que a saída do euro dos GIPS [Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, também conhecidas pelo acrónimo, em inglês, PIGS] é a solução. Mas de uma forma gradual. Levámos 16 anos a entrar no euro, com as consequências cambiais e de juros, e, por isso, a saída não pode acontecer em poucos dias. O processo terá de passar pela renegociação da dívida, incluindo um perdão parcial, renegociar prazos e taxas de juro e sair da união monetária [euro] para, eventualmente, reentrar numa união cambial, com bandas de flutuação. A Alemanha, a Holanda e a Áustria também devem sair, porque também estão a ser gravemente prejudicadas.

Mas a saída de Portugal do euro não teria consequências dramáticas?
Se a saída for gradual e negociada, não é nada dramático. Reintroduz-se o escudo, as importações baixam, as exportações sobem, o desemprego cai, o turismo sobe, os imóveis transaccionam-se, o desemprego e o deficit baixam. Desaparece o colete de forças do euro. Podemos respirar de novo e recuperar a soberania de Portugal (pelo menos em parte), que nos foi roubada de forma gradual.

Se a solução é tão fácil, por que é que esse cenário assusta tanto os líderes políticos portugueses?
Os políticos e banqueiros, com grande poder, não se assustam. Eles querem é assustar os cidadãos, para que estes não lhes tirem o poder. Aliás, nunca se assiste a um político ou banqueiro a apresentar razões concretas para tal e fazem da discussão objectiva tabu. Os políticos e banqueiros são marionetas do poder, que está agregado nas mãos dos bancos, incluindo os centrais, no FMI, no Banco Mundial, nas bolsas e em algumas famílias de alta finança.

Neste momento, a crise da dívida alastra a outros países, com destaque para Espanha e Itália. Pode a dimensão destes países obrigar a União Europeia a avançar com outras soluções alternativas ao resgate financeiro?
É verdade. A Espanha e a Itália estão a ser contagiadas e é esse o objectivo. Neste momento, o objectivo é que todos os países, incluindo a Alemanha, entrem num "caldeirão", e fiquem todos doentes. O sr. Durão Barroso, de Bruxelas, não vai fazer nada para impedir isto. O que vai acontecer é que os cidadãos vão negar a colaboração com este sistema de poder e, no limite, deixar de pagar impostos. É preciso que surja um ou vários mohandas [mais conhecido por Mahatma, que quer dizer "alma grande" em hindi] Gandhi para fazer a resistência sem violência.

A Alemanha tem-se revelado contra a saída de alguns países do Euro. Esta posição explica-se pelo facto de a economia alemã sair beneficiada com a falta de competitividade de alguns países da moeda única?
Isso é o que os media mainstream contam aos cidadãos menos esclarecidos. Quando falamos da Alemanha, temos que distinguir entre a elite do poder (banqueiros e políticos) e a esmagadora maioria dos cidadãos, que são os trabalhadores e os empresários. A elite do poder alemã segue o mesmo caminho da elite do poder dos outros países. Mas não é verdade que a Alemanha beneficie com o euro, e a grande maioria do povo alemão é contra o euro. A Alemanha oferece (através do euro fraco) os excedentes que obtém da sua exportação ao Banco Central Europeu e este financia os défices dos países do Sul. Sem o euro, a Alemanha teria matérias-primas, incluindo o petróleo, e juros mais baratos e seria muito mais rica.

A Alemanha já há mais de 10 anos que exporta, de forma constante, mais de 40 por cento da sua produção. A Alemanha soube tirar partido do crescimento do PIB mundial, através de produtos e serviços competitivos e inovadores. Ao contrário dos países do Sul, onde houve uma bonança económica e os salários subiram cerca de 40 por cento, sem que o PIB tenha crescido da mesma medida. Consequentemente, o PIB tem sido absorvido só para pagamento de salários, em detrimento do investimento e o consequente colapso da competitividade destes países.

Deve a Europa avançar rapidamente para uma união política, de forma a salvar o euro?
Não. Com toda a certeza que não. Para quê salvar um colete de forças? As populações não são loucas, não precisam de um colete de forças. Uma união que não funciona economicamente, nunca pode nem vai funcionar politicamente. Isso é o desastre total. Mas é isso que os tecnocratas do poder de Bruxelas querem.

A economia portuguesa vai enfrentar um longo período recessivo. A intenção do Governo (e imposição de troika) de reduzir a taxa social única é uma medida bem-vinda?
Reduzir a taxa social única é uma medida temporária, que adia e agrava os problemas, pois a intenção por trás desta medida é baixar o custo/hora de trabalho em Portugal, mas, como a economia portuguesa não é competitiva, pelas razões já apontadas, isso é um artifício com uma duração temporária. É evidente que quem estiver a morrer afogado, agarra tudo e todos para conseguir respirar mais um pouco.

Na actual conjuntura, que outras medidas pode o Governo tomar para ajudar as empresas a aguentarem-se e a aumentarem as exportações?
A medida mais importante é negociar a saída do euro. De forma suave.

Fonte: Público

A INJUSTIÇA DA NÃO-DISCRIMINAÇÃO

É injusto discriminar o que é igual, mas não o que é diferente


É como a gripe, esta recorrente mania: todos os anos, mais dia menos dia, lá aparece o vírus da não-discriminação, a propagar a epidemia do igualitarismo e a exigir, em consequência, a reestruturação de algum órgão ostensivamente discriminatório, ou a aprovação de leis que combatam a exclusão dos grupos sociais mais desfavorecidos.
 
Exagero? De modo algum! Em plena silly season, dois artigos do PÚBLICO, de 10 de Agosto passado, pugnam pela não-discriminação.
 
No primeiro, o autor insurge-se contra a composição alfacinha do Conselho de Estado. Segundo o dito ensaísta, este órgão só tem duas mulheres; não tem ninguém mais à esquerda do que os conselheiros de esquerda que já lá estão; não tem membros que não sejam de Lisboa, excepto os que o não são, como o autarca de Gaia e os líderes insulares; não tem nenhum representante da Igreja Católica, nem das artes, nem das letras, nem da sociologia (?!), nem da história, etc. Tudo, claro, por culpa do Presidente da República que, apesar de algarvio confesso, "lisboetizou", segundo a escrita do mesmo autor, o supostamente nacional Conselho de Estado.
 
Não me compete, como é óbvio, comentar a sua opinião política que, ao exigir a representatividade institucional dos vários grémios profissionais e sociais, parece eivada de um certo saudosismo corporativista. Não posso, contudo, deixar de registar a sua curiosa tese de que a justiça decorre da igual, ou proporcional, representação, nesse órgão consultivo do chefe de Estado, das mais expressivas condições ideológicas, regionais, religiosas, etc.
 
A bem dizer, com a mesma razão, ou falta dela, também se deveria exigir que o sexo feminino, o norte transmontano, o barlavento algarvio, os evangélicos, os fadistas e os mais exímios pensadores pátrios estivessem representados na nossa selecção de futebol, cuja composição também parece muito politicamente incorrecta, sobretudo se se pensar que essa equipa deveria ser, de algum modo, representativa da nação.
 
O outro texto versa sobre a Moldávia que, não obstante o assédio da libertina Comunidade Europeia, ainda resiste à política da total permissividade em relação à orientação sexual. Segundo "um estudo de percepções da população" - vá-se lá saber o que isto seja! - "os moldavos, afinal, discriminam. Discriminam, sobretudo, deficientes físicos ou mentais, pobres, portadores de HIV, homossexuais, ciganos, mulheres". Pelos vistos, segundo a abalizada opinião da autora do artigo, em que não falta o coitadinho do costume, este é o principal crime dos moldavos: "discriminam"! E, claro, uma nação que discrimina não pode fazer parte da nossa moderna e decadente Europa.
 
Mas, afinal, discriminar é mau? Por exemplo, quando se impede uma senhora corcunda de ser top model, está-se a cometer uma injustiça? E quando se proíbe que um invisual seja árbitro de futebol, pode-se afirmar que se está a ser iníquo? A não-aceitação de um paralítico, como membro da equipa nacional de atletismo, é um acto punível, por arbitrário e contrário às convenções internacionais dos direitos humanos e de defesa dos deficientes? A norma que impede os cidadãos originariamente estrangeiros, mas naturalizados portugueses, de concorrerem à Presidência da República, é ilegal por ser xenófoba? Uma escola que não aceita, para seu professor, um analfabeto, está a cometer um crime contra a igualdade de direitos que a Constituição consagra? A atribuição do Prémio Nobel da Química, a um determinado cidadão, tipifica um delito de injúrias aos restantes químicos? E se um encenador recusar a uma qualquer Julieta o papel de Romeu, ou a um qualquer Romeu o papel de Julieta, está também a incorrer num comportamento ilícito, neste caso por razão do respectivo sexo?
 
Discriminar é, apenas, distinguir. Será injusto quando distingue o que é igual, mas não quando diferencia o que é diverso. Os corcundas, os cegos, os paralíticos, os cidadãos nacionais de origem estrangeira, os analfabetos, os cientistas, os homens todos e todas as mulheres são iguais quanto à sua comum e inviolável dignidade humana. Mas não quanto às suas capacidades físicas e intelectuais, nem às correspondentes aptidões sociais, políticas e profissionais.
 
Aliás, a justiça não é, por definição, igualitária, mas discriminatória. Não trata a todos por igual, mas procura atribuir a cada qual o que lhe compete, não apenas em função da sua dignidade humana, mas também das suas características pessoais objectivas que, obviamente, não podem ser ignoradas, sobretudo quando se trata de lhes reconhecer uma específica função social. Não deixa de ser curioso que os grupos que antes mais apelavam à igualdade na diferença sejam também agora os que mais reivindicam a indiferença na desigualdade, na medida em que não toleram a discriminação do que é, logicamente, diferente.
 
Todos iguais? Com certeza, no que respeita à comum natureza e dignidade do ser humano, bem como a todos os direitos e liberdades fundamentais. Mas todos diferentes também. A ditadura do igualitarismo, ou da não-discriminação, não serve a causa da justiça: só seremos efectivamente todos iguais quando se reconhecer, também a nível social e jurídico, que somos todos diferentes.
 
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Povo

domingo, 28 de agosto de 2011

ESCLARECIMENTO DE S.A.R., DOM DUARTE SOBRE A VISITA À SÍRIA

Fonte: Jornal "SOL", pág. 17 de 26 de Agosto de 2011

BANDEIRA MONÁRQUICA DA LÍBIA É UTILIZADA EM PROTESTOS ANTIGOVERNO

Símbolo foi usado entre a independência e chegada ao poder de Kadhafi. Na Suécia, manifestantes exigiram hasteamento na embaixada de Trípoli.

A bandeira da monarquia líbia do rei Idris, hasteada nesta terça-feira (22) na embaixada de Trípoli em Estocolmo, foi a primeira bandeira do país entre a independência do jugo italiano e a chegada ao poder de Muamar Kadhafi (1951-1969).

Preta, com uma lua crescente, uma estrela e duas faixas, uma vermelha e outra verde, a bandeira monárquica é utilizada pelos manifestantes anti-Kadhafi como símbolo da insurreição que sacode o país.
 
Bandeira antiga da Líbia hasteada na embaixada líbia de Estocolmo, na Suécia, após uma discussão entre protestantes e o embaixador no país (Foto: AFP)

Essa bandeira, em vigor durante o reino de Idris I (1951-1969), inspirava-se no pendão da Cirenaica (leste), onde Idris era Emir.

O símbolo foi adotado no dia da independência, 24 de dezembro de 1951, por todo o país.

A bandeira da Cirenaica, de onde Benghazi é a principal cidade, se inspirou, por sua vez, no pendão do Império Otomano. A região pertenceu ao império entre 1551 e 1912, antes de ser cedida à Itália, que unificou o país em 1934.

A faixa vermelha representa o Fezzan (sudoeste, grande região desértica com Sebha como principal cidade) e a faixa verde a Tripolitânia (nordeste) – onde se encontra Trípoli, capital do país – e onde Idris também foi Emir.

Pouco depois de sua tomada do poder, no dia 1º de setembro de 1969, Muamar Kadhafi adotou uma bandeira utilizando três das quatro cores pan-árabes (vermelho, branco e preto – excluindo o verde).

De 1972 até 1977, um “falcão dourado”, igual ao símbolo do Egito e da Síria, foi adicionado ao desenho junto da menção: “República Árabe da Líbia”.

Em sinal de protesto contra a viagem do antigo presidente egípcio Anouar al-Sadate para Jerusalém e para marcar a ruptura com este país, Kadhafi adotou no fim de 1977 uma bandeira inteiramente verde, a única do mundo a ter apenas uma cor, que simboliza o Islã e a “Revolução Verde” que ele pretendia conduzir.
(G1)

Fonte O Progresso
Publicado em Causa Monárquica

S.A.R., DOM DUARTE PARTICIPA NO JANTAR DA AMERICA'S CUP DE CASCAIS NO HOTEL PALÁCIO DO ESTORIL

Taça América: o Hotel Palácio, no Estoril, foi palco de um jantar de gala da America's Cup, que pretendeu assinalar o final da primeira regata da World Series. Entre os vários ilustres, o evento reuniu figuras de topo como S.A.R., Dom Duarte de Bragança.
S.A.R., Dom Duarte de Bragança com Christine Lucas
Depois de um cocktail de boas-vindas nos jardins do hotel, os convidados deslocaram-se para o salão de banquetes, onde decorreu o jantar e a antrega de prémios da primeira fase da America's Cup World Series composta por uma série de oito provas que decorreram em Cascais entre os dias 6 e 14 de Agosto.
«Ter aqui esta prova é uma grande vitória para Portugal. Por sua vez, recordou a ligação histórica de Portugal ao mar e confidenciou que "apesar de não praticar vela, foi com muito orgulho que vi os meus filhos aprenderem a velejar"» - Dom Duarte de Bragança.
Revista Caras de 20 de Agosto de 2011.

sábado, 27 de agosto de 2011

SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL!

Foto 1 - O que ainda resta da sapata primitiva, do século XII
Foto 2 - Aspecto da parte nascente do talude ainda por escavar
Foto 3 - A parte já escavada. À direita, em cima, o detalhe da foto 1
Foto 4 - Sapata do Paços do Infante, semelhante à que foi irremediavelmente destruida
Foto 5 - Quantidade de pedra já retirada da sapata agora destruída
No post "Poupar no farelo para estragar na farinha" focou-se aquilo que bem se pode chamar o desastre arqueológico do Convento de Cristo, mais precisamente do complexo monumental Castelo dos Templários/Convento de Cristo. Pessoal de uma empresa ao serviço da autarquia tomarense destruiu já parte substancial de uma sapata ou alambor do castelo, do século XII, enterrada aquando das obras da enfermaria conventual, no século XVII. Tal foi possível porque, segundo tudo indica, o projecto foi elaborado sem que previamente tenham sido feitas observações cuidadas ou sondagens no local, o que teria permitido projectar a bifurcação um pouco mais para norte, uma vez que o terreno está livre, preservando assim o que restava do velho castelo templário, que entretanto poderia ser escavado, valorizado e mostrado aos visitantes. Assim, perdeu-se uma rara oportunidade de poder verificar in loco a implantação casteleja naquele local, fortemente danificada por ocasião das obras supra referidas.
 
Agora que o mal está feito, conquanto ainda se possa salvaguardar uma parte, têm-se sucedido no local as algaradas entre responsáveis da obra e responsáveis do Convento. Os da obra garantem que lhe foi dada autorização para escavar o talude. Os do Convento negam que tal autorização tenha sido dada e perguntam onde está o documento comprovativo. Tudo isto na presença dos turistas que vão passando... Very typical indeed!!!
 
Em qualquer cidade a sério de um país a sério, ou o empreiteiro teria imediatamente interrompido os trabalhos logo que apareceu a sapata não assinalada, ficando a aguardar instruções; ou a câmara teria ordenado a suspensão dos trabalhos, logo que informada do desastre; ou o IGESPAR já teria embargado a obra, mediante uma providência cautelar, invocando prejuízos patrimoniais irreparáveis. Dado que estamos numa cidade de faz de conta de um país como se sabe, faz de conta que não aconteceu nada. Siga a música, siga a dança. E o governo que não se esqueça de continuar a guarnecer as gamelas municipais, porque afinal isso é que é fundamental. Simplesmente lamentável!!! Mas que havemos de fazer?!? -É a vida! dizia o outro.
 
Há, porém, duas perguntas incómodas mas inevitáveis: Depois disto, que autoridade moral terá a autarquia para exigir aos particulares respeito pelo património, quando os próprios empreiteiros de obras municipais o não respeitam? Além de se considerarem acima de qualquer suspeita, estarão os eleitos da relativa maioria igualmente convencidos de que a Lei se lhes não aplica? Só nos faltava mais essa...
 
 


VAMOS LÁ VER!

A temática de hoje pode soar a repetição para alguns mas atendendo às confusões que ainda parecem subsistir em algumas pessoas, julga-se proveitoso voltar ao mesmo assunto.
Não é possível pensar-se em Monarquia Ocidental sem se pensar imediatamente em democracia. Este dois são conceitos indissociáveis. Já se sabe que há quem não goste dos exemplos normalmente referidos para ilustrar essa relação entre Monarquia e democracia mas a verdade é que países como Espanha, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, etc são Monarquias e todos vêem esses países como democráticos. Neles existem eleições livres para órgãos nacionais (Governo e Parlamento) e órgãos locais (o que em Portugal corresponde a Juntas e Câmaras Municipais). Nas Monarquias existem eleições (e referendos) livres que, pela independência do Chefe de Estado relativamente às forças politicas, vêem o seu poder reforçado. Se as Monarquias Ocidentais não fossem democráticas por certo não seriam aceites nem pelas populações nem pela comunidade internacional e há muito teriam deixado de existir.
Desta forma a questão do regime prende-se no debate Monarquia versus República. A questão da democracia não se coloca (pelo menos do dado da Monarquia já que nenhum monárquico aceitaria dela abdicar).
Dirão alguns que nas Monarquias o Monarca é apenas uma figura decorativa e simbólica, só tolerada por questões históricas. Pura ilusão! É verdade que os Monarcas não participam na governação dos seus países (a sua função é reinar e não governar) mas a sua acção, embora normalmente seja discreta, vai muito além da simples decoração: contribui activamente para a estabilidade nacional (entre outros pontos, devido à sua já referida independência perante os poderes políticos).

«DE TRINDADE COELHO, A PROPÓSITO DA MORTE DA RAINHA D. AMÉLIA DE ORLEÃES (1951)

"Não dependo da realeza, como não dependo de qualquer facção partidária. A minha alma juvenil tem vibrações de entusiasmo sincero, desde entusiasmo franco e lhano, despreocupado e são, que não tem a pautá-lo a norma servil da conveniência.
 
Eu não sei genuflectir ante eminências sociais de qualquer categoria que sejam, não sei calar a voz da consciência para vir a público desempenhar o papel de turibulário oficial.
 
O preito que ora venho render à Majestade que passa é, por conseguinte, o preito de alguém que não tem nos lábios o sorriso que cativa para que ele lhe disfarce o veneno do coração.
 
Este preito antes de ser dirigido à Rainha é dirigido à Mulher; antes de ser a manifestação balofa da minha admiração pela púrpura e pelo arminho do manto - é o tributo do meu respeito à Virtude que enobrece e que tem a consagrá-lo as bênçãos dos infelizes.
 
A realeza do trono fez da princesa uma Rainha, a realeza da Virtude fez da Mulher um Anjo.
 
Por isso eu a saúdo na sua passagem, por isso eu curvo a minha fronte como a curvaria diante da minha mãe, e só diante dela.
 
E é sincera a saudação, e é bem justo o preito, porque tem a justificá-lo a realidade positiva dos factos.
 
Salve, pois, Rainha dos Portugueses! Caiam sobre ti as bênçãos do Céu como caem sobre os desgraçados as bênçãos da tua Caridade.
 
E é em nome dos desgraçados, em nome dos desprotegidos da sorte, que eu te venho saudar, a ti que se não tivesses um trono que te dá a tua posição e o teu sangue, havias de ter aquele que a virtude te levantou e ante o qual eu ajoelho com aquele respeito com que só o faço no túmulo de minha mãe.
 
Mais que os brilhantes da tua coroa, brilham as lágrimas de gratidão daqueles que a tua caridade protege. por isso te abençoamos, por isso nos orgulhamos de te respeitar como Rainha porque te adoramos como Mãe."

Nunca palavras destas foram ditas a respeito de alguém da República e muito menos ainda, da própria "criatura" que já há 101 anos nos sufoca e parasita.»
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

LÍBIA: HERDEIRO DO TRONO DO ANTIGO REINO DIZ-SE "PRONTO A SERVIR O POVO"

O herdeiro do trono do antigo reino da Líbia, Mohammed al-Senussi, no exílio há mais de 20 anos, declarou-se “pronto a servir” o seu país se o povo quiser, numa entrevista ao semanário alemão Die Zeit.

”É o povo que deve decidir”, disse Mohammed al-Senussi, 49 anos, reclamando “um Estado democrático“, segundo um comunicado divulgado antes da publicação da entrevista na quinta-feira.

”Ver a bandeira da liberdade hasteada em Tripoli deixa-me muito feliz e orgulhoso do meu povo”, afirmou.

 Al Senusi também admite ter negociado nos últimos dias com personalidades “oficiais” na França e conversado com os embaixadores da França e Reino Unido em Trípoli, segundo o Die Zeit e considerou que a Líbia não corre o risco de ser um país ingovernável.

“A Líbia não é o Afeganistão, o Iraque ou o Iémen. O sistema de clãs é totalmente diferente. Estes não querem o poder, querem uma vida razoável. Os líbios não são muçulmanos fanáticos”, declarou.
  
Al-Senussi é sobrinho-neto do rei Idriss I, destituído por Muammar Kadhafi em 1969, e é filho de Hassan al-Senussi, designado em 1956 como príncipe herdeiro e falecido em 1992.

Depois de ter continuado a viver na Líbia, a família exilou-se em 1986. Desde então Al-Senussi viveu nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e em França.

Publicado em Causa Monárquica

CRISE DE IDENTIDADE EM PORTUGAL

Andando pelas ruas dum tradicional lugar de veraneio, vejo jovens portugueses envergando t-shirts com figuras de indivíduos que nada têm a ver com a cultura portuguesa, europeia, ou, sequer, ocidental. Daria vontade de rir, pelo paradoxo e ridículo, caso não fosse um triste sinal da ignorância e da falta de referências de toda uma juventude. Dupla ignorância, pois nem lhes passa pela cabeça quem são os vultos que transportam ao peito, e porque, também por desconhecimento, não conseguem encontrar, na nossa riquíssima e apaixonante História, personagens para ostentar orgulhosamente junto ao coração. Sendo certo e sabido que um Povo que não tem memória não tem futuro, esta falta de referências — iconográficas e conceptuais —, por parte dos nossos mais novos, conduzirá, a curto prazo, à total e completa falta de identidade de Portugal. Resta-me pensar que esta situação se deve a uma nova forma de crise de crescimento; dos jovens, que não do País, porquanto os 900 anos de Portugal lhe conferem antes a elevação da sabedoria e não a insegurança da adolescência. Assim, quero crer que, se alguém tiver a iniciativa de produzir t-shirts com as imagens de D. Afonso Henriques, Nun'Álvares, Camões, Pessoa — e tantos outros santos, sábios e heróis —, haverá ainda portugueses prontos a vestir a camisola. Façam-se.
 
João Marchante

RAINHA DONA AMÉLIA APRENDE A ANDAR DE BICICLETA.

Foto de um desconhecido de S.M., A Rainha Dona Amélia no picadeiro do Palácio da Pena, em finais do séc. XIX, aprende a andar de bicicleta.
Foto do album de fotografias da Rainha Dona Amélia que se encontra no Palácio de Vila Viçosa.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

25 DE AGOSTO DE 1580, DIA FATAL PARA AS PRETENSÕES DO DETERMINADO, O LUTADOR, O INDEPENDENTISTA

Neto de D. Manuel I, porque filho do infante D.Luís e de  Violante Gomes, "a Pelicana", ( com quem terá casado em segredo ), foi D. António, Prior do Crato, pretendente ao trono durante a crise sucessória de 1580, e, do mesmo modo que D. João I em 1385, o preferido do povo, que o aclamou rei a 24 de Julho daquele mesmo ano; por pouco tempo porém, pois que «Sabendo o duque de Alba por espias e ruins portugueses [ os Migueis de Vasconcelos de então ], como grande parte da gente da cidade se recolhia a ela a dormir em suas casas, acometeu de súbito o arraial do Senhor D. António trabalhando de entrar pela ponte de Alcântara », tendo-se aí travado, a 25 de Agosto, uma batalha decisiva, da qual D. António saiu derrotado.

Mas o filho de D. Luís continuaria rei de uma parcela do território português, os Açores, cujo corregedor, Ciprião de Figueiredo, escreveria, em 1582, a Filipe II de Espanha «  Antes morrer livres que em paz sujeitos ». Só um ano depois, em 1583, os castelhanos alcançariam o intento de entrar na Ilha da Terceira, baluarte da resistência portuguesa ao domínio espanhol.

publicado por Cristina Ribeiro em Estado Sentido

Dom António, Prior do Crato

Nasceu em Lisboa, filho de uma mulher do povo e do infante D. Luís. 


Seu pai desejava que ele seguisse a vida eclesiástica e a sua educação processou-se em sucessivos mosteiros e colégios religiosos, tendo tido por mestres o grande humanista Fr. Diogo de Murça, o padre Simão Rodrigues de Azevedo, o teólogo Pedro MargaIho a D. Frei Bartolomeu dos Mártires. 


Com a morte de seu pai decide romper com a carreira que lhe tinha sido imposta. Já prior do Crato e com as ordens de diácono, recusa a ordenação de presbítero e comporta-se como pessoa secular. Por esse motivo, seu tio o cardeal D. Henrique manifesta-lhe um ódio declarado, o que o leva a exilar-se em Castela, em várias ocasiões, durante a menoridade de D. Sebastião. Com a subida ao trono deste monarca e gozando da sua estima, D. António desempenha o cargo de governador de Tânger. 


Obtém, então, dispensa do papel das ordens de diácono. Toma parte na batalha de Alcácer-Quibir e é feito prisioneiro. Resgatado, regressa a Lisboa para chefiar um dos partidos nacionais que se opunham à candidatura de Filipe II ao trono português. O prior do Crato baseava a sua candidatura na situação de filho legitimado do infante D. Luís, segundo filho de D. Manuel, uma vez que não havia descendentes directos de D. João III. Era necessário, todavia, provar o matrimónio secreto de seus pais. Organiza-se um processo a D. António obtém uma sentença favorável, mas a actuação pessoal do cardeal-rei, que contesta aquela decisão, culmina numa nova sentença desfavorável. 


Com a morte do cardeal, as tropas filipinas entram em Portugal. Os partidários do prior do Crato aclamam-no rei em Santarém; Lisboa e Setúbal recebem-no vibrantemente e, em breve, quase todos os burgos do reino alinham a seu lado. Mas, não dispondo de exército organizado, nem de recursos, é derrotado na batalha de Alcântara pelo exército castelhano. Consegue fugir com dificuldade para o estrangeiro onde, nas cortes de França a de Inglaterra, procura obter auxílio para lutar contra Filipe II. 


Duas esquadras francesas enviadas à Ilha Terceira são derrotadas sucessivamente pelos castelhanos. A Terceira perde-se, como último bastião de D. António. Vivendo miseravelmente em França, a expensas de Catarina de Médicis resolve passar à corte de Isabel I pedindo novo auxilio. Os ingleses como represália contra o ataque da Invencível Armada, resolvem enviar a Portugal uma esquadra, comandada por Drake. D. António desembarca em Peniche mas sofre novo desaire. Regressa a França e, depois de ter conseguido um novo auxílio de Henrique IV, morre em Paris de uma crise de uremia, sem realizar o projecto por que tanto lutou.
 
Ficha genealógica
 
D. António nasceu em Lisboa, em 1531, tendo falecido em Paris, a 26 de Agosto de 1595, tendo sido enterrado no Convento de S. Francisco da mesma cidade. Era filho natural ou legitimado do infante D. Luís e de Violante Gomes, mulher plebeia. Foi rei de Portugal desde 19 de Junho de 1580, data da sua aclamação em Santarém, até à derrota de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte.

Nunca resignou aos seus direitos e, embora exilado em França a na Inglaterra, manteve luta armada contra Filipe II, nos Açores (1582‑1583) a em Lisboa (1589). De várias mulheres teve 10 filhos, sendo os mais conhecidos:

1. D. Manuel de Portugal (n. em Lisboa, 1568; f. em Bruxelas, a 22 de Junho de 1638), acompanhando seu pai no exílio e vivendo em França, na Inglaterra a na Flandres. Casou em 1597 com Emília de Nassau, princesa de Orange, dela se separando em 1625 por motivos de ordem religiosa;

2. D. Cristóvão de Portugal (n. em Tânger, em Abril de 1573; f. em Paris, a 3 de Junho de 1638). Viveu também no estrangeiro, sustentando a causa paterna e, após a morte de D. António, manteve vivo o mesmo ideal.