28.º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

28.º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CENTENÁRIO DO REGICÍDIO - HOMENAGEM DOS ARAUTOS D'EL REI

A INSISTÊNCIA NA IRRACIONALIDADE ... O ADIAMENTO DOLOROSO OU A CONDENAÇÃO?


Tenho insistido que a crise portuguesa é muito mais profunda e grave, do que uma simples crise financeira. Pior, a crise financeira é o resultado acumulado de uma política insustentável, que impulsionou Portugal para uma situação de tal forma grave, que perante uma crise financeira internacional, nos vemos confrontados com uma total incapacidade de decisão autónoma que não seja cumprir os sacrifícios que nos impõem do exterior.

O que exigem de nós hoje, é contenção na despesa pública e a credibilidade necessária no cumprimento nesse objectivo.

O que nos exigem os mercados é apenas uma garantia real e credível para nos continuarem a emprestar dinheiro e não elevarem demasiado as taxas de juros desses empréstimos externos.

Exigem-nos moderação na despesa pública e receitas suficientes.

É preciso perceber que a moderação da despesa pública só vai ser possível, através da diminuição dos rendimentos actuais de mais de 6 milhões de portugueses, que vivem exclusiva e directamente do erário público.

É preciso perceber que estamos à mais de uma década em estagnação do desenvolvimento económico e que agora com todos os mercados em contenção, estamos ainda mais estrangulados nessa capacidade de crescimento.

É preciso perceber que estas questões determinantes para a situação crítica que agora vivemos, resulta de políticas insustentáveis protagonizadas por três partidos dominantes e irresponsáveis.

É preciso entender que a a ausência de credibilidade indispensável para assumir os compromissos que nos exigem os mercados, resulta do facto objectivo de que são esses mesmos partidos a querer manter a gestão das contas públicas.

A situação não pode continuar a ser escamoteada, nem adiada.

Tal como nenhuma entidade bancária continuaria a oferecer créditos a um empresário irresponsável e despesista.

Tal como nenhuma entidade bancária continuaria a dar crédito a uma empresa, que não tem mercado para os seus produtos, ou que não produz competitivamente para o mercado.

Tal como nenhuma entidade bancária continuaria a dar crédito a uma empresa para o pagamento de mordomias dos seus gestores e para despesas correntes, que não mostrasse garantias de produtividade.

Os actuais gestores das finanças públicas, os actuais governantes, os actuais partidos, não dão nenhuma destas garantias essenciais aos mercados.

A questão é assim exclusivamente política e não financeira.

Os partidos dominantes insistiram e comprometeram Portugal, num caminho insustentável.

São esses mesmos partidos que pretendem agora assumir a credibilidade internacional indispensável…uma impossibilidade.

A questão é assim de falência do sistema político e do regime.

Não podemos esperar que sejam esses partidos a reconhecer esta evidência. Eles são os responsáveis, mas também os beneficiários. Eles tudo farão para não perder o seu protagonismo e os seus benefícios.

Passos Coelho, o novo líder do PSD, dizia que votaria contra a proposta de resolução…mas agora presta-se já a aliar-se ao PS, na defesa do sistema.

Este novo líder, foi eleito no seu partido, através da mensagem de mudança.

Quem acredita hoje na sua credibilidade como protagonista dessa mudança exigível?

Não será o facto de dar a mão a Sócrates que irá aumentar essa credibilidade.

Nem nela acreditarão os portugueses e muito menos as “temerosas agências de rating”.

O resultado desta união política dos irresponsáveis que nos conduziram a este caos, poderá permitir um adiamento, mas nunca a solução, muito menos a mudança indispensável.

Os portugueses não serão mobilizáveis pelos causadores dos sacrifícios que os esperam, para o seu silenciamento e resignação.

Os portugueses exigirão responsabilidades a quem lhes retirou o sonho e a ilusão.

Esta defesa desesperada dos partidos dominantes e irresponsáveis, através da sua união promovida pela sua incapacidade de dar garantias externas suficientes, vai apenas originar o despertar das consciências dos portugueses, que terão de novo de voltar a assumir o poder da governação e dos destinos de Portugal.

Certamente irão surgir graves conflitos e agitações nesta expressão popular.

Os portugueses já há muito vinham sentindo que a ilusão teria de terminar, por isso a maioria já não se revê nos actuais partidos políticos e neles não acredita.

Estes partidos fecharam o sistema e o regime numa Oligarquia, que impede o surgimento de novas forças políticas e de projectos de esperança.

Ficamos bloqueados por este sistema que agoniza.

Que não tem crédito interno, nem internacional.

A tentativa desesperada de salvação, vai passar pela tentação de promoverem a transferência de credibilidade e de responsabilidade para a União Europeia.

Será o passo seguinte desta irresponsabilidade dos partidos dominantes.

Mas então a questão será ainda mais grave e preocupante…estaremos então a debater o verdadeiro e importante problema nacional.

A preservação de Portugal como Nação independente e soberana.

Esta é a grande questão histórica que se coloca aos portugueses, aos gregos, aos alemães e a todos os outros membros.

A União Europeia tem como única justificação humanística, a preservação da paz.

Mas a violência com que esta ambição legítima e natural, está a ser imposta em contraste com os direitos dos seus povos e das suas sociedades, constitui uma afronta gravíssima à sua dignidade e aos seus direitos de livre escolha.

Quem acredita que será possível a total submissão das identidades dos povos, perante objectivos que suscitam suspeições, dúvidas e retiram direitos, está redondamente enganado.

Acreditar em projectos que são germens de conflitos e não é defender o objectivo de paz.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FAMÍLIA REAL SERÁ RECEBIDA PELO PAPA BENTO XVI

Depois da missa que celebrará no Santuário de Fátima no dia 13 de Maio, Bento XVI deverá reunir-se em privado com com Dom Duarte de Bragança e outros elementos da Família Real. Segundo apurou o DN, neste encontro, cujos contornos ainda não estão definidos, estarão também presentes representantes de uma família católica.

Nas celebrações em Lisboa e no Porto, haverá também momentos específicos para Bento XVI se encontrar particularmente com alguns católicos, representativos de grupos específicos dentro da Igreja. No Terreiro do Paço, antes de a missa começar, o Papa receberá uma imagem de Nossa Senhora das mãos de uma família católica. Dois presentes simbólicos - um estandarte e um quadro - serão ainda entregues ao Papa por alguns membros da comissão que acompanhou o processo de canonização de Nuno Álvares Pereira.

Os presentes oficiais serão entregues a Bento XVI pelos bispos e pelos representantes das dioceses. A conferência episcopal vai oferecer um conjunto de 20 aguarelas do pintor Avelino Leite sobre os mistérios do rosárioda autoria do pintor Avelino Leite. A oferta das obras do pintor de Santo Tirso será feita no encontro dos Bispos com o Papa, dia 13 de Maio, em Fátima. Avelino Leite ainda está a dar os retoques finais, mas adianta que os mistérios estão divididos em quatro grupos: gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.

Na cerimónia de Fátima, no dia 12 ou 13 de Maio, Bento XVI poderá dizer algo sobre a beatificação de João Paulo II. Pelo menos é esta a expectativa dos bispos portugueses e das centenas de jornalistas. Apesar de o Vaticano já ter afirmado que a beatificação não deverá ocorrer este ano, até porque as datas de anúncio de novos beatos já foram conhecidas, há a expectativa de que Bento XVI antecipe o processo relativo ao seu antecessor num local que lhe era 'sagrado'. Bento XVI faz questão ainda de prestar homenagem aos três pastorinhos, visitando os seus túmulos.

(Fonte: Diário de Notícias de 29-04-2010 )

PRESENÇA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE, SÁBADO NA 27º OVIBEJA

Como já anunciamos anteriormente, e como vem sucedendo de há uns anos a esta parte,também este ano, de 28 de Abril a 2 de Maio, durante a grande feira do sul, a OVIBEJA, a Real Assocciação de Beja, terá um stand no pavilhão insitucional, a partir do qual promovemos a divulgação das nossas ideias, dos nossos símbolos, a exposição e venda de livros e de produtos e símbolos Monárquicos. Também anualmente, neste concorridíssimo certame, reservamos o dia 1 de Maio para a visita de S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio, sempre convidado e que apenas por impossibilidade absoluta, ausente no estrangeiro, no passado ano não esteve presente.

Para além do convívio Monárquico e divulgação do nosso Ideário, que a presença da Família Real potencia, promovemos também, em cada ano, um colóquio de reputado interesse ideológico com a concumitante importancia social e regional, dado que é da nossa vontade e interesse que seja aberto ao público em geral.

Este ano, com as características dificuldades vividas, como eufemisticamente as podemos apelidar, o colóquio, a realizar a 1 de Maio, no Anfiteatro da OVIBEJA terá como tema: "As Misericórdias, uma Régia ideia assistencial/ A Monarquia, uma ideia de futuro ".

O programa será o seguinte:

Dia 1 de Maio 2010
(SÁBADO)

13H30 - Chegada de Sua Alteza Real à porta principal do certame. Aguarda: Banda de Música que entoará os Hinos, Real Associação, Convidados, Directores da OVIBEJA.

14H00 - Almoço, em restaurante da feira, com associados, palestrantes e convidados;

(O preço habitual do almoço costuma ser cerca de 20,00€ - Inscrição até 29 de Abril);

Interlúdio com o Rancho de Farinho do Alentejo

15H30 - Anfiteatro da Ovibeja colóquio "As Misericórdias uma Régia ideia assistencial/a Monarquia, uma ideia de futuro";

17H30 - Visita ao stand da Real Associação de Beja - Contacto com a comunicação social, associados, simpatizantes - Interpretação de temas dedicados a Sua Alteza Real, pelas Tunas Universitárias de Beja.

18H30 - Visita ao Pavilhão Institucional.



Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, / Define com perfil e ser / Este fulgor baço da terra / Que é Portugal a entristecer – / Brilho sem luz e sem arder, / Como o que o fogo-fátuo encerra. / Ninguém sabe que coisa quer. / Ninguém conhece que alma tem, / Nem o que é mal nem o que é bem. / (Que ânsia distante perto chora...?...) / Tudo é incerto e derradeiro. / Tudo é disperso, nada é inteiro. / Ó Portugal, hoje és nevoeiro... / É a hora!

("in" Mensagem - Nevoeiro - Fernando Pessoa)

A EUROPA DESMANTELADA

Europa desmantelada

A Comunidade Económica Europeia, foi alicerçada em três princípios fundamentais de que resultou o seu sucesso.
Unicidade de Mercado, Preferência Comunitária e Solidariedade Financeira.
As Nações mais arrasadas com a segunda guerra mundial, encontraram no alargamento dos seus mercados, na prioridade de consumo dos seus produtos nesse mercado único e no financiamento solidário dos investimentos, uma fórmula de êxito que originou um desenvolvimento extraordinário nas três primeiras décadas da segunda metade do século XX.
A ansiedade de partilhar tal êxito, alastrou-se aos países vizinhos.
Novas e progressivas adesões a esse projecto político, que tinha na sua origem uma exclusiva ideologia económica como base de sustentação e continuava a garantir a cada Nação as decisões sobre a sua soberania própria.
Esta construção Europeia, teve como mensagem e objectivo, uma grande influência política em Portugal. O sonho de pertencer ao mercado rico da Europa, de beneficiar dos seus princípios e pilares, foi a consistência determinante para as escolhas de regime político, que então se consolidaram.
Sem Império, não poderíamos ficar isolados e seguimos o sonho, aliciados pelo êxito que nos era apresentado.
A Europa também passou a sonhar com a sua União Política. Começou-se a por em causa a noção ancestral de Nações e generalizou-se como tese oficial política o caminho da Federação de Estados Europeus.
No Mundo emergiam então novos estímulos em que o comércio passava a ser dominante.
Criou-se a Organização de Comercio Mundial ( OMC) e a aspiração americana de conquistar mercados emergentes sobretudo na Ásia, impôs a lei da Globalização. A União Europeia é chamada a participar nesta nova ideologia mundial e alinha convencida de que a sua capacidade produtiva também tudo tinha a ganhar com a abertura de novos mercados.
Matou-se então dois dos princípios e pilares fundamentais da União.
Desapareceu a preferência comunitária, pela eliminação das barreiras alfandegárias e a unicidade de mercado foi amplificada ao mercado mundial.
Portugal não estava preparado para tão grande mudança, não tinha beneficiado da política de êxito europeia, pois tinha aderido, demasiado tarde. Obteve a compensação através do único princípio que ainda restava. Beneficiou dos Fundos Comunitários decorrentes do princípio da solidariedade financeira entre os Estados membros.
O princípio da solidariedade financeira, foi assim o sustentáculo quase exclusivo do benefício de Portugal, que não pode usufruir dos outros mecanismos que entretanto desapareceram.
A Agricultura e as Pescas são os sectores mais afectados e numa larga medida destruídos, com esta situação. As pequenas empresas produtivas e comerciais, em que se baseava a nossa economia, são também elas asfixiadas pelo choque brusco da concorrência mundial.
Conclui-se naturalmente que o princípio da solidariedade financeira é insuficiente para manter uma Europa de Nações, que têm enormes desigualdades de natureza económica.
Cria-se a moeda única e acelera-se a tentativa da Federação de Estados.
A exigência foi tão forte e a pressa passou a ser tão grande, que se esquecem e atropelam grosseiramente, os princípios elementares dos sistemas políticos das Nações.
A democracia é renegada e o Tratado de Lisboa, é um triste exemplo de como é possível sonegar todos os direitos dos povos, de Nações independentes.
A Europa criara entretanto um monstro burocrático, que se passa a afirmar como dominante em termos das suas decisões. A Comissão Europeia, que originariamente era um instrumento de apoio político, assume o protagonismo político, apenas sujeita a um hipotético e ténue controlo dos representantes dos povos das Nações e a uma negociação permanente com os seus dirigentes governamentais.
Uma Europa de dominada pelos Comissários e pelos Funcionários da Comissão, travestida com umas vestes de parecença democrática, que reforçam o seu poder, liberto do controlo dos povos das Nações e que permite domínio total sobre as decisões.
Esta poderosa Comissão Europeia dominante e dominadora, também é por esse facto, de uma enorme permissividade à influência dos actuais donos do mundo, que são a banca e as multinacionais.
Portugal, ficou assim totalmente dependente e totalmente fragilizado.
Faz parte de um clube de ricos (ou de ex-ricos), sem ter receitas suficientes para os acompanhar nos sonhos de despesa e de hábitos de vida.
Porém também o único pilar que restava desta União, é posto em causa, antes mesmo da sua consolidação política como Federação de Estados.
A crise financeira mundial, veio trazer a nu, algumas das debilidades e incapacidades europeias.
A União fomentou os Estados providência que absorvem de tal modo os recursos, ao ponto de inviabilizar as empresas na sua luta permanente de concorrência mercado mundial.
A questão política que se coloca agora à União Europeia é a da viabilidade do seu projecto político.
As empresas das economias mais sóbrias da Europa perdem competitividade no mercado mundial e o desenvolvimento sustentado das Nações está em risco.
Os países periféricos não conseguem suportar as suas despesas e a sustentabilidade das suas economias e dos seus regimes políticos é cada vez mais duvidosa.
Totalmente dependentes, estes países, como Portugal e a Grécia, exigem uma inequívoca expressão do princípio da solidariedade, o ultimo pilar de suporte da União Europeia.
A Alemanha, foi a Nação motora da moeda única e do princípio da solidariedade financeira, por razões de natureza nacionalista. A sua economia vivia do mercado europeu e a solidariedade representava a forma de garantir o mercado das suas empresas.
Os países periféricos não contam para este desiderato alemão.
Por razões de natureza nacionalista a Alemanha irá dar uma forte facada no princípio que sustentou. Não estará disponível para a solidariedade financeira e para ajudar os países periféricos.
A questão grega, portuguesa e eventualmente espanhola, vai também por em causa o último pilar da União Europeia.
A ameaça já é grande e já está muito divulgada. A Alemanha diz, que saiam do euro, pois o euro tem de ser forte e não pode estar sujeito a incumprimentos de alguns.
A saída da moeda única. A eliminação do princípio da solidariedade financeira.
Ao desabar o último pilar da construção europeia… o que fica como sustentação do seu projecto político?

José J. Lima Monteiro Andrade

quarta-feira, 28 de abril de 2010

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE SOBRE OS NÚCLEOS DAS REAIS ASSOCIAÇÕES

Das palavras de S.A.R. Senhor D. Duarte na tomada de posse do Núcleo Monarquico de Abrantes da Real Associação do Ribatejo (10 de Abril de 2010)

Ao núcleo de Abrantes da Real Associação do Ribatejo

Caros Amigos

Fico feliz com a boa notícia do relançamento do vosso Núcleo Concelhio , pois a vossa região é fértil em homens e mulheres disponíveis para lutar pela Restauração de Portugal , e tem dado boas provas no passado !

A disponibilidade de uma sede bem colocada em Abrantes é um excelente trunfo. Em conjunto com os locais que dispõem em Santarem , permite ao vosso núcleo e à vossa R.A. Ribatejo dinamizar a região norte da província.

Tenho verificado que os vossos núcleos concelhios costumam ser pólos eficientes de dinamização da actividade de informação e doutrinação monárquica . Essa é na verdade a primeira razão de ser das R.A.

Verifico tambem que a área geográfica das antigas Províncias é aquela na qual as populações melhor se revêem . Terá sido um erro delimitar as Reais Associações pelos distritos republicanos , mas a vossa RA evitou esse erro, e agora a Causa Real decidiu tambem alterar o seu estatuto nesse sentido .

As dificuldades foram originadas por excelentes pessoas que infelizmente não perceberam os objectivos do Movimento e ficaram muito agarrados aos seus pequenos poderes e prestígios locais em vez de ter uma visão global da Restauração .

Entretanto alguns traidores ou infiltrados conseguiram tomar conta de algumas poucas R.A., comprometendo o trabalho realizado durante anos pelos seus militantes ! Outras simplesmente pararam por falta de dinamismo . Duas das RA vossas vizinhas estão nessa situação e precisam da nossa ajuda...

Se os núcleos concelhios potenciam a dinamização de esforços a nível local , a criação de novas Reais Associações que viessem fragmentar as já existentes seria desnecessária e iria desestabilizar a estrutura a nível nacional . O contrário é que por vezes se torna necessário .

Devemos concentrar-nos na urgente ação política , e não perder tempo e dispersar esforços com assuntos não essenciais ..

Recomendo tambem que em coordenação com a Causa Real e com outras Reais, (para não dispersar esforços) o vosso grupo da juventude crie umas boas páginas na net. Servem para que muita gente vos possa contactar sem ter de ir às sedes ou tentar telefonar e como meio de doutrinação. É indispensável atualizar a informação regional e nacional para manter o seu interesse. E criar ligações, por exemplo às minhas páginas e a boas páginas monárquicas nacionais e estrangeiras.

Convem tambem ter um horário regular de abertura das Sedes, nem que seja durante algumas horas em alguns dias da semana .

Esperando ter em breve a oportunidade de vos visitar , despeço-me com os meus sinceros votos de sucesso à vossa patriótica iniciativa !

Dom Duarte

25 DE ABRIL. UMA REFLEXÃO. POR DAVID GARCIA.


UM LIVRO INDISPENSÁVEL

Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte apoiou o 25 de Abril de 1974 com vista à instalação da Democracia em Portugal e o fim da Ditadura. Lamento ter que dizer isto, mas hoje vi alguns monárquicos a dizerem que estão de luto: Pergunto, estão de luto porquê? O Senhor Dom Duarte defende uma Monarquia Democrática! Defende a Democracia e a Liberdade. A Liberdade e a Democracia não são um exclusivo Republicano. Os Monárquicos democratas, como eu, não estarão seguramente nunca de luto, para festeja a Democracia e a Liberdade. Os Monárquicos poderão estar é estar de luto, um ano inteiro daqui para a frente, pois a Pátria está decadente e ninguém tem mãos para a levantar!

Concluo que mesmo muitos monárquicos não conhecem o seu Rei! É muito grave, pois sem conhecerem bem o Rei, não podem defender convenientemente bem a Monarquia para o futuro de Portugal.

A Monarquia está bem longe de ser restaurada em Portugal, porque alguns monárquicos que dirigem agarraram-se aos “10 mil” associados e não procuram aumentar o número de associados à população em geral. A criação dos Núcleos Concelhios, de nada valerão se não houver trabalho de campo de angariação de novos associados e uma nova política de comunicação e marketing político. Enquanto não se mudar a opinião que as pessoas têm sobre os Monárquicos, que o vêem como um movimento elitista, não será fácil haver Monarquia em Portugal, pois a Causa Real precisa de ser um movimento popular e não pode viver constantemente à sombra do Rei. Há que ter iniciativas próprias. Estamos em pleno Centenário da República, custa-me muito como Monárquico não ver mais da parte da Causa Real. Está tudo à espera do 5 de Outubro de 2010. Não há reacções nenhumas à demagogia republicana que entra pelas nossas casas dentro, todos os dias. Está-se a perder a única oportunidade das nossas vidas em vermos uma possibilidade de restauração da monarquia em Portugal. Apelo a todos os monárquicos para fazerem passar a mensagem monárquica para os Portugueses em geral. Todos teremos que fazer o que alguns pensam que cairá por “graça divina”. Se não fizermos por isso, a nossa Pátria morrerá.

Viva a Democracia! Viva o Rei!

David Garcia

terça-feira, 27 de abril de 2010

VAMOS VESTIR PORTUGAL DE ALEGRIA


Na próxima sexta-feira, dia 30 de Abril, pelas 11h30, S.A.R. a Duquesa de Bragança associa-se à campanha de recepção ao Papa Bento XVI, abrindo as portas de sua casa de S. Pedro de Sintra à equipa representativa da campanha "Vamos Vestir Portugal de Alegria".

("in" Correio da Manhã - 27/04/2010)

IGUALDADE E FUTURO

O único argumento insistentemente mencionado pelos Republicanos é “As Monarquias não levam os princípios democráticos às últimas consequências, ou seja, à eleição do chefe de Estado” os mesmo “democráticos” que impõe a “forma republicana de Governo” na nossa constituição, vedando ao povo a possibilidade de um referendo, para podermos livremente escolher entre esta República imposta ou uma Monarquia moderna e democrática. Mas para que servirá um Chefe de Estado Repúblicano se tudo o resto é muito mau ?

Armando Marques Guedes, docente da Universidade Nova de Lisboa, admite que “é justamente pela não igualdade entre o Rei e o cidadão que a igualdade entre cidadãos se torna possível”. Por outras palavras, em tese, a Monarquia criará “uma desigualdade, com um caso particular que é único”, numa relação para a qual se encontra paralelo nas chamadas religiões do Livro: “Somos todos iguais, no sentido em que somos filhos de uma entidade superior”.

Para mim a Pátria é simbolicamente a tal entidade superior, e a Família Real a representatividade suprema dessa mesma entidade, necessitamos de uma sociedade feliz no campo dos afectos, cada vez mais próspera e democrática ao exemplo dos países mais desenvolvidos da actualidade (monarquias na sua maioria), anseio que o futebol deixe de ser a curto prazo o único instrumento de unidade e de orgulho entre o Povo Português.

Viva o Rei.
Viva Portugal.

Saudações Monárquicas

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL E DA REPÚBLICA: LIGAÇÃO ABUSIVA?


Já que hoje foi dia de associar por todo o lado a revolução do 25 de Abril de 1974 ao "centenário" da República e aos vultos republicanos, eu, monárquico, abaixo assinado, esclareço que:

a) O 25 de Abril deu-se para restaurar as liberdades garantidas pela constituição monárquica em vigor à data de 5 de Outubrio de 1910, ou seja, liberdade de opinião, de associação política, liberdade de imprensa, liberdade sindical, eleições livres, enfim, tudo direitos de cidadania mitigados durante a 1ª República e a 2ª do "Estado Novo" de Salazar;

b) Combatentes contra a ditadura republicana do dito "Estado Novo" como Francisco Lino Neto, Francisco Sousa Tavares, Sophia de Mello Breyner, Fernando Amado, João Camossa, Henrique Barrilaro Ruas, ou Victor Quintão Caldeira - só para mencionar alguns - não eram republicanos.

c) No posto de comando do 25 de Abril e posteriormente no próprio COPCON, participaram monárquicos convictos;

d) O estado a que a centenária República Portuguesa chegou não é da minha responsabilidade.

publicado por Luís Filipe Coimbra
(Fonte: Blogue "31 da Armada")

FOTOGRAFIAS DA RECENTE PRESENÇA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE NO CASINO DA FIGUEIRA DA FOZ

Panorâmica da Sala








Panorâmica da assistência




Intervenção do Dr. Miguel Pignatelli Queirós

Intervenção da Dra. Isabel da Veiga Cabral,
Vice-Presidente e Relações Públicas do Núcleo Monárquico de Abrantes


Mesa do Núcleo Monárquico de Abrantes: Dra. Isabel da Veiga Cabral (Vice-Presidente e Relações Públicas), Dr. Joaquim Ribeiro ( Secretário da Direcção) e Dr. Paulo Falcão Tavares (Presidente)

Intervenção do Dr. Joaquim Costa e Nora,
ilustre Presidente da Real Associação de Coimbra

Mesa da Real Associação de Coimbra



S.A.R. confraternizando com os presentes






Fotografias gentilmente fornecidas pela Real Associação de Coimbra

segunda-feira, 26 de abril de 2010

1º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA

Caríssimos!


Hoje, 26 de Abril de 2010, é DIA de ALEGRIA para PORTUGAL e para os PORTUGUESES por se comemorar O

 1.º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA.

Rezemos por este nobre e enorme reconhecimento deste HERÓI NACIONAL.

Com os melhores cumprimentos,

Joaquim Costa e Nora
Presidente da Real Associação de Coimbra

A Família Real Portuguesa foi nesse dia recebida em audiência pelo Papa Bento XVI.


A HISTÓRIA DO CAVALEIRO NUNO ÁLVARES PEREIRA
PARA AS CRIANÇAS
HistoriadocavaleiroDNuno

DIGA NÃO À REPÚBLICA


(Fonte: Monárquicos Nortenhos)

A VISITA DO PAPA A PORTUGAL

A Visita do Papa

A visita do Papa vem estimular a expressão da essência da sociedade portuguesa.

De origem Cristã, a sociedade portuguesa preserva na actualidade, apesar de todas as perseguições, maioritariamente a sua crença religiosa.

Esta identidade claramente maioritária da sociedade portuguesa, é um direito histórico e simultaneamente moderno e actual, que foi renegado através do conceito de Estado laico e republicano.

O laicismo é assim um conceito republicano, que foi introduzido em Portugal desde 1820, que teve momentos de expressiva vitória e cujo intuito foi sempre determinado pelo objectivo político, de retirar um direito de influencia política à sociedade portuguesa.

O laicismo do Estado é assim apenas uma negação de um direito da sociedade, de forma torna-la mais permissiva a influências externas, à uniformização de conceitos e à diluição de identidades.

A extinção das Ordens Religiosas de 1834, as perseguições religiosas e os esbulhos património da Igreja de 1910, a declaração de Estado Laico e renegação da Concordata em 1975, são marcos particularmente significativos desta influência Maçónica, contra os direitos da sociedade portuguesa e a favor da dissolução da sua identidade.

O laicismo do Estado é assim, uma negação de um direito da sociedade.

Com ele arrastou muitos outros direitos da sociedade, neste conceito perverso do Estado dos cidadãos.

Direitos até de natureza patrimonial, de são exemplos um enorme conjunto de bens que o Estado se apropriou, da Igreja Católica e de muitas outras organizações da sociedade civil, que não passando de esbulhos à sociedade, muitos deles são carcaças em ruína, sinais evidentes do erro, deste conceito de Estado. Igrejas, Edifícios das antigas Juntas, Corporações e Federações, que este Estado não conserva, nem dá funcionalidade e até exige pagamento pela restituição da propriedade a quem tem direito e a quem está disponível para a sua recuperação e a dar-lhe o uso adequado.

O poder exclusivo dos cidadãos nesta concepção republicana de Estado, desrespeita a mais natural das concepções democráticas, que é a condição do exercício dos direitos de cada um, se condicionar aos deveres perante a sociedade.

A eliminação do enquadramento dos direitos da sociedade, nesta concepção republicana de Estado, entrega esses direitos ao poder discricionário do Estado, sobrevalorizando os direitos e os interesses dos cidadãos nas decisões e subjugando os direitos colectivos a essa concepção.

Pilares da sociedade, como a Família e o seu sentido, sofrem por esta via enormes fracturas destruidoras, mas também outros valores e direitos da sociedade, como o direito ao conhecimento do seu passado, o próprio território, a cultura genuína, as tradições e vivencias particulares.

A negação desta consciência social, é conseguida através da propaganda de uma associação de ideias, que são uma mentira e um grande embuste.

Associa-se Estado Laico e Republicano, a conceitos como democracia, modernidade e evolução, para através da sua repetição sistemática, evitar a percepção popular do logro de que estão a ser vítimas.

Matou-se o debate, mas o povo sobe preservar a sua essência de identidade.

O Estado Laico e Republicano, divorciado do povo, foi por ele derrotado.

O povo português, continua a manter uma profunda identidade própria, continua organizado numa sociedade maioritariamente cristã e católica.

A visita do Papa, será uma inequívoca expressão moderna, desta identidade histórica portuguesa, do povo português, que o receberá com entusiasmo, reconhecimento, veneração e na esperança de uma ajuda que induza ao reforço da sua afirmação.

“Pátria, Deus e Família” será de novo rezado em voz baixa.

Obrigado Fátima; Obrigado Papa…

De um agnóstico, mas português.

José J. Lima Monteiro Andrade
(Fonte: Blogue "Desafio de Mudança")

AOS QUE TRABALHAM E SOFREM


CAROS PROLETÁRIOS!

Nem eu sei, ao falar-vos em que medida as minhas palavras poderão inspirar-vos confiança.

Avalio como soa ironicamente, ‘quase a troça, esta palavra — felicidade, aos ouvidos de quem, neste Mundo, sofre da triste condição proletária! Vós a procurais com ‘afinco, naturalmente, mas ides seguindo, desde há muito, caminhos errados, atrás de falsos profetas, em quem tendes confiado.

Começastes por repudiar Deus e a Sua lei, di­zendo que A RELIGIÃO É O ÓPIO DOS POVOS, quando aconselha paciência e resignação aos oprimidos. Se vós me pudésseis responder, perguntar-vos-ia onde e quando foi que a religião aconselhou resigna­ção para com as injustiças sociais derivadas da falta de consciência e do escrúpulo dos patrões. Também ela alguma vez a terá recomendado para com o gatuno que nos quer levar a carteira, ou para com o perro, que procura filar-nos as canelas? Não se deve confundir os princípios cristãos com o comportamento dos que se dizem seus adeptos, e que provam, pelos seus actos, serem mais judeus do que católicos. Ao lado disto, afirmais também que A PRO­PRIEDADE é o roubo. Estou de acordo convosco em que propriedade e até a prosperidade de muitos, foi e tem sido obtida à custa de desonestidades.

Mas isso só prova que possuir é a tendência natural de todo o  homem, e que, quando não se consegue alcançar a satisfação desse desejo por processos lícitos, ou a ambição incontida não se conforma com a lentidão destes processos, se recorre aos ilícitos.

Todo o homem quer possuir, para poder prover às suas necessidades, ser independente e livre. Em verdade, a propriedade seja do que for é uma condição essencial da liberdade.  Só é inteiramente livre (humanamente falando) o homem que não precisa de alugar o seu trabalho. a pessoa que dentro do condicionalismo legal, faz o que quer, vai para onde quer e quando quer.

Como se consegue esta liberdade, senão pela posse de bens? E como conseguistes vós, até agora, a pro­priedade do vosso vestuário, da vossa ferramenta, do vosso mobiliário? Sem dúvida, à custa do trabalho. De facto, a propriedade é, em princípio, trabalho acumulado. E outros que conseguiram juntar o trabalho acumu­lado por pais, sogros, avós, etc., puderam alargar a sua propriedade a uma residência, a uma quinta ou herdade, a uma oficina, a um estabelecimento comer­cial.

Não desejais vós, que pouco ou nada possuis, qualquer forma de propriedade? Decerto. E isso não quer dizer que sintais desejos de roubar. O vosso abatimento deriva, exactamente, do facto de nada possuirdes de apreciável, como se infere da expressão que tantas vezes usais: uns com tanto, e outros sem nada»!

É exactamente este, o justo motivo da vossa indignação.

Muitos proprietários esquecem ou ignoram que têm uma função social a desempenhar, qual é a de auxiliar os desprotegidos e de fomentar a produção. A propriedade não é o roubo. Mas quando ela se fecha no seu egoísmo deixa de ser inteiramente legítima. O que é preciso, nos tempos que correm, é varrer o egoísmo, recordando a uns e ensinando a outros, os seus deveres, para se poder alcançar um equilíbrio tão necessário como urgente.

E não argumenteis com a «propriedade colectiva» dos socialistas. Isso é o mesmo que a não-propriedade porque o que pertence a todos, não é de ninguém.

Pois já o vosso amor à liberdade que vos levou desamparados para as forças do dinheiro, devido à dissolução em que consentistes, das vossas antigas organizações profissionais. Quando destes pelo prejuízo, fostes à procura de defesa, e começastes por vos enfeudardes à de­mocracia que ouvíeis dizer ser o Governo do povo pelo povo. Breve vos desiludistes ao verificardes que ela era, reconhecidamente, o império das plutocracias e das oligarquias, mesmo quando, ou talvez, principal­mente quando, — se afirma socialista.

E, explorando o vosso cepticismo alguns pretendem agora atrair-vos para o comunismo, para a chamada ditadura do proletariado, que não é senão a ditadura de um partido único, ou seja, da meia dúzia dos seus dirigentes. Digo-vos, porém, desde já todas as dita­duras, e portanto também aquela, são filhas legí­timas da democracia, ainda que esta se recuse a per­filhá-las, sob pretexto de que não se parecem com a mãe. Mas entre ela e as filhas, nota-se apenas um diferença essencial: a democracia é a tirania do nú­mero; a ditadura é a tirania do … algarismo.

Compreendo plenamente a vossa angústia. A de­mocracia deu-vos em teoria (só em teoria. . .) «liber­dade para tudo» mas tirou-vos a garantia do pão quotidiano e portanto a base da autêntica liberdade. O comunismo oferece-vos a ração diária se fordes do partido) e mais nada, porque vos priva de Moda a li­berdade. Mas a vossa inteligência afirma-vos que há-de haver uma outra ordem social em que o homem possa «possua em liberdade e com satisfação, o pão que ar­duamente, ganhou cotn o seu suor, porque isso é que é natural.

Pois tendes razão, caros proletários.

Essa ordem social, embora  não instaurada em qualquer comunidade, existe, concebida pela inteligência, esclarecida à luz dos ensinamentos da história da Humanidade. É aquela que se baseia nos agrupamentos naturais do povo, especialmente na família (ordem político-administrativa) e no Sindicato (ordem económico-social). Não se trata de um sindicalismo revolucionário, com a greve geral» como arma principal, mas de uma modalidade de sindicalismo ,a , que outrora se chamou «reformista», fundado na colaboração cada vez mais necessária entre o capital e o trabalho.

É no seio dos seus organismos profissionais que a posição do trabalhador se há-de valorizar, e por meio deles, que intervirá  na administração pública e na luta pelas suas liberdades e prerrogativas humanas e sociais.

O mito da LUTA DE CLASSES, do ódio mortal entre patrões e operários, está a entrar, felizmente, no campo das efemérides históricas. Baseava-se ela, em parte, nas aquisições da CIÊN­CIA, do século passado, denunciando a luta pela vida e o triunfo do mais forte na existência dos animais. Mas a Ciência deste século já demonstrou que essa noção está longe de poder ser a regra em toda a Na­tureza, e talvez seja apenas a excepção, em vista da exuberância das associações animais, e principalmente do conhecimento das simbioses — verdadeiras afirma­ções de auxílio mútuo, com vista ao exercício das di­versas actividades vitais.

Também o Homem não pode viver isolado. Ele é um ser eminentemente social. Daí o individualismo ser um erro político que já ninguém hoje defende com seriedade. O exemplo da vida nas associações animais con­diciona uma modificação na mentalidade social, tendente a transformar a luta irredutível, em colaboração in­teligente, e útil para todos. Estes três erros, entre outros, vos têm trazido divorciados de tudo o que é nacional, cristão, e mesmo profundamente humano.

Mas já verificámos que a religião, á-parte o seu caracter sobrenatural de reguladora das nossas relações com DEUS, é a grande consolação dos que, neste Mundo, são infelizes.

Esforce-se cada pessoa, cada classe, por melhorar a sua condição, à custa de todos os meios legítimos e lícitos; mas permaneça intacta, para os mal sucedidos, para os incapazes, para os espoliados, para todas as vítimas indefezas da maldade humana, a esperança de que na OUTRA VIDA, terão parte na reparação que lhes foi anunciada há dois mil anos, pelas bem-aventuranças enunciadas por Jesus Cristo.

Verificámos também que a propriedade, na sua essência é trabalho acumulado, e fonte, de riqueza e de produção, quando cumpre inteiramente os seus deveres sociais e económicos. Verificámos, por fim, que a luta de classes é um mito, e que dentro de cada espécie de seres vivos, a associação é a regra e o auxílio mútuo domina o panorama da vida. Também o homem é naturalmente inclinado à associação e a inteligência afirma-nos, que para um fim comum, e útil a todos, devera ser Conjugados os esforços de todos.

Estou, porém, ouvindo duas objecções: E quem nos garante que no campo da colaboração, a nossa posição de mais fracos, de menos influentes, não será sacrificada à ambição da outra parte, menos escrupulosa e mais poderosa?

E quem nos garante que a propriedade, para que nós contribuímos, acabará por reconhecer os seus deveres, e deixará de constituir um elemento de opressão para passar a apresentar-se , corno agente de pro­gresso da colectividade? Tendes razão nas vossas objecções. A garantia é a base de todos os contractos.

Donde vos poderá, então, vir ela? Sem dúvida, do Poder, islo é, dos Governos. E para isso, não deverão estes ser susceptíveis de passar para as mãos dos poderosos das forças econômicas, dos ignorantes, dos maus, ou dos incompetentes. Garantida a vossa participação na vida administra­tiva do Estado, é preciso que o Governo supremo do agregado nacional não possa ser jogado aos dados, e que à Nação naturalmente organizada, corresponda um’ Governo também natural, e naturalmente transmitido. Ora dai vós à imaginação as voltas que quizerdes, e não encontrarei» outro nestas condições, que não seja o GOVERNO MONÁRQUICO.

Só o Rei que não deve o poder a nenhuma classe; que não provém de qualquer camada social: que não vai assumir funções sem estar para elas pre­parado; que. não precisa de criar amigos à custa da iniqüidade — pode ser o árbitro supremo, o vigilante da justiça, a garantia do cumprimento dos contratos, da execução das leis, da aplicação do castigo aos trans­gressores de má fé.

É por isso que nós, sendo sindicalistas e municipalistas, somos também MONÁRQUICOS.

O nosso monarquismo é mais uma consequência do que uma precedência. É também como conseqüência que nós vos convidamos a adoptá-lo. Meditai no que vos digo nesta resumida prátíca. E sede corajosos, desassombrados e inteligentes na resolução que. decerto, não deixareis de tomar. Nós não somos falsos profetas. O caminho seguro está aberto diante de vós.

(Fonte : Prédicas de um Monárquico, Jacinto Ferreira 1957)
Blogue "Esquerda Monárquica"

domingo, 25 de abril de 2010

O PRÍNCIPE REAL DOM LUÍS FILIPE DE BRAGANÇA

FRANCISCO SOUSA TAVARES (1920-1993) - UM MONÁRQUICO NO 25 DE ABRIL

Advogado, jornalista e político. Monárquico democrata, foi um activo opositor ao regime salazarista. Foi um dos contactos civis dos militares que em 1959 intentaram contra o regime naquela que ficou conhecida como Revolta da Sé . No dia 25 de Abril de 1974 o país conheceu-o através de imagens que ficaram célebres: do alto de uma guarita e através de um megafone foi primeiro político a falar à população que no Largo do Carmo, acompanhando as operações militares comandadas por Salgueiro Maia , aguardava a rendição de Marcello Caetano . Depois da revolução de 25 de Abril foi deputado pelo Partido Socialista e mais tarde pelo Partido Social Democrata. Em 1983, ocupou o cargo de Ministro da Qualidade de Vida no IX Governo Constitucional do Bloco Central. Foi casado com a poetisa Sophia de Mello Breyner.

(Fonte: Centro de Documentação 25 de Abril)

COMEMORAR O 25 DE ABRIL DE 1974

Desde há algum tempo a esta parte, se perfilam no panorama literário português algumas publicações e anúncios de eventos, destinados às comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril de 1974. Entre as publicações em causa, está um livro com uma entrevista de João Céu e Silva ao escritor António Lobo Antunes, onde a dado passo o entrevistado refere a sua experiência vivida na Ex-Província Ultramarina de Angola. As controversas narrativas do escritor sobre o modus operandi das Forças Militares Portuguesas, pretendem lançar literalmente no pântano a boa reputação de que estas sempre gozaram e que é seu apanágio. Creio ser legítimo, o direito (e dever) dos Militares Portugueses envolvidos nessas declarações, de se manifestarem com veemência contra tal afronta.

Também eu fui combatente em Angola, militar das Forças Armadas Portuguesas e apesar da pouca idade, pois ainda nem tinha 19 anos, me orgulho de ter combatido ao serviço da Pátria Portuguesa. Estive no centro da guerra, em locais como Nuambuangongo, Santa Eulália, Zala, Maria Fernanda, Quicabo, Quitexe, Região de Henrique de Carvalho, Santo António do Zaire, enclave de Cabinda e em tantos outros locais, onde a memória já me vai falhando − ou se recusando à lembrança −, na tentativa de os descrever a todos. Operei em conjunto com Rangers, Fuzileiros, Comandos, Pára-quedistas e demais tropas especiais e regulares que operavam nas regiões que descrevi. Colaborei e assisti a muitas “coisas”, umas boas outras menos boas. As nossas acções, enquanto intervenientes na guerra de guerrilha no Ultramar Português, não foram melhores nem piores do que em várias situações, outros militares de outras Nações, incluindo os nossos próprios “inimigos”, perpetraram contra as Forças que se lhes opunham. Colares enfeitados com orelhas do “inimigo” e cabeças dos “nossos” espetadas em paus, eram acções que de modo raro se observavam e como tal não indiciam um procedimento normal e enraizado entre as Forças Militares em campo. Tais atitudes anómalas existiram em ambos os lados, ocasionadas por comportamentos anormais de pessoas afectadas pelos acontecimentos vivenciais em ambos os lados. É completamente errado tomar uma pequena parte pelo todo, pois tal atitude apenas indicia uma manobra demagógica que pretende servir um determinado objectivo e não é de forma alguma inocente.

Foi o levantamento militar de 25 de Abril de 1974, uma lufada de ar fresco que criou nas populações a expectativa de que Portugal poderia vir a ser um país melhor do que era até então, nos aspectos político, económico e social. Passados 36 anos sobre essa data, é notório que nalguns pontos, até conseguimos estar pior – por exemplo segundo alguns analistas, o salário mínimo nacional, para ser equivalente aos valores praticados em Abril de 1974, deveria actualmente ser superior a quinhentos euros. Essa é a consciência que tem uma boa parte da população portuguesa, que por isso se sente enganada e se encontra desiludida e desmotivada, fruto dos devaneios praticados pelos partidos políticos e justificadamente descontente com a oligarquia partidária que então se instalou no poder durante este período.

A publicação que referi anteriormente parece pretender justificar aquilo a que é hábito chamar “descolonização” no período pós 25 de Abril, ou seja, a entrega das Ex-Províncias Ultramarinas Portuguesas a grupos de interesse político-económico internacionais, tendo o governo português se demitido das suas responsabilidades para com os Povos desses territórios, causando instabilidade e danos vários não só nesses novos países que despontavam mas também no território nacional, situação da qual ainda padecemos.

Posto isto, facilmente se depreende que pouco há a comemorar daquilo que nos trouxe a revolução do 25 de Abril, salvo algumas situações sociais que melhoraram, de facto. No entanto, existem inúmeros problemas de fundo que dificilmente serão resolvidos no actual quadro de regime político. Passo a referir alguns que entendo mais graves, sem no entanto fulanizar, embora sejam questões já tornadas públicas e portanto facilmente comprováveis.

•A questão dos governantes que após terminarem as suas funções no governo vão para a administração de instituições bancárias e empresas públicas e privadas em sectores que antes tutelavam, propiciam um natural ambiente de suspeição sobre eventuais casos de corrupção, alguns alegadamente acometidos, até por algumas decisões controversas por eles tomadas durante o cargo governativo. As situações são várias e deveras preocupantes.

•Os rendimentos anuais auferidos pelos detentores de cargos públicos, incluindo os deputados da Assembleia da República, não se encontram em consonância, nem de perto nem de longe, com os rendimentos das populações em geral. Acresce ainda as altas reformas que alguns políticos passam a ter direito, por escasso período de actividade ao serviço do Estado, em relação à situação comum das populações. Quanto às remunerações e prémios recebidos por administradores do sector público e também privado, chega a ser escandaloso. As mais altas remunerações auferidas por detentores de cargos públicos, é mais de cem vezes superior ao rendimento do trabalho de um trabalhador que ganhe mesmo acima do salário mínimo nacional. Há administradores que não sendo de topo, auferem rendimentos anuais superiores ao Presidente dos Estados Unidos da América, enquanto o salário mínimo em Portugal é dos mais baixos da Europa. Para além de rendimentos manifestamente avantajados, acrescem mais um sem número de mordomias que ofendem a generalidade dos portugueses. Aliás, recentemente surgiu uma polémica sobre um prémio que um administrador público irá receber num valor muito superior a um milhão de euros, o que lhe daria um rendimento anual bruto, relativo ao ano anterior, de cerca de três milhões de euros. Considerando tal prémio um exagero, entendo no entanto que só o rendimento sem o prémio já é uma afronta ao Povo português. Acresce ainda a velha questão dos Ex-Presidentes da República, que após terminarem o seu mandato, continuam a receber como rendimento anual e demais mordomias, um valor que está de todo desajustado ao país que somos.

•As anormais situações surgidas mesmo ao nível da Justiça e as alegadas pressões do executivo sobre vários órgãos da comunicação social – em que algumas, a julgar pela manifesta alteração editorial, terão sido efectivamente concretizadas –, entre outras igualmente gravosas, têm contribuído decisivamente para a descredibilização do aparelho de Estado. Aqui torna-se lícito reproduzir as máximas de um dos militares interventores no 25 de Abril: “… ao Estado a que isto chegou”; e “… não era nada disto que se pretendia”. Desde o infindável “Caso Casa Pia”, que envolve gradas figuras do sistema, até ao “Caso Face Oculta”, passando por outros tantos de igual calibre, deixam ruborizado qualquer mortal que tenha “um pingo de vergonha”. Mau grado provas e contra-provas, tudo continua na mesma, levando-nos a concluir que tudo não passa de manobras de diversão para manter ad eternus esta situação calamitosa que o governo e o Estado da Nação enferma. Em boa verdade, muitas vezes nem se consegue distinguir se as alegadas denúncias serão verdadeiras ou se apenas se trata de lutas intestinas de grupos partidistas rivais que disputam a primazia de continuar a controlar-nos e a sugar o erário público. Enfim, uma lástima. Em contra-corrente, (re)apareceu recentemente, por parte do partido político actualmente no poder, uma já velha e gasta acusação sobre o “negócio” da compra de submarinos, protagonizado por um elemento de outra facção político-partidária. Como no ponto anterior, não nos é possível ajuizar da veracidade de tal acusação, podendo apenas, à semelhança do caso anterior, considerar tal possibilidade. No entanto, o que é estranho – ou talvez não –, é o facto de esta acusação já por várias vezes ter surgido no passado, sem que tenha surgido uma solução definitiva. Esta recorrência, recorda-me aquele conto engraçado sobre um médico de aldeia, que indo de férias, deixou o filho, também ele médico, a cuidar do consultório. Quando o pai regressou, o filho não escondeu o seu contentamento por ter resolvido um caso clínico antigo, de um paciente que tinha constantes febres altas. Então, com a perspicácia de um clínico mais experimentado, ele descobriu que tal se devia a uma carraça alojada em sítio mais recôndito no corpo no pobre homem e a havia retirado. De imediato, retorna-lhe o pai com alguma rispidez: Pois! Extraíste a carraça, agora o homem já cá não volta e quero ver como te sustentas o resto do mês! A governação do país, não pode estar dependente dos interesses de grupo dos partidos políticos, nem estes podem por sua conveniência adiar resoluções que são obviamente do interesse nacional.•Uma outra questão que frequentemente se coloca e põe em causa a eficácia dos sucessivos governos da República, é o constante agravamento das condições de segurança pública. Por muito que queiram convencer os portugueses que a culpa é do excesso de banditismo, o que realmente falha é a falta de policiamento e de instrumentos legais que obstem à crescente onda de criminalidade. Dessa tarefa os governantes não se podem demitir, sendo essa uma das principais tarefas adstritas ao governo da Nação e que justifica a sua própria existência. A manipulação abusiva de dados estatísticos com o intuito de dar a impressão de que a situação está estável ou em regressão, tentando justificar o injustificável, não sossega as populações que sentem bem perto o problema.

Estas são algumas das questões que na minha perspectiva, ensombram as comemorações do golpe de Estado que derrubou o Estado Novo em Abril de 1974. Fazendo o ponto da situação, na actual sociedade portuguesa não se vislumbram grandes benefícios, quer na componente social, quer na componente política, e muito menos na económica, em relação à segunda República, para além de alguns benefícios sociais a que já aludi anteriormente e mesmo estes se revelam manifestamente insuficientes e desajustados ao espaço europeu no qual estamos inseridos.

Com o actual sistema político, apenas os partidos políticos beneficiaram, impondo-se aos portugueses num regime de rotativismo ou alternância na governação, na pretensão de se perpetuarem no poder. É por demais evidente que o jogo político está viciado e esta é uma situação da qual os portugueses não colhem qualquer benefício. Creio que o maior erro do movimento de Abril de 1974, mau grado a justa expectativa que criou nas populações, foi não ter conseguido alterar o tipo de regime político, terminando com a República que nos tem dado má prova e instaurando a Monarquia. A instrumentalização das massas levou à efectivação de um regime de excepção, oligárquico, em que apenas os partidistas logram.

Luiz Andrino
(Fonte: Luiz Andrino blog)

A ESTRATÉGIA REPUBLICANA

É notícia dos jornais, o Grão Mestre da Maçonaria, António Reis, viu-se obrigado a reconhecer que os ventos não correm de feição para a recém-baptizada «Ética Republicana».

Pois não. Até porque a dita menina bem comportada não passa de uma figuração, um conto de fadas com os escassos assanhados da República, em Portugal, pretendem, uma vez mais, enganar os portugueses.

Como? Enaltecendo os princípios e uma moral que jamais existiu. No papel e, muito menos, na prática de dez décadas.

Em termos mais concretos, a estratégia dos defensores da plutocracia e do status quo republicano, das suas mordomias, afinal, tentam reconstituir a história da «Ilda» com as seguintes cores deste confuso grafitti:

- De 1910 a 1926 viveram os portugueses todas as delícias paradisíacas de uma democracia parlamentar. Republicana, claro.

- Entre 1926 e 1974, não valeu. Foi a ominosa ditadura. Republicana? Obviamente não! Monárquica? Não falta a vontade de responder afirmativamente. Mas o despudor ainda não chegou a esse ponto.

- De 1974 aos nossos dias, o paraíso redivivo. Uma delícia. É Abril, a República em todo o seu explendor.

Tal mentira, é imperativo nacional seja desmentida. A República faz efectivamente cem anos, 48 dos quais vividos em autocracia. Antes, fora o caos político, as perseguições religiosas, o terror militar. E depois, é o que é, tudo aquilo de que nós portugueses nos revoltamos: a corrupção, a riqueza na mão de muito poucos, a burocracia e o clientelismo.

Sempre os monárquicos lutaram contra a situação republicana. Fazendo sempre notar os seus argumentos e a sua representatividade. Mormente na II República que, jamais deixaremos esquecer, significa metade do tempo de vida da «Ilda».

E, a própósito, um excerto da obra recente (2003) de Helena Matos - «Salazar - A Construção do Mito»:

« (...) em Junho de 1931, os dirigentes da Causa Monárquica mostram-se mais reservados (...) não excluindo a hipótese de apresentarem candidatos próprios nas próximas eleições. "(...) havemos de votar, naturalmente, em quem nos assegure a manutenção da integridade nacional e da ordem pública" - afirma Azevedo Coutinho ao jornalista do Diário de Lisboa. (...) há quem garanta "saber que os integralistas concorrerão às urnas". (...) estas linhas não são de modo algum tranquilizadoras para os homens da UN que contavam ir buscar apoios, entusiasmo e votos aos arraiais dos integralistas e dos monárquicos».

E, prosseguindo, a deixar claro que já então a «Ética» mancaria muito, fosse o caso de ser uma realidade:

«Mas é de Coimbra, cidade cuja importância política era inegável, que chegam as notícias mais graves. Elas são susceptíveis de abalar o próprio Governo, pois apresentam Lopes Mateus, o ministro do Interior, como patrocinador de um Partido Republicano das Direitas que esvaziaria a UN de sentido».

(Fonte: Centenário da República)