LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE ALBERTO DE MONSARAZ

Alberto Monsaraz (*Lisboa, Lapa 28.02.1889 + Lisboa, Lapa 23.01.1959) era o 2º Conde de Monsaraz. Estudou na Universidade de Coimbra onde se formou na Faculdade de Direito. Era um militante monárquico opondo-se activamente ao regime republicano. Devido a isso foi forçado a exilar-se por três vezes e ficou gravemente ferido no combate de Monsanto, Lisboa, em 24 de Janeiro de 1919, quando as tropas republicanas esmagaram a revolta dos monárquicos. Foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano tendo dirigido os seus órgãos, A Monarquia e Nação Portuguesa. Em 1935 assumiu as funções de secretário-geral do Movimento Nacional-Sindicalista chefiado por Francisco Rolão Preto. Como poeta destacou-se sobretudo por cultivar um parnasianismo histórico.

Algumas obras publicadas:

1909 - Romper de Alva
1911 - Sol Criador
1920 - Da Saudade e do Amor

(Fonte: Wikipedia)

PORTUGAL FOI-NOS ROUBADO do Monárquico João Ferreira Rosa (*)

 

Letra

Portugal foi-nos roubado
há que dize-lo a cantar
para isso nos serve o fado
para isso e para não chorar.

Cinco de Outubro de treta
o que foi isso afinal?
dona Lisboa de opereta
muito chique e por sinal.

Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano.

Os heróis republicanos
banqueiros, tropa, doutores
no estado em que ainda estamos
só lhes devemos favores.

Outubro Maio e Abril
cinco dois oito dois cinco
reina a canalha mais vil
neste branco verde e tinto.

Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano!

Publicada por Bravura Lusitana
(Fonte: Blogue Monárquico Lusitano)

(*) Fadista e letrista, João Manuel Soares Ferreira-Rosa nasceu a 16 de Fevereiro de 1937, em Lisboa. Monárquico convicto, é o intérprete do famoso fado "O Embuçado".

Nasceu na capital, na Rua de Rodrigo da Fonseca, mas foi nas férias do Verão, em Castelo de Vide, que, entre familiares e amigos, começou a cantar. O que inicialmente mais o interessou foram as melodias do cante alentejano. Mas desde logo passou para o fado, tendo sempre grande admiração por Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e, mais tarde, Manuel de Almeida.

Aos 13 anos, foi para a Escola Agrícola de Santarém. Ali, os caloiros sujeitavam-se a praxes violentas. Mas quando os veteranos descobriram que Ferreira-Rosa cantava o fado, perdoaram-lhe a humilhação, com a condição única de que ele cantasse sempre que lhe fosse pedido. E foi assim que, em Santarém, se estreou em público. E também começou a escrever letras, para si e para os outros.

Foram os primeiros passos de uma carreira sui generis. Nos anos 60, substituiu Maria Teresa de Noronha na Emissora Nacional. Por essa altura, gravou os seus primeiros EP, após grande insistência de Pouzal Domingues. Mas quando a Valentim de Carvalho sugeriu a gravação de um LP, ele rescindiu o contrato, por achar que o formato era demasiado longo para o fado. De resto, nunca se profissionalizou, alegando cantar só quando lhe apetece. E é por isso que se considera o mais famoso dos amadores.

Em 1966, por sugestão de Álvaro Roquete, então director-geral do Turismo, abriu a casa de fados A Taverna do Embuçado, num edifício histórico, em plena Alfama. Tornou-se rapidamente uma das mais famosas casas de Lisboa. Por ali passaram grandes nomes do fado, de Amália Rodrigues a João Braga.

Em 1975, a Taverna do Embuçado foi ocupada pelos próprios trabalhadores. E só voltou a abrir pelas mãos de Ferreira-Rosa, em 1980.

João Ferreira-Rosa é um activista monárquico. Esteve ligado ao Partido Popular Monárquico no seu início e afastou-se aquando da saída dos seus fundadores, Gonçalo Ribeiro Teles e Barrilaro Ruas. Tal filiação ideológica não o impediu de apoiar o comunista Demétrio Alves à Câmara Municipal de Loures, por o considerar um bom autarca.

O tema mais famoso do reportório de João Ferreira-Rosa é, sem dúvida, "O Embuçado". Da autoria de Gabriel d'Oliveira, foi-lhe 'oferecido' pela fadista Márcia Condessa. Além deste, ficaram famosos na sua voz fados como "O Meu Amor Anda em Fama" (Pedro Homem de Mello/Reinaldo Varela), "Mansarada" (João Ferreira-Rosa/Alfredo Duarte), "Triste Sorte" (João Ferreira-Rosa/Alfredo Duarte), "Despedida" (Pedro Homem de Melo/João Marques Amaral), "Fado das Mágoas" (João Ferreira-Rosa/Pedro Lafoens), "Partida" (João Ferreira-Rosa/Joaquim Campos) ou "Os Lugares por onde andámos" (João Ferreira-Rosa/José Franklin). Tem uma discografia curta atendendo ao seu longo percurso. Destacam-se os álbuns Embuçado (1988), Ontem e Hoje (1996) - um duplo CD com oito temas antigos e onze novos fados -, No Wonder Bar do Casino do Estoril (2004) e a colectânea Embuçado (2005), todos com a chancela da Emi-Valentim de Carvalho. Em 2003, participou no álbum Encantamento, de Mafalda Arnauth, num dueto com a própria fadista em "Na Palma da Minha Mão".

João Ferreira-Rosa. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2010


Acho que ninguém nos perdoaria agora se não ouvíssimos "O EMBUÇADO". Um bom domingo a todos.

O REI E A MONARQUIA


O REI E A MONARQUIA EM PORTUGAL
(Texto da Causa Real de 1995)

O REI E A MONARQUIA COMO ELEMENTOS FUNDAMENTAIS

O Rei constitui um símbolo de unidade nacional e elemento de agregação, não só para os portugueses residentes no território nacional, mas também para todos os que se encontram espalhados pelo Mundo, podendo falar-se – mais do que de um Rei de Portugal, de um “Rei dos Portugueses”.

Com a evolução no sentido duma progressiva diminuição do controle dos Estados sobre os seus territórios, o Rei e a Monarquia constituem elementos imprescindíveis.

Cada vez mais, só o Rei poderá naturalmente representar o povo português, não tanto na governação ou no exercício do poder do Estado, mas sobretudo num sentido humanizado e personalizado de permanente representação da Nação, sem o que Portugal ficará diminuído face a outros parceiros europeus que beneficiam da Monarquia.

O REI E A FAMÍLIA REAL

O Rei é o Chefe da Casa de Bragança, sendo esta a representação visível da comunidade portuguesa e continuadora da sua dinastia histórica.

O Rei e a Família Real simbolizam, assegura e potenciam a livre afirmação da identidade do povo português enquanto tal e nas suas diversidades, bem como o exercício dos seus direitos, liberdades e garantias.

O Rei e a Família Real têm obrigações específicas, devendo colocar os interesses nacionais acima dos seus interesses particulares.

PRINCÍPIOS DA MONARQUIA

A Monarquia caracteriza-se pela circunstância de o Rei, chefe natural e hereditário da Nação, ser também o Chefe do Estado, e baseia-se nos seguintes princípios:

• A Monarquia tem a sua legitimidade na livre vontade da comunidade nacional e existe para a servir.

• O Rei está acima de quaisquer grupos, partidos políticos ou interesses particulares,simbolizando e garantindo a continuidade e independência da Nação e a unidade do Estado.

• A Monarquia é independente do sistema de governo.

• Existem no Estado diversos órgãos de poder, cabendo ao Rei, entre outras funções, o exercício do poder arbitral e moderador, garantia do funcionamento harmonioso das instituições.

FUNCIONAMENTO DA MONARQUIA

Em Monarquia, o funcionamento da Instituição Real faz-se de acordo com as leis fundamentais, estabelecidas pelos representantes da comunidade nacional.

As leis fundamentais regulamentarão em detalhe, entre outros, os seguintes aspectos:

a) Direitos e obrigações do Rei como Chefe de Estado

• O Rei representa o Estado perante a Nação e perante a comunidade internacional

• O Rei é detentor dos poderes específicos que lhe forem atribuídos pela comunidade nacional e pelos órgãos legítimos do Estado

• O Rei arbitra entre os diversos órgãos do Estado

b) Restrições ao poder do Rei

• O Rei só adquire o estatuto inerente à sua função após a aclamação pelos representantes da comunidade nacional.

• O exercício da Chefia do Estado é fiscalizado pelos competentes órgãos de poder.

• Existe uma separação clara entre o património público, pertencente à Nação, o património particular, pertencente à Família Real e os bens e meios colocados ao serviço desta pelo Estado.

c) Titularidade da Chefia do Estado

• A sucessão na Chefia do Estado processa-se de acordo com o princípio hereditário e no respeito pelas regras da nacionalidade, da legitimidade, da representação e da primogenitura.

• O casamento dos membros da Família Real até determinado grau de parentesco é matéria de interesse público, podendo ser causas de perda dos seus direitos dinásticos.

• O Rei pode renunciar aos seus direitos e obrigações, pode abdicar ou pode anda perder os seus poderes por impedimento temporário ou definitivo.

• Nos casos de impedimento do Rei ou de menoridade do herdeiro da Coroa, haverá lugar a uma Regência.

BENEFÍCIOS DA INSTITUIÇÃO REAL

A existência da Instituição Real traz para o país vantagens evidentes, sendo de destacar as seguintes:

• O Rei e a Família Real constituem um elemento de agregação para todos os portugueses, incluindo os que se encontram espalhados pelo Mundo e seus descendentes.

• O Rei personifica e simboliza a soberania da Nação, assim como o passado colectivo e a herança cultural dos portugueses

• O Rei representa, para além do Estado, a Nação, assegurando a sua identidade no quadro internacional.

BENEFÍCIOS DA MONARQUIA

A Monarquia é um elemento fundamental na organização do Estado, trazendo consigo inúmeros benefícios:

• Permite ter um Chefe de Estado independente do apoio de interesses ou grupos de pressão políticos, económicos ou de qualquer outra natureza.

• Permite que a Chefia do Estado seja exercida por uma pessoa com preparação prévia e adequada para o efeito.

• Constitui obstáculo à formação de regimes ditatoriais, dado basear-se na moderação e no equilíbrio entre os diversos órgãos de poder.

• Favorece a estabilidade política, por o Rei constituir um factor de unidade na diversidade e de garantia de continuidade.

• Constitui uma forma de organização política mais económica do que a República, uma vez que elimina os elevados custos das eleições presidenciais e as despesas com regalias atribuídos a antigos Chefes de Estado.

(Fonte: Sítio da Real Associação do Porto)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NOVO BUSTO DA REPÚBLICA


Trata-se de uma ideia peregrina de alguns ilustres republicanos que a consideram prioritária para o País. Só pode ser uma brincadeira pós Carnaval porque num país com 10% de desempregados, 9% de déficit e a economia estagnada, as prioridades só podem e têm que ser outras!  Vejam como vai esta republica!

(Fonte: Blogue Causa Real)

VALE A PENA VER DE NOVO! DEBATE MONARQUIA X REPÚBLICA NA RTP

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VISITAS AO COMBOIO REAL NO ENTRONCAMENTO

Até 5 de Março, a Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado organiza um ciclo de visitas especiais ao Comboio Real em restauro.

O Comboio Real, Locomotiva D. Luís, Salão D. Maria Pia e Carruagem do Príncipe, encontra-se em restauro nas oficinas da EMEF, no Entroncamento e figurará na exposição Royal Class Regal Journeys, entre 14 de Abril e 10 de Setembro de 2010, no Spoorwegmuseum, em Utrecht, na Holanda. Esta exposição mostrará o mais importante património ferroviário real e imperial europeu e estará integrada na preparação da coroação do novo rei Willem-Alexander dos Países Baixos. Assim, até ao dia 5 de Março, o Comboio Real estará aberto ao público. As visitas decorrem em grupos de 10 pessoas no máximo, às 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Os bilhetes de ingresso podem ser adquiridos na recepção do Museu Nacional Ferroviário.

(Fonte: Blogue da Real Associação do Ribatejo)

ENTREVISTAS DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE AO JORNAL DA MADEIRA

Jornal da Madeira / 1ª Página / 2008-12-30
(Dom Duarte com o Presidente da Câmara do Funchal)

>Duque de Bragança considera importante preservar a diferenciação do Funchal
>D. Duarte defende imagem tradicional

De visita à Madeira, para participar hoje na cerimónia de encerramento das comemorações dos 500 Anos do Funchal, D. Duarte de Bragança manifestou, em entrevista ao Jornal da Madeira, a importância da data para a capital madeirense. O monarca entende que esta efeméride possibilitou um maior conhecimento da cidade em termos do seu património cultural e histórico, não só por parte dos portugueses em geral como também a nível internacional.

Considerando que o Funchal soube desenvolver-se de forma sustentada em relação à oferta turística e à qualidade de vida, D. Duarte entende, no entanto, que é preciso dar atenção a um desenvolvimento em harmonia com a paisagem e a natureza, que são factores de diferenciação da cidade, em particular, e da Madeira em geral.

Dessa forma, continuou o monarca – numa conversa que manteve com o JM no Centro de Hipismo do Santo da Serra, que visitou com a esposa e filhos na companhia do presidente da Câmara Municipal do Funchal -, construídas que estão as grandes infra-estruturas, as novas construções «deviam ser integradas numa cultura e identidade madeirense. As que já cá estão, e que puderem ser melhoradas nesse sentido, também não se perdia nada».

Admitindo que as falhas urbanísticas existem por todo o país, D. Duarte de Bragança disse que, apesar de compreender a necessidade de progresso, lamenta que se tenha perdido um pouco da beleza da paisagem do Funchal, de há trinta anos atrás, por exemplo. De qualquer modo, está convicto de que o Funchal saberá respeitar o futuro, no sentido de seguir um progresso em harmonia com o ambiente, a paisagem e a identidade cultural madeirense. É esse «o caminho indispensável, para que daqui a uns anos, possamos continuar a dizer que esta é uma terra muito bonita, com encanto. Devemos privilegiar o respeito pela diferença e qualidade, ainda mais em zonas de difícil acesso como é o caso da Madeira», uma região insular. É que, continuou, um turista não vai querer fazer uma viagem cara para uma ilha para ver edifícios ou construções.

Expostas as suas preocupações em relação ao futuro do Funchal, o monarca deixou o repto: «desafiava as pessoas interessadas a criarem um movimento, uma organização ou associação para defesa da paisagem e da identidade cultural madeirense, como há na Inglaterra, onde existe uma associação importantíssima chamada o British Trust, que tem três milhões de membros, que se preocupa em defender a paisagem e a arquitectura tradicional».

2009: «Que o egoísmo dê lugar à solidariedade»

Instado a manifestar uma mensagem de votos para 2009, D. Duarte de Bragança apelou a que se substitua o egoísmo pela solidariedade. «Temos de pedir a Deus que nos mande a sua bênção e que, numa altura de dificuldade, esta é também uma altura boa para a conversão da nossa vida, para pensarmos melhor nos valores espirituais, de solidariedade, das pessoas que vão ficar em dificuldades e que vão precisar de nós, e que se se substitua o egoísmo pela solidariedade».

No ponto de vista do monarca, essa é «a grande lição que podemos aprender em alturas difíceis. Se houver uma solidariedade eficiente e eficaz entre todos, ninguém tem de passar mal. Não faz sentido que uns continuem a ter tudo e outros nada».

Nos seus votos para o próximo ano, D. Duarte de Bragança disse ainda esperar que haja «uma participação cívica mais activa nas organziações de solidariedade, de defesa da natureza e ambiente». A esse respeito, comentou que Portuigal é dos países da Europa com menor percentagem de pessoas filiadas nas organizações ambientalistas. «Somos o único país da Europa onde não temos no Parlamento Europeu um deputado que faça parte de um grupo de defesa do ambiente. Isso não pode ser, temos de ter uma actividade mais cívida e eficiente nesse campo», defendeu.

Portugueses não levam democracia a sério

Duarte de Bragança está preocupado com o facto dos portugueses não estarem «a levar a democracia a sério». No seu entendimento, dos problemas que destaca no País, a falta de participação dos cidadãos no processo democrático é sentida na falta de confiança destes em relação ao Parlamento, às Forças Armadas e policiais e até ao Presidente da República.

A seu ver, e entre outras questões a resolver em Portugal, a Educação tem de ser realista, tem de formar civicamente as pessoas mais jovens. «A Educação tem de formar a inteligência, a lógica», sublinhou. Assim, e também em prol da economia do país, a aposta devia ser na formação profissional e técnica, no apoio a empresas que produzam riqueza em Portugal. Por outro lado, o monarca entende que os portugueses não têm, actualmente, um raciocínio lógico e estão a prejudicar-se. A título de exemplo, questiona-se pelo facto de se comprar tantos produtos importados em vez dos nacionais, Outra ideia que defende é um modelo idêntico ao das empresas japonesas, para combater o desemprego. Ou seja, em vez de demitir pessoas, as empresas portuguesas também deviam reduzir para metade o horário e o salário dos funcionários em tempo de crise. Não haveria desempregados nem empregados cansados por estarem a trabalhar horas a mais.

Paula Abreu


Suplemento / Revista Olhar / 2009-01-03

> D. Duarte considera que ilhas autónomas de países monárquicos têm muito sucesso

> Portugueses deviam poder escolher entre República e Monarquia

O Duque de Bragança quer que a Constituição Portuguesa preveja a possibilidade dos portugueses se manifestarem sobre que tipo de chefia de Estado querem para o País. D. Duarte entende que há um contracenso na Lei Portuguesa que diz que o Povo é soberano, «pode decidir sobre o que quiser mas não pode decidir sobre que tipo de chefia de Estado tem. Tem de aceitar esta que foi imposta pelos senhores que, em 1975, fizeram a Constituição».

O monarca defende, portanto, uma mudança na Constituição no sentido de alterar o Artigo 288, que refere que é «inalterável a forma republicana de Governo», para um artigo que defendesse que «seria inalterável a forma democrática de Governo».

Recordando que na última revisão constitucional houve uma tentativa de mudar esse artigo, D. Duarte de Bragança espera que, havendo novo processo, esta matéria venha a ser alterada. Reconhece, no entanto, que para o efeito «tinha de haver suficiente espírito democrático no nosso parlamento».

Com essa alteração e prevendo-se a possibilidade de referendar entre o regime democrático a seguir pelos portugueses, entre o republicano e o monárquico, D. Duarte de Bragança manifesta-se confiante de que muitos portugueses poderiam escolher o regresso da Monarquia.

Ilhas de países monárquicos com modelos de autonomia de sucesso

Questionado sobre qual poderia ser o actual estado do País, se fosse regido por uma monarquia, o Duque respondeu que bastaria comparar políticamente com outros países europeus que seguem o regime monárquico. «Actualmente, cerca de metade da Europa funciona em Monarquia e, portanto, é a que funciona melhor, em geral, como são os exemplos dos países escandinavos, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido... São países que estão a funcionar bem. Há mais civismo e progresso humano. Vejo por exemplo as ilhas do Canal, Jersey e Guernsey, que têm uma situação parecida à Madeira em relação a Inglaterra, têm uma autonomia muito maior do que a Madeira, mas ninguém põe em causa a unidade do Reino Unido, como outras ilhas anexas à Holanda ou Dinamarca». A respeito das ilhas autónomas, o monarca salienta que existem modelos de autonomia dentro das monarquias que «são mais seguros e evoluídos do que na República».

Viver bem gastando menos

Na conversa que manteve com o JM, no Centro Hípico do Santo da Serra, que visitou com a esposa e filhos, na companhia do presidente da Câmara Municipal do Funchal, D. Duarte de Bragança pronunciou-se ainda sobre as suas expectativas para 2009. «Eu espero que, esta situação difícil, grave económica e financeira, seja um motivo para uma reforma total na nossa maneira de ver a vida e até das nossas isntituições. Ou seja, até agora, desde a II Guerra Mundial, temos vivido sempre com o aumento do consumo, dos gastos e do desperdício de energia e de recursos. Então em Portugal, a coisa acelerou muito. Devíamos agora passarmo-nos a desenvolver num sentido diferente; passarmos a gastar menos, mas a viver melhor. Não se precisa de gastar mais para viver melhor».

Nesse sentido, o Duque de Bragança defende, por exemplo, que se use menos o automóvel particular, dando preferência aos transportes públicos, que se gaste menos energia na agricultura, nos transportes, no aquecimento das casas, nomeadamente.

Considerando, por outro lado, que um dos problemas de Portugal tem a ver com a falta de aprticipação dos cidadãos na democracia, D. Duarte de Bragança fala na importância dos portugueses tentarem inverter essa postura. «A nossa democracia não é participativa, ninguém vai pedir aos deputados do parlamento que resolvam os seus problemas. Se houver uma crise grave, não vai haver uma confiança nas instituições. As forças armadas estão a ser desmobilizadas, a polícia está a ser desprestigiada... A educação tem de ser mais realista, mais prática, tem de formar civicamente as pessoas mais jovens e sobretudo, a educação tem de formar a inteligência e a lógica», sustentou ainda o monarca.

Queremos economia nacional e compramos produtos estrangeiros

Duarte de Bragança aponta ainda algumas das contradições da sociedade, defendendo que «se queremos alguma coisa temos de fazer por ela». Ou seja, continuou, «queremos a economia nacional, mas depois compramos os produtos estrangeiros. Vejo na Madeira, por exemplo, a venderem bananas da Colômbia, vejo na Madeira e no Continente, os portugueses comprarem produtos estrangeiros quando os portugueses não conseguem ser vendidos. Isto não pode ser, é um absurdo», comentou. A seu ver, o povo em geral não está a ter um «raciocínio lógico, não está a usar a inteligência e está a fazer coisas que o vai prejudicar».

Para D. Duarte de Bragança, há que mudar o estado do país a vários níveis, com uma intervenção colectiva da sociedade. Um passo importante, defendeu ainda, tem a ver com o programa de ensino, que tem de ser «mais eficiente e prático. As crianças perdem muito tempo a decorarem regras e coisas teóricas que não servem rigorosamente para nada e depois não aprendem a História de Portugal nem a defesa da natureza, da saúde, a raciocinar logicamente e a aprender matérias que são úteis para a vida».

De salientar que o Duque de Bragança e a família escolheram o Funchal para assistir à passagem do ano.

Paula Abreu

A IMPARCIALIDADE DO CHEFE DE ESTADO


Apesar de não se viver em Monarquia, eis que surge um candidato cujas qualidades poderão permitir que adquiramos as vantagens de um regime Monárquico, mesmo vivendo em república: o Dr. Fernando Nobre.

Certamente que o leitor já saberá quais, e que são muitas, mas gostava de me centrar numa delas: a IMPARCIALIDADE.

O chefe de estado ideal deverá ser independente aos partidos, o que lhe permite uma total liberdade no exercicio das suas funções, pois:

- Jamais poderá ser acusado de qualquer coisa que seja, pelos partidos que não lhe deram apoio no momento eleitoral;

- Jamais poderá ser tendencioso ou dar algum jeitinho às forças partidárias que o apoiaram no momento eleitoral;

- Jamais deverá favores às máquinas eleitorais.

Resumindo, o chefe de estado ideal, tal como acontece em Monarquia, terá que ser imparcial.

Em república, pela primeira vez vejo um candidato com essas caracteristicas: Fernando Nobre. É um Patriota e um Humanista, que por esse mundo fora sempre ajudou quem mais precisa.

Curiosamente já se vê a élite republicana a apunhalar este tão "Nobre" candidato, por não ser suficientemente republicano, ou, melhor dizendo, ser Monárquico.

Orgulho-me de si, Dr. Fernando Nobre.
 
Bravura Lusitana
(Fonte: Blogue Monárquico Lusitano)

SUGESTÃO DE LEITURA

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

UM REPUBLICANO PREOCUPADO


A TRANSPARÊNCIA OPACA DO SR. FERNANDO NOBRE

Entenda-se que não ponho em causa, de modo algum, a qualidade profissional e o sentido humanitário do trabalho do Dr. Fernando Nobre à frente da AMI.

Em plano muito diferente está a sua opção política de candidatura à Presidência da República, que me aparece como uma incursão monárquica exactamente no ano em que comemoramos o centenário da República.

Porque digo isto? Vejam-se as ligações:

Fernando Nobre é Presidente da Assembleia Geral do Instituto Democracia Portuguesa cujo Presidente de Honra é... D. Duarte de Bragança! 

Vejam-se também os órgãos desse Instituto, com as diversas personalidades que o compõem.

Por exemplo, o Presidente da Direcção é o Prof. da Universidade Católica Mendo Castro Henriques, com um relevante currículo académico no qual nunca escondeu a sua defesa da Monarquia.

Leiam-se alguns textos do referido professor  ou a sua intervenção no X CONGRESSO DA CAUSA REAL.

Ser monárquico não é crime. Para mais, esta corrente monárquica defende inequivocamente o regime democrático. Mas defende, igualmente, a passagem do regime republicano ao regime monárquico através de um processo que chamam de "dupla revisão constitucional", no qual o povo português seria chamado a referendar o novo regime. A intervenção de Mendo Castro Henriques no X Congresso da Causa Real intitulava-se, significativamente, «4.ª República ou 5.ª Dinastia? Os Modelos da Construção europeia e a Relevância da Questão do regime» e teorizava longamente sobre estas questões.

Portanto, a candidatura de Fernando Nobre não é nada inocente. Ontem, na sua apresentação afirmou que ela é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada". Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar".

Envolvida em ideais de renovação da vida pública e em transparência democrática, esta candidatura é, na realidade, um afrontamento aos ideais republicanos.

Joaquim Moedas Duarte, TORRES VEDRAS

(Fonte: Blogue O Lugar no Tempo: http://aorodardotempo.blogspot.com/)

"QUANTO MAIOR, MELHOR", por Nuno Pombo (*)

Ficámos a conhecer, há dias, o projecto com que Paredes pretende contribuir para o centenário da república. Paredes propõe-se gastar um milhão de euros na construção de um gigantesco mastro, na ponta do qual sugere seja desfraldada uma também desmesurada bandeira.

Não tenho, como é evidente, nenhum preconceito contra a bandeira, cujo culto um brasileiro técnico de futebol logrou resgatar nas barbinhas das esquerdas mais encarniçadas. Não sou daqueles que reprovam tudo quanto possa soar a serôdias evocações de tempos que se querem idos. Mas não julgo adequado que se instrumentalizem os símbolos nacionais, pondo-os na disponibilidade de criativos, mais ou menos imaginativos, que nutrirão por esses mesmos símbolos os afectos que costumamos dispensar às larvas de gafanhoto.

Do perdulário orçamento do Estado, garantem-nos, não sairá um euro para custear este folclore, embora saibamos que cada cêntimo que for gasto na paródia que vão ser as comemorações oficiais é menos um que é investido naquilo que verdadeiramente acossa os portugueses. Mas nós, povo intrépido, sempre fomos pródigos em projectos ingentes. Construímos e mantivemos um dos maiores impérios do globo… mas, como vaticinou o poeta, “outros haverão de ter o que houvermos de perder”… e não mais parámos. Continuámos na peugada da excepção e temos para exibir o maior fogareiro de castanhas do mundo, maravilhamo-nos com a maior árvore de Natal de que há memória e organizámos a maior feijoada-servida-em-tabuleiro-de-pontes-sobre-rios da história da humanidade. Um povo capaz destas façanhas não terá engenho e arte para erguer um mastro como deve ser e manter ondulante uma bandeira de dimensões consideráveis? Tem. Para isso e para muito mais.

E para ser franco, o despesismo, os absurdos, os crimes, os desvarios, as corrupções, os dislates, as traições, os disparates e os desatinos destes últimos 100 anos são tantos, e tão impressivos, que uma bandeirinha de dimensões paroquiais não conseguiria fazer justiça a todas as patifarias que a república nos concedeu. Para mim, quanto maior, melhor.

E que todos os que ponham os olhos nela se lembrem do que representa tão bem parida ideia!


(*) Nuno Pombo nasceu em Lisboa no ano de 1973. É Licenciado e Mestre em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa, onde é assistente desde 1999 e exerce a sua actividade profissional como jurista. É Vice-presidente da direcção da Real Associação de Lisboa. Desde 2001, integrado no grupo informal “Quinta-Feira.com”, vem publicando artigos de opinião monárquica em órgãos de comunicação social, nomeadamente no Semanário e no Diário Digital.




Um milhão de euros para desfraldar bandeira nacional,
por ROBERTO BESSA MOREIRA (15 Dezembro 2009)

Câmara pretende erguer um mastro com cem metros para colocar a bandeira nacional e assinalar o centenário da República. Será quase tão alto como o monumento do Cristo-Rei ou terá mais 25 metros que a Torre dos Clérigos, no Porto. Proposta já é criticada pela elevada verba em causa.

A Câmara de Paredes vai construir um mastro com cem metros de altura. No topo será colocada uma bandeira de Portugal que, promete o edil, será a maior do País e uma das maiores do mundo. A inauguração do monumento será durante as comemorações do centenário da implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro do próximo ano, mas o valor do projecto - um milhão de euros - está a merecer críticas.

Todavia, para o autarca local, Celso Ferreira, as repercussões em termos de notoriedade do concelho ultrapassarão em muito a verba gasta.

A primeira vez que se ouviu falar na construção de um mastro em Paredes foi na cerimónia da tomada de posse do executivo municipal. A meio do discurso, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma fundação para gerir a cooperação com os países de expressão portuguesa, respondendo, desta forma, àquilo que denominou de "desafios da Presidência da República e do Governo".

Fundação essa que, para além de organizar a "Conferência de doadores por Timor", ficaria responsável pela participação de Paredes nas comemorações do centenário da República Portuguesa, que incluem "a construção de um mastro e bandeira de Portugal com cem metros de altura".

À data, o anúncio passou despercebido à maioria dos vereadores, membros da Assembleia Municipal e responsáveis dos partidos da oposição e só agora é que o projecto mereceu críticas.

Isto porque no orçamento apresentado recentemente pela maioria social-democrata, a construção do mastro está orçamentada em um milhão de euros. Em comunicado, o PS/Paredes, liderado pelo assessor do primeiro-ministro Artur Penedos, afirmou, lembrando a fixação da taxa máxima permitida por lei no IMI e na derrama, que a Câmara aumenta impostos para gastar um milhão de euros na construção de um mastro para colocar a bandeira nacional.

Estas acusações são desvalorizadas por Celso Ferreira. Para o social-democrata reeleito para um segundo mandato em Outubro passado, a concretização deste monumento alusivo à implantação da República "é uma oportunidade interessante para a Câmara" e que justifica o investimento.

O mastro terá cem metros de altura, sendo 40 metros mais pequeno que a Torre Vasco da Gama, em Lisboa, mas maior do que a Torre dos Clérigos, no Porto, e quase igual ao Cristo-Rei, em Almada. Estará equipado com um sistema mecânico que manterá "a maior bandeira do País e uma das maiores do mundo" sempre desfraldada.

"Apresentámos a ideia à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e à Presidência da República. Foi aceite e será uma das duas grandes intervenções do programa oficial das comemorações. Uma será em Lisboa e outra será em Paredes", alegou o autarca.

(Fonte: Diário de Notícias)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MONARCHIA LVSITANA: celebrar a barbárie republicanista?

Durante 2010 a III.ª república portuguesa (descendente do país republicanista que em 1910 substituiu PORTVGAL) gastará rios de dinheiro para celebrar e comemorar um evento dramático e catastrófico que mergulhou Portugal no caos, na pobreza, no atraso, na ditadura e na guerra. Durante um ano a História da I.ª república (com seus crimes, desvarios, escândalos e tumultos) será branqueada e mitificada.


Estandarte carmim de El-Rei Dom Sebastião, o Desejado

De 1139 a 1910 PORTVGAL teve 35 Chefes de Estado (incl. os felipes de má memória). 35 monarcas em 771 anos. De 1910 a 2010 a república portuguesa teve 20 (vinte!) Chefes de Estado. 20 presidentes em 100 anos. Governos nem vale a pena contá-los. 20 Chefes de Estado teve PORTVGAL de 1139 a 1598 (incl. as 2 primeiras dinastias e o reinado do usurpador Felipe II, ou seja, 459 anos de história). A I.ª república, que durou 16 longos anos de caos político e social, teve 9 presidentes, o mesmo número de Chefes de Estado da I.ª dinastia (que durou 246 anos).



100 anos de república, 20 presidentes = anarquia + ditadura + deriva

O erário público (ou seja, os nossos impostos) pagará a factura da celebração de 16 anos de ANARQUIA/CAOS, 48 anos de DITADURA/ISOLAMENTO e 36 anos de DERIVA/IMPLOSÃO (a sequência natural desta série infernal será, inevitavelmente, ninguém duvide, a sua repetição).

No ano passado de 2009 cumpriu-se o 900.º aniversário natalício do primeiro Chefe de Estado de Portugal, El-Rei Dom Afonso I, o Fundador. Também no ano passado, o maior português de sempre, Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, foi reconhecido como Santo pela Igreja Católica. Foram eventos que transcenderam todas as orientações políticas e religiosas. Onde o júbilo nacional? onde as celebrações faustosas? onde as iniciativas comemorativas? onde a homenagem pública a dois grandes portugueses a quem Portugal deve crucialmente a Sua existência?

Quando me falam da I.ª república (e vamos já em pelo menos três, qual delas a pior) penso apenas em duas coisas:

o bombardeamento do Palácio das Necessidades pelos cruzadores “Adamastor” e “São Rafael” numa tentativa bárbara de assassinar a Família Real (alguém consegue imaginar isto hoje e celebrar tal coisa, dois navios de guerra fundeados no Tejo a dispararem morteiros sobre a residência do Chefe de Estado de Portugal?);

o nome do Nosso País (PORTVGAL), que em 5 de Outubro de 1910 foi suprimido. Obliterado. Não vivemos em Portugal, vivemos na (apagada e vil tristeza da) república portuguesa. Não temos nome, nem rumo, nem identidade, enquanto estado soberano, desde 1910.

Estes dois simples factos consubstanciam suficientemente, penso, o carácter anti-nacional do republicanismo jacobino e liberal.


Viva o Rei!

António Emiliano (*)

Post notam: Participei ontem (17 Fev) num debate sobre “A república: lugar da utopia?” com a participação Fernando Rosas (professor catedrático de História na FCSH/UNL, meu distinto colega), moderado por Carlos Pinto Coelho (com quem é sempre um prazer estar e conversar) na Biblioteca Municipal de Oeiras. Sobre o debate pouco tenho a dizer de interessante. Fernando Rosas é um orador brilhante e um insigne historiador e, por razões que nos escapam aos dois, fomos, aparentemente, convidados para dois eventos distintos, não para aquele que ontem teve lugar. Rosas deu uma visão objectiva (de historiador que domina perfeitamente as fontes e os factos) da génese da I.ª República e das razões do seu falhanço. Optei por discutir o conceito de utopia (coisa arrepiante quando aplicada à vida dos povos de das nações) enquanto expressão de uma visão pessimista da natureza humana, logo, das sociedades humanas, e por afirmar a necessidade de um Chefe de Estado em Portugal cujo particularismo (ou interesse pessoal) coincida plenamente com o Interesse Nacional. No meu entender tal só é possível numa monarquia hereditária. De resto, lembro-me de que estava (muito) constipado e muito anti-histaminizado e de que houve um cretino que me perguntou se eu não me sentiria melhor com um cachecol azul ao pescoço do que com o cachecol cor-de-laranja que levava (Paul&Shark, acrescento, de lã e caxemira — será que estes cromos pensam que as cores do espectro são marcas registadas de partidos/ideologia políticas?); rosnei-lhe apenas se queria saber também qual era a cor da minha roupa interior (não tenho obviamente futuro na política). Bom, lá estive, como cidadão forçado da república portuguesa, cumprindo o melhor que podia o ingrato dever de debater o que deveria ser indebatível: todas as utopias transformadas em ideologias geram quantidades ingentes de sofrimento humano, ruína, ditadura, pobreza, guerra e caos. Todas acabam com uma herança terrível que leva gerações a superar. O brilhantismo científico de Fernando Rosas mostrou isso de forma clara. Os crimes e desmandos das 3 repúblicas portuguesas estão à vista de todos e é evidente para outros que precisamos de uma mudança de paradigma, ao nível espiritual e intelectual, municipal, parlamentar e da chefia do Estado.


(*) ANTÓNIO EMILIANO (António Henrique de Figueiredo Pedro de Albuquerque Emiliano) nasceu em 1959. Tem dois filhos e uma enteada, é casado, e vive em Lisboa. Membro do Conselho Monárquico da Causa Real. Membro cooperador (não praticante) da Sociedade Portuguesa de Autores, sócio fundador da Associação Portuguesa de Linguística e membro do Conselho Editorial de BABEL. Professor de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1984. Desenvolveu actividade musical continuada até 1996. Interrompeu-a para se dedicar à docência e investigação. Retomou-a em 2005 por razões de saúde. Autor de, entre outras coisas totalmente irrelevantes, ‘Foi você que pediu um acordo ortográfico?’ e ‘O Fim da Ortografia’ (Guimarães Eds., 2008), ‘Fonética do Português Europeu’ (Guimarães Eds., 2009), ‘Apologia do Desacordo Ortográfico’ (Verbo, BABEL, 2010). Co-autor e 2.º signatário da petição Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico (120.000+ assinaturas).


Fazedor de música cénica e ambiências musicais híbridas com instrumentos e plataformas digitais, desde 1985.

Embaixador Roland (Roland Systems Group/Roland Iberia), no âmbito do Programa Roland para a Co-Criação de Valor (Roland Value Co-Creation Programme).
 
(Fonte: Facebook)

PARTICIPAÇÃO DA CASA REAL PORTUGUESA

S.A.I.R., A Arquiduquesa Regina de Habsburgo
S.A.S., O Principe Alexis de Windisch Graetz

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança participam os recentes falecimentos de S.A.I.R., A Arquiduquesa Regina von Habsburg, e S.A.S., O Príncipe Alexis von Windisch Graetz. Celebra-se Missa em sufrágio no próximo dia 26 de Fevereiro, às 19H00, na Igreja da Encarnação (Chiado).


(Fonte: Blogue Família Real Portuguesa)

A PALAVRA AO REI


A palavra ao Rei

O que nos faz falta
Alguém, que diga em voz alta
O que ansiamos todos ouvir.
Uma voz desgarrada,
Desta cinzenta carneirada,
Que nos leve de novo a sentir.

A sentir que somos um povo,
A sentir orgulho de novo,
Que existe ainda Portugal.
Uma voz determinada,
Que seja o símbolo afinal,
Da mudança por todos desejada.

Não pode ser uma voz qualquer,
Não basta falar, não basta escrever,
É preciso que tenha toda a credibilidade.
Só uma Voz, esse discurso pode fazer,
A Voz símbolo da nossa nacionalidade,
Da nossa vontade e do nosso querer.

Que se levante então essa voz.
Ela está latente e no meio de nós.
Ela precisa da nossa motivação,
Ela precisa de sentir em nós confiança,
Demonstremos-lhe isso sem hesitação,
Fale ao povo, D. Duarte de Bragança.

Diga o que sente,
Diga que está presente,
Afirme a sua vontade e determinação,
Dê-nos também essa confiança,
Afirme a sua indiscutível vocação,
Ser a Voz, a mensagem de esperança.

Fale em nome de seus avós,
Suscite a emoção em todos nós,
Suscite o orgulho e a paixão.
Eleve bem alto a sua voz,
Voz que será determinante, essencial,
Que fará renascer no povo a motivação,
Que fará encontrar de novo Portugal.

José J. Lima Monteiro Andrade

(Fonte: Blogue Desafio de Mudança)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A QUESTÃO DO REGIME EM PORTUGAL pelo General Carlos de Azeredo(*)

 Poderá parecer despropositado levantar a questão do regime em Portugal, numa época em que se aproxima o centenário da imposição de República, mas a realidade dos factos que temos vivido desde 1910 até aos dias de hoje obriga-nos a reconhecer que o fim sangrento de uma Monarquia de quási oito séculos e a imposição violenta de um regime que nada tinha a ver com as nossas tradições e fundado sobre o sangue de um Rei e de um Príncipe, vítimas de assassinatos covardes, factos estes, nunca antes ocorridos na longa existência do Reino de Portugal, constituem razões de sobra para que se possa fazer uma análise, a que a distância no tempo permite já uma abordagem isenta e serena.

1 - Antes do mais , é necessário recordar que o Estado-Nação Português é dos mais antigos da Europa, com tradições plurisseculares, de aceitação plena dos seus Reis e que constituía uma das mais antigas monarquias da Europa.

2 - A única vez que a mão de um popular se levantou perante um Rei, aconteceu na 1ª Dinastia, com o D. Afonso IV, quando um tanoeiro prendeu nas mão as cambas do freio do cavalo que o jovem Rei montava, ao sair do Paço para mais uma caçada diária e lhe disse : Senhor Rei, assim não ! e o Rei deu volta à sua montada e regressou ao Paço a tratar da governação do Reino.

3 - Sempre existiu a maior ligação entre a instituição Real e o Povo Português e era vulgar encontrar-se em casas da província, desde que se vulgarizou a fotografia, imagens do Rei ou da Família Real, - De Presidentes , nunca vi nenhuma.

4 - Quando na fatídica batalha de Alcácer el Kibir morreu o jovem Rei D. Sebastião, foi a lenda do seu regresso numa manhã de nevoeiro, que manteve a ideia-esperança, entre os Portugueses, de voltarem a ter um Rei Natural , isto é, um Rei Português, que afastasse do Trono a dinastia dos Áustrias e nos libertasse do domínio Castelhano.

5 – Até mesmo nos últimos anos da Monarquia, a Família Real, quando se deslocava a qualquer parte de Portugal, fosse nas Ilhas, fosse no continente, era recebida com um afectivo entusiasmo, pelos grandes e pelo povo simples das comunidades locais.

6 – Sendo tudo o que acima se afirma, realidades indesmentíveis da História, convém relembrar como uma minoria republicana, que não contava mais que 7 (sete) representantes no conjunto de mais de 200 deputados nas Cortes, numa situação de uma quase total liberdade de opiniões que chegava a permitir o insulto e o enxovalho da Família Real, conseguiu, pela violência e pelo assassínio, destruir um regime legitimado por séculos de História, pela Vontade dos Portugueses e pela Legalidade Constitucional .

7 – Também é oportuno relembrar que num Portugal tranquilo , que respeitava a Família Real, que levava uma vida laboriosa, no ambiente rural da província, ou nas cidades e vilas do interior, Lisboa era a incrível excepção, onde fervilhavam umas dezenas de “lojas” clandestinas de carbonários, de anarquistas, de maçons, de bombistas, onde no Parlamento, se assistia a uma autêntica dança das cadeiras partidárias num mero e estéril exercício de rotatividade, onde em várias casas da cidade, se fabricavam bombas explosivas ou se conspirava contra o Poder legítimo, cidade em cuja imprensa de vários jornais ou em simples panfletos, se praticava exercício abusivo da liberdade de opinião, onde abertamente se insultava a Família Real e se proclamava a necessidade de matar o Rei.

8 - Pode, com verdade , afirmar-se que Lisboa, alheada do resto do País em termos políticos, foi o berço revolucionário e sangrento do regime republicano que, segundo os factos, desde Outubro de 1910 até hoje, não assentou bem nas características de uma velha Monarquia, que era Portugal, tal como se vestissem uma senhora de muita idade com roupagens de uma rapariga de 15 anos .

9 – Aliás, a Primeira República imposta aos Portugueses por uma minoria, que para tal se serviu da violência e do assassínio, de bombistas, de carbonários, de anarquistas implicados em mortes para calarem possíveis depoimentos comprometedores ou em obediência a ordens saídas das lojas secretas, revolucionários, que encetavam golpes armados, na rua, uns a seguir a outros, ou assassinavam os políticos e presidentes que lhes desagradavam, uma minoria que não passava de uma escumalha política a que se juntaram alguns monárquicos que apenas pretendiam “o Poder pelo Poder”, como terá dito o nefasto vira-casacas José Maria Alpoim, a Primeira República, como dizíamos, nunca foi apoiada pelo esmagadora maioria dos Portugueses, e foi construída em Lisboa, à revelia do resto da Nação e sobre o duplo crime do assassínio.

10 - Toda esta desordem veio, postumamente, dar plena razão ao gesto patriótico e constitucionalmente legítimo do desventurado Rei D. Carlos, ao chamar João Franco para chefiar o Governo e tentar pôr ordem na administração do Estado. O Rei sabia bem da qualidade da maioria dos políticos de pacotilha que tinha, alheados da realidade e necessidades de Portugal e apenas orientados para uma maior fatia do Poder e de riqueza.

11 - Não está fora do sentido o movimento de Maio de 1926, quando comparado, na sua génese, com as intenções do Rei D. Carlos Apenas ao regime do Estado Novo, que foi instaurado para sanear a desordem da 1ª República, faltou um dirigente respeitador de liberdade de opinião, que soubesse governar ouvindo atento a opinião alheia a respeito do seu projecto político, e que mantivesse uma abertura livre, mas isenta, a todas as correntes partidárias, o que só é verdadeiramente possível na Instituição Real, em que o Chefe do Estado não depende de qualquer partido, mas constitui um factor de continuidade e permanência só interrompidas pelos limites da vida humana.

12 - Mas deixando o que é do passado, mesmo sendo não só importante, mas também imprescindível para a construção do futuro, olhemos um pouco para a actualidade, para o tempo que nos foi dado para viver e comparemos as Monarquias com as Repúblicas europeias, e teremos de concordar que as virtudes do civismo, da cultura, do desenvolvimento, do bem estar social, são mais visíveis e seguras entre os Reinos europeus que entre os estados Republicanos.

13 - E se olharmos aos aspectos económicos, isto é, à despesa pública que acaba fatalmente por pesar sobre o cidadão , no que se refere aos dois regimes, de que estamos a tratar, é sabido que os contribuintes de Portugal, pequeno País e de recursos limitados, gastam cerca de mais 40% com a Presidência da República, do que se gasta em Espanha com a Casa Real e além desta diferença bastante pesada, lembro que neste momento sustentamos já 3 ex-Presidentes e mais o Presidente em funções, o que soma 4 Chefes do Estado com a maior parte das mordomias do exercício pleno das suas antigas funções, tais como automóvel condigno, condutor, secretárias com duas e quatro pernas, gabinetes pessoais com telefones , seguranças, vencimento etc. E como, graças a Deus estão todos de boa saúde, de quatro ainda poderemos passar a pagar a 5 ou 6 ! Ora eu não sou contra o facto de um ex Chefe de Estado usufruir dessas regalias, o que acho pernicioso é o regime que implica fatalmente tal actual situação. Ora em Monarquia só há um Rei (Rei morto, Rei posto !) sem as caríssimas campanhas eleitorais para a Presidência da República, que ciclicamente custam fortunas ao nosso limitado erário público. Um Rei chega naturalmente ao Trono com uma total independência em relação aos Partidos políticos, ou aos magnates do capital, aspecto importantíssimo, muito dificilmente conseguido, se não impossível, em república, onde os candidatos dependem da escolha e apoio partidários.

14 - Isto é, em Monarquia só há , e sem hiatos, um só Chefe de Estado que é o Rei. Quanto à Família Real, a sua manutenção digna, custará sensivelmente o mesmo que a das famílias dos Presidentes que, creio, vivem materialmente também com dignidade.

15 - Há dias, na nossa Televisão um Senhor que foi apresentado como pertencente a uma dessas “lojas” secretas, adiantava que na cúpula da Monarquia faltava a excelência do princípio electivo, esquecido que a maior parte das realidades fundamentais da personalidade humana - O Pai, a Mãe, os Irmãos, a herança genética, dons naturais, a nacionalidade, a língua materna, a cor dos olhos ou do cabelo, o local e data do nascimento, etc.,etc. não são elegíveis, mas tão somente impostos naturalmente e julgo que a maioria esmagadora dos filhos amam os pais, a sua terra, a sua língua, etc. É que o Rei e a restante Família Real configuram ao mais alto nível a realidade fundamental da Família, realidade profundamente ancorada na personalidade do Ser Humano e indiscutível alicerce de uma comunidade social.

16 – Os Presidentes das repúblicas não passam mais que uma ou duas legislaturas no seu cargo, para logo passarem à história; Os Reis naturalmente marcam uma época, convivem com uma ou duas gerações, e mesmo em alguns casos marcam uma cultura ou um estilo em muitas realidades nacionais. De certo modo, os Reis marcam como que balizas na nossa História.

17 - Os Portugueses em 1140, em 1385 e em 1640, ao escolherem a monarquia sabiam perfeitamente que o princípio da hereditariedade era o principal argumento que marcava a sucessão real, e se assim escolheram e aceitarem livremente, não se pode aludir falta de democracia no regime monárquico.

18 - Aliás a Democracia primou na Europa em monarquias antes de se estabelecer nos mais estados, republicanos . Mas mesmo no nosso caso, os Reis eram eleitos por aclamação, nas Cortes, que constituíam a máxima e legítima representação democrática do Povo Português.

19 - Argumentam alguns : O Príncipe herdeiro pode ser mentalmente ou fisicamente incapaz: mas geralmente nas monarquias é estabelecida uma linha de Sucessão, normalmente dentro da própria Família Real, constituída por personalidades aptas a substituir um herdeiro ou um rei incapacitados. Assim aconteceu com os nossos Reis D. Sancho II e D. Afonso VI substituídos pelos irmãos, respectivamente os Reis, cujos cognomes foram o de Bolonhês e o de Pacífico.

20 - Também é de notar que, na Europa, durante o século XX, os piores, os mais desumanos e criminosamente opressivos regimes da História Universal aconteceram em duas repúblicas, e vitimaram no seu conjunto cerca de vinte milhões de seres humanos: Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e países dependentes, e na República Nacional Socialista ou Nazi, da Alemanha de Hitler.

21 - Lembro que nas histórias e contos, que atravessaram várias gerações até à na nossa meninice, os heróis eram reis, princesas ou príncipes encantados, e dos Estados Unidos, que nunca foram uma monarquia, chegaram-nos filmes que nunca hão de desaparecer, como a Cinderela, a Branca de Neve e os Sete Anões, ou a Bela e o Monstro, a Gata Borralheira, etc. O que nunca verei certamente, nem nunca encantará a imaginação de qualquer criança, será uma possível história de um Brito Camacho , ou de um outro presidente de uma República qualquer, a quebrar o encantamento de uma jovem pioneira republicana de barrete frígio enterrado na cabeça.

22 - A existência de um Rei e da sua Família Real é um facto tão naturalmente necessário que, se inicialmente as repúblicas seguiam à risca a norma da maior parte das respectivas constituições, onde, oficialmente, família do presidente não é contemplada (excepto nos E.U.A. onde a Mulher está oficialmente junto do Presidente na cerimónia do juramento da posse), aparecendo o Presidente quase sempre sem familiares, salvo em visitas de estado a países monárquicos, por razões de protocolo. A verdade é que a partir do Presidente Craveiro Lopes, as esposas dos presidentes tornaram-se cada vez mais presentes na vida pública, até ao ponto de termos visto o actual Presidente entrar com a Família no Palácio de Belém, o que demonstra a mais valia da presença da Família junto à chefia do estado. Isto é, entre nós , assistiu-se aos insultos e insinuações caluniosas, por parte dos inimigos da Monarquia, contra a Rainha Dona Amélia e à tentativa de liquidação de toda a Família Real, de que resultou a morte do Rei, do Príncipe Herdeiro e o ferimento do Rei D. Manuel II , para anos depois o regime que, revolucionariamente, foi imposto pelos inimigos declarados da Família Real, acabar por aceitar na vida pública a presença da Família Presidencial . Esta é a prova insofismável da excelência e das raízes profundamente humanas da necessidade de uma Família Real no vértice da organização do Estado.

23 - Também, no que se refere à extinção das soberanias nacionais, perante a projectada União Europeia, a atitude das Monarquias foi na sua maior parte diferente da atitude das Repúblicas, o que pode denotar, da parte das primeiras uma maior valoração da História e do sentimento Pátrio, em relação às segundas. E perante uma projectada União Europeia, que, como união de Estados, deveria atribuir um voto a cada Estado, assistimos à desfiguração para uma união de cidadãos, com claro favorecimento para os países maiores e nefasto prejuízo para os mais pequenos, como o nosso, que sem peso específico, quer populacional, quer económico, tenderão fatalmente a dissolver-se, e a desaparecer.

Mais uma razão que torna para nós necessário, se não vital, o regresso ao regime Monárquico, que criou e engrandeceu, durante séculos o nosso PORTUGAL .

Porto, 20 de Abril de 2008
Carlos de Azeredo
General

(Fonte: Sítio da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro)


(*) Carlos de Azeredo, de seu nome completo Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme (nascido em 4 de Outubro de 1930) é um general do Exército Português. Monárquico, participou activamente no 25 de Abril de 1974.

Foi Comandante da Região Militar do Norte e Chefe da Casa Militar do Presidente Mário Soares. Foi candidato à Presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas de 1997 à frente de uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, tendo sido derrotado por Fernando Gomes.

(Fonte: Wikipedia)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

SOLIDARIEDADE COM A MADEIRA

Inesperadamente, abateu-se sobre a Região Autónoma da Madeira uma enorme tragédia, que abalou todos os portugueses.

Nós, da Real Associação da Beira Litoral, queremos apresentar aos familiares de todos os que pereceram as nossas condolências e a todos os Madeirenses o nosso pesar pelas nefastas consequências de tão forte intempérie, que é envolto de votos de que seja ainda mais forte o ânimo de retomar com redobrado vigor o futuro.

Deixamos ainda à Real Associação da Madeira, que representa a Causa Real na região, uma mensagem de solidariedade neste momento tão difícil.

Coragem amigos! Deus esteja convosco!

Fábio Reis Fernandes
Presidente da direcção
Real Associação da Beira Litoral

CHEFE DE ESTADO IMPROVISADO OU PREPARADO?

Está na Chefia do Estado uma das mais importantes diferenças entre as formas de governo republicana e monárquica.

Para os republicanos, o Chefe de Estado deve ser escolhido. Para os monárquicos, deve ser hereditário e preparado.

Em república, o candidato à Presidência pode ser até um político experiente mas, como Chefe de Estado, será sempre o mandatário de um partido, de uma facção ou de uma estratégia política para a qual concorrem toda a espécie de interesses e influências, nacionais ou internacionais. Mas ainda que, por absurdo, o Presidente estivesse desligado de quaisquer compromissos, o simples facto de estar de passagem, já compromete todo o sistema republicano. A Chefia do Estado, com efeito, é um cargo demasiado sério para ser posto periodicamente em leilão. Assim como em tudo na vida há profissões ou cargos que requerem uma preparação e que não podem ser disputados, do mesmo modo também a Chefia do Estado deve estar acima de qualquer discussão e pressupõe uma preparação muito especial. Por isso a Monarquia prefere entregar a Chefia do Estado a um Poder imparcial e independente, estável e duradouro, numa palavra, a um Príncipe preparado e verdadeiramente identificado com a Nação por uma longa História de serviços a ela prestados pelos seus avós.

Como se dá então essa preparação do Príncipe?

Desde logo é necessário considerar a existência do inegável factor da predisposição hereditária. A família do Príncipe — mesmo naqueles casos em que não é reinante — tem atrás de si uma longa série de gerações especializadas no desempenho da alta função de reinar. E como é sabido, há muitas aptidões que se transmitem por hereditariedade, como se pode constatar em famílias onde predomina a tendência para a carreira médica, diplomática, musical, militar, etc. Assim, de um Príncipe que descende de uma família há 200, 500 ou 1000 anos reinante, pode-se razoavelmente esperar que tenha maior aptidão para o ofício de governar, do que uma pessoa que não tem nesse domínio quaisquer antecedentes.

Visto o factor da hereditariedade, considere-se agora o da educação

Desde criança, o Príncipe é cuidadosamente preparado para as funções que um dia deverá desempenhar. O seu pai, escolhe a dedo os mestres encarregados de lhe ministrarem os conhecimentos necessários, vigia atentamente o seu aproveitamento e instrui-o pessoalmente nos princípios da arte de governar e nos segredos de Estado. Mesmo aqueles Príncipes que são filhos de pais não-reinantes e a quem está vedada, portanto, a possibilidade de terem “aulas práticas” pela participação em despachos ministeriais ou em sessões do Conselho de Estado, podem sempre aprender o ofício de reinar no exemplo vivo da família e dos seus antepassados. “As lições da História — escreve José María Pemán (1) — são, na casa do Príncipe, experiências de família […]. O Príncipe respira, desde que nasce, um ambiente que a todo o momento é aprendizagem e ensino para a sua função.”

Tudo isso lhe confere uma bagagem muito especial e completa, a qual naturalmente lhe dá maiores probabilidades de ser bem sucedido como Chefe de Estado, do que um improvisado presidente republicano. Ademais, quando sobe ao trono, o Príncipe não é um desconhecido que aparece subitamente na cena política. Desde que nasce, toda a nação o conhece e tem os olhos postos nele. Sabendo disso, também ele, por sua vez, aprende a conhecer a importância transcendente de todos os seus actos e a ampla repercussão que têm os seus bons ou maus exemplos. A sua condição, portanto, pede um enorme esforço de vigilância sobre si mesmo, pede disciplina, pede renúncia a muitos prazeres, a muitas diversões e a muitas liberdades que qualquer outra pessoa pode ter. Inevitavelmente, daqui vem um sentido de responsabilidade que o cidadão comum nunca poderá alcançar, porque vem da circunstância do nascimento e porque é gravada na alma do Príncipe desde a mais tenra infância.

Ser Príncipe pressupõe qualidades de soldado: coragem, abnegação, renúncia, espírito de sacrifício e dedicação à Pátria

É certo que hoje em dia, infelizmente, não sentimos essa noção de responsabilidade em muitos Príncipes das Casas reinantes ou não reinantes. Mas praticamente todos eles — até mesmo aqueles que não dão bons exemplos de vida pessoal e que muitas vezes parecem alheios aos problemas do seu país — receberam, quase como natural rotina, uma preparação bem adequada para reinar. Por vezes tiveram até uma educação bastante dura, em situações de exílio e de sérias dificuldades económicas.

Ao ouvirmos a palavra “Príncipe” somos geralmente muito mais propensos a pensar em privilégio e regalias do que a considerar os espinhos que essa condição acarreta, especialmente quando é levada a sério, com espírito de missão e de cumprimento do dever. Ser Príncipe, acima de tudo significa Servir e isso pressupõe qualidades de soldado: coragem, abnegação, renúncia, espírito de sacrifício e dedicação à Pátria. Esta ideia de Príncipe ao serviço da sua pátria e do seu povo, exprimiu-a magistralmente o Tenente-Coronel Mouzinho de Albuquerque, quando El-Rei D. Carlos lhe confiou a educação de seu filho D. Luís Filipe. Escreveu ele ao Príncipe Real: “É Vossa Alteza Príncipe, há de ser Rei; ora, […] ninguém como o Rei tem de se esquecer de si para pensar em todos, […] ninguém como ele tem que levar a abnegação ao maior extremo, ninguém como ele precisa de ser soldado na acepção mais lata e sublime desta palavra. […] o Rei é uma sentinela permanente que não tem folga porque, nomeado por Deus, só Ele o pode mandar render e então envia-lhe a morte a chamá-lo ao descanso. Enquanto vive tem o Rei de conservar os olhos sempre bem abertos, vendo tudo, olhando por todos. Nele reside o amparo dos desprotegidos, o descanso dos velhos, a esperança dos novos; dele fiam os ricos a sua fazenda, os pobres o seu pão e todos nós a honra do país em que nascemos, que é a honra de todos nós! Para semelhante posto só pode ir quem tenha alma de soldado!”(2)

Com esta reflexão e com o nosso olhar voltado para Sua Alteza Real o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, e especialmente para o seu Herdeiro D. Afonso, Príncipe da Beira, concluímos também com as palavras de Mouzinho: “A Vossa Alteza cumpre realizar as esperanças de seu Augusto Pai e nosso Rei, as esperanças de todos os Portugueses.”

Luís Filipe Ferrand d’Almeida

(Fonte: Arautos d'El Rei)

(1) José María Pemán, “Cartas a um céptico sobre as formas de governo”, Edições Gama, Porto, 1947
(2) Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, Editorial Verbo, 1987, Vol. X, págs. 99, 100

Para os Monárquicos Portugueses

Dear Fellow Monarchists,

First of all, I am an American, born and raised in a country with republican roots. Strange as it might seem; I happen to be a devout supporter of monarchies which for an American is quite a unique record breaker, especially for someone who is born in the southwestern United States. Portugal has a wonderful history and I am a happy supporter for HRH Duarte Pio! Like monarchists in Portugal, I hope for Portugal to have a constitutional monarchy with the crown as the symbol of the nation, its people, culture, traditions, and most of all democracy. It is possible that it could happen with the example of the Iberian neighbor to Portugal’s east, Spain. Like Spain, Portugal has a maritime history too. She has colonized the Americas and started trade with the East Indies; the first European missionaries in India were Portuguese on the colony of Goa. Among many things, Portugal under her kings has developed a world of art, discovery, spreading of faith to other lands as well as in the country itself.I am willing to support Duarte Pio; he is a great champion for progress for Portugal. He would be a great king of a democratic Portugal. I desire that one day he would be a father of the nation of the newly restored kingdom and that hope will be born under his reign as constitutional monarch. In order for that to happen, one must be willing to act! The republicans acted with their desires to get what they wanted, now it is time to act. I am willing to help the cause by rallying Portuguese monarchists in the USA. I feel with contacts in my area or in proximity in my area, I could build a base to help spread the word. I ask fellow monarchists to help me on my quest to find supporters of Dom Duarte Pio in the southwest USA. Please spread the news about me and once I get an organized base, I shall be able to help.

Sincerely,


Morgan Hinton

Posted by Lusa Monarquia