LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 22 de maio de 2017

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A REAL GAZETA DO ALTO MINHO Nº 11


Neste número pode ler:

- Entrevista a Gonçalo Martins da Silva, Presidente da Juventude Monárquica Portuguesa
- Desmitificar a Monarquia, por Miguel Villas-Boas
- Assembleia Geral da Real Associação de Viana do Castelo
- Inclusão do Duque de Bragança no Protocolo do Estado, por Tomás A. Moreira
- A nossa falta de memória, por Carlos Aguiar Gomes




 

domingo, 21 de maio de 2017

A FAMÍLIA REAL ESTEVE EM FÁTIMA NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES


SS.AA.RR. Dom Duarte e Dona Isabel como peregrinos em Fátima. Acompanhou-Os S.A. Dom Dinis, filho mais novo.

S. TOMÁS DE AQUINO: A MONARQUIA É O REGIME MAIS NATURAL


O mais bem ordenado é o natural; pois, em cada coisa, opera a natureza o melhor. E todo o regime natural é de um só. Assim, na multidão dos membros, há um primeiro que move, isto é, o coração; e nas partes da alma, preside uma faculdade principal, que é a razão. Têm as abelhas um só rei [rainha], e em todo o universo há um só Deus, criador e governador de tudo. E isto é razoável. De facto, toda a multidão deriva de um só. Por onde, se as coisas de arte imitam as da natureza, e tanto melhor é a obra de arte quanto mais busca a semelhança do que é da natureza, importa seja o melhor, na multidão humana, o governar-se por um só.

São Tomás de Aquino in «Do Reino ou Do Governo dos Príncipes ao Rei do Chipre».


Fonte: Veritatis

sábado, 20 de maio de 2017

ESTÁ PARA BREVE O Nº 15 DO CORREIO REAL

Foto de João Távora.

Já seguiu para produção gráfica o Correio Real nº 15 produzido pela Real Associação de Lisboa para a Causa Real, cujo tema principal é o manifesto para a inclusão do Senhor Dom Duarte no Protocolo de Estado, e inclui uma entrevista ao cantor José Cid, um artigo sobre a personalidade artística do rei Dom Fernando, além de artigos diversos e um noticiário das principais actividades do movimento.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA "AINDA" CUSTA O DOBRO DA CASA REAL ESPANHOLA


O Chefe do Estado Português continua a sair mais caro aos portugueses do que Filipe VI aos espanhóis. Nos últimos anos, a Casa Real espanhola aplicou um programa interno de austeridade que reduziu as suas despesas, enquanto a Presidência portuguesa conseguiu aumentar ainda mais os custos de manutenção. A comparação negativa não se aplica só a Espanha: o nosso Presidente é mais dispendioso para os cofres públicos do que muitos dos monarcas europeus.
Para Portugal ter um Presidente como Chefe do Estado, os contribuintes vão ter de desembolsar quase 16 milhões de euros este ano – mais do dobro dos 7,7 milhões que a Coroa espanhola custa a ‘nuestros vecinos’. Quando o custo é considerado tendo em conta a população ou o PIB, então conclui-se que o Presidente da República Portuguesa se encontra entre os Chefes de Estado mais dispendiosos da Europa, superando inclusive muitas das cabeças coroadas dos países ricos do velho continente.
Esta é uma realidade que já vem a ser abordada, nomeadamente por este jornal, desde o tempo em que Juan Carlos e Cavaco Silva, respectivamente, ocupavam os cargos de Rei de Espanha e Presidente da República Portuguesa. Desde então, a situação só piorou, razão provável para Marcelo Rebelo de Sousa, actual detentor do cargo, ter pedido uma auditoria às despesas da Presidência, conseguindo com isso obter uma poupança de meio milhão de euros.
Ainda assim, o que a Presidência portuguesa ultimamente reduziu em gastos de funcionamento corresponde apenas a metade das poupanças de um milhão de euros que a Coroa espanhola conseguiu em 2016, isto após ter reduzido o seu orçamento de 8,2 milhões em 2012 para 7,7 milhões em 2016. Em 2012, o orçamento da Presidência da República portuguesa era de 15 milhões, em 2016 superou os 16 milhões.
O problema parece residir na “corte” republicana do Presidente, visto que, na verdade, muito pouco desta larga fortuna é gasta na figura do próprio Chefe do Estado. Para todos os efeitos, Marcelo Rebelo de Sousa é dos líderes mais “pobres” da Europa: apenas aufere 6.700 euros mensais, muito menos do que outros estadistas europeus. Até mesmo Alexis Tsipras recebe mais por ano do que o nosso Presidente, que apenas tem um ordenado maior do que o de alguns líderes de países do Leste. O mesmo se passa com o primeiro-ministro de Portugal, que também recebe muito pouco em comparação com outros líderes.
A maior fatia da despesa recai, assim, sobre os gastos de pessoal. A pequena “corte” de 155 funcionários já é uma redução dos 200 que Belém empregava em 2009, mas ainda representa 72 por cento dos gastos da Presidência da República, o equivalente a 11 milhões de euros. Em comparação, na Casa Real espanhola, a rubrica dos funcionários apenas representa 49 por cento das despesas. E a Casa Real britânica, que serve uma população seis vezes maior do que a nossa e cumpre deveres protocolares de Estado incomparáveis com os da Presidência portuguesa, apenas emprega 400 funcionários.
Note-se que, do Orçamento de Belém, também são pagos os gabinetes dos antigos Chefes do Estado, bem como todas as despesas associadas aos mesmos: os ex-Presidentes (actualmente três) também têm direito ao uso de automóvel do Estado com motorista. Cada antigo Presidente custa, em média, 300 mil euros anuais ao erário público. Em comparação, Juan Carlos (que, por razões excepcionais, abdicou do Trono em favor de seu filho, o actual Rei Filipe VI) custa aproximadamente 200 mil euros – embora, pela própria natureza da instituição monárquica, não seja comum haver Reis aposentados.
Mas não é só o Rei de Espanha que é menos dispendioso do que a Presidência portuguesa. As Casas Reais da Dinamarca e Suécia, países consideravelmente mais ricos, somente custam 13 milhões de euros anuais aos seus contribuintes. Outras Casas Reais, como a belga, norueguesa e holandesa, são mais dispendiosas em termos nominais, mas também reinam sobre países consideravelmente mais ricos do que Portugal, tendo a Noruega uma economia com o dobro do valor da nossa, apesar de apenas ter metade da população. A Monarquia, nesses países, continua a reunir elevados níveis de apoio, enquanto a Presidência portuguesa só recentemente tem sido vista com alguma simpatia – não pela instituição em si, mas pela personalidade característica de Marcelo Rebelo de Sousa.
Mesmo em termos republicanos, a nossa Presidência é dispendiosa. O Presidente alemão, Chefe de Estado do país mais rico da Europa, tem apenas um custo de 25 milhões de euros para o contribuinte. O Presidente de França, embora sendo mais dispendioso do que o nosso (é o mais caro dos líderes republicanos europeus), tem responsabilidades executivas (quando dispõe de uma maioria parlamentar) que o Presidente português nunca teve. Mas se contabilizarmos o custo de ambas as Presidências por cidadão, então concluiremos que os 16 milhões de euros da Presidência portuguesa saem mais caros aos 10 milhões de portugueses do que os mais de 100 milhões de euros da Presidência de França saem aos 67 milhões de franceses.
Nunca foi dado aos portugueses a oportunidade de votarem democraticamente sobre se preferem continuar a eleger Presidentes ou se desejam aclamar popularmente (conforme a tradição nacional) o Rei de Portugal. Números como os que atrás referimos mostram que talvez seja o momento de se fazer esse debate.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA NA HERO CUP LONDON TO LISBON CLASSIC

dom duarte pio

Muitas marcas de relógios associam o seu nome a conceituados universos automóveis. Esse é também o caso da Zenith, que foi a ‘timekeeper’ oficial da HERO Cup London to Lisbon Classic Reliability Trial, prova de resistência que recentemente levou mais de 90 veículos clássicos (fabricados até 1987) a percorrerem as estradas do Reino Unido, França, Espanha e Portugal num total de 3.500 quilómetros.
A partida fez-se num local com muita tradição no automobilismo, Brooklands, tendo a chegada decorrido no final de abril em Cascais, onde Paul Crosby e Martyn Taylor, que seguiam a bordo de um Porsche 911, foram coroados vencedores da competição.
A cerimónia de entrega de prémios teve lugar durante um jantar de gala realizado na Cidadela de Cascais, com Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, a marcar presença e a entregar muitos dos troféus. Crosby e Taylor receberam, ainda, das mãos de Ana Freitas, CEO da J. Borges Freitas, representante em Portugal da Zenith, um relógio de parede daquela marca.
Para homenagear a sua parceria pelo segundo ano consecutivo com a HERO (Historic Endurance Rallying Organization), a Zenith lançou uma edição limitada de 100 peças do modelo ‘El Primero Chronomaster Open 1969 Hero Cup Edition’. Este foi aliás o relógio que seguiu no pulso de muitos dos participantes da Hero Cup London to Lisbon.
Peça muito especial, o Hero Cup Edition tem como características distintivas o facto de ter o logótipo da prova de resistência de clássicos (às 6 horas), uma caixa de 42 mm e construção em aço El Primero 4061. O preço deste relógio, pensado para os amantes de automóveis clássicos e de bons momentos passados ao volante, é de 9.300 euros.
A HERO tem já um importante percurso na ‘causa’ dos veículos clássicos, mesmo que a sua fundação seja ainda contemporânea. Criada em 1993, a HERO tem vindo a ganhar relevo na organização de eventos ligados a Endurance com os clássicos, mas também tem marcado muitos pontos noutros aspetos, como no comércio e serviços de veículos clássicos na Europa, além de ter ainda uma vertente solidária ao apoiar monetariamente a SOS Children’s Villages, uma associação de caridade destinada a ajudar crianças e jovens em situação precária, abandono ou isolamento.
Motor 24

segunda-feira, 15 de maio de 2017

72º ANIVERSÁRIO DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA

Fotografia: Maria Menezes
  
Neste dia em que Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte completa mais um aniversário, a Real Associação da Beira Litoral, sua direcção e todos os seus associados, querem dar muitos parabéns e desejar a Sua Alteza Real muita Felicidade, Alegria, Paz e Saúde e que passe um dia muito Feliz na companhia da Família Real.

QUE DEUS ABENÇOE E PROTEJA S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE E A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA!

VIVA O REI!   
VIVA A FAMÍLIA REAL!
VIVA PORTUGAL!

 

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

É Grão Mestre da Ordem de N. Sra. da Conceição de Vila Viçosa,   Bailio Grã-Cruz da Ordem Soberana de Malta, membro do Conselho Científico da Fundação Príncipes de Arenberg.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:

Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,

Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997

Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.


sábado, 13 de maio de 2017

22º ANIVERSÁRIO DO MATRIMÓNIO DOS DUQUES DE BRAGANÇA

Foto de Joana Pereira.
SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança casaram há 22 anos na Igreja de Santa Maria de Belém.

Hoje, dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, comemora-se o aniversário de Matrimónio de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte Pio e Dona Isabel.

Desejamos a Vossas Altezas as maiores felicidades e que Deus Vos Abençoe.

Que Nossa Senhora de Fátima esteja sempre presente no Amor, na Alegria e na Caridade dos Nossos Reis e Infantes.


VIVA O REI! VIVA A RAINHA!

VIVA A FAMÍLIA REAL!

DOM DUARTE NO PROTOCOLO DE ESTADO

Imagem relacionada

Recentemente começou a circular uma petição para incluir D. Duarte no protocolo de Estado. Sua Alteza Real não tem qualquer reconhecimento oficial do Estado português, apesar de ser o herdeiro do Trono de Portugal, descendente e herdeiro dos Reis que governaram o país durante quase oitocentos anos, de estar depositado sobre a sua figura a tradição e representação dos Reis que fundaram a Pátria. Portugal esqueceu-se da sua história.
Os arrivistas que desempenham o lugar que cabe por direito ao rei, o lugar de representação e de cabeça da Nação, os mesmo arrivistas que desbarataram a herança da Monarquia Portuguesa, a mesma monarquia de nos deixou a língua portuguesa, que nos deu Camões e Pessoa, monárquico nascido em 1888, a mesma monarquia que fez de Portugal maior entre os grandes, esquecem-se de que os despojos que agora disputam, os despojos de um Portugal a esvair-se no nevoeiro, são restos da herança da Coroa de Portugal.
A ingratidão da putativa democracia portuguesa republicana e laica é directamente proporcional à avidez cúpida dos devoristas que hoje sangram o país e os portugueses esquecendo que Portugal já foi uma verdadeira democracia em tempos finais da monarquia, como monarquias são os países mais desenvolvidos do Mundo, como a Noruega ou a Suécia.
Honrar Dom Duarte não é honrar o homem, é honrar a memória, a história, a memória e os genes dos nossos antepassados. Esquecer o príncipe que ocupa o lugar de herdeiro ao Trono de Portugal é cuspir em Portugal e na sua fundação e apogeu.
É evidente que Sua Alteza Real está acima de quaisquer que ocupem transitoriamente os poderes políticos efémeros e corruptos de hoje em dia. É evidente que no coração de Portugal D. Duarte tem um lugar especial. É evidente que mesmo que seja reconhecida a sua posição no protocolo de Estado não lhe será dado o lugar de primazia a que tem direito como representante da Nação Portuguesa. Mas será o mínimo dos mínimos para respeitar a memória de um país.
D. Duarte não precisa de um lugar atrás de duzentos ou trezentos sobas do regime, esse lugar primacial é seu por direito. Mas reconhecer a sua figura, e a figura de qualquer dos seus filhos ou netos que ocupe o seu lugar no futuro é essencial para a reconciliação entre o triste Portugal de hoje e o Portugal Eterno que perdurou por setecentos anos e que voltará um dia, quando finalmente se realizar o Quinto Império neste país.
Manuel Silveira da Cunha
Jornal O DIABO

A LIBERDADE POR CUMPRIR


A Liberdade não é um valor próprio ou exclusivo detido por alguma força ideológica. A Liberdade é um valor intrínseco à própria natureza humana. Somos concebidos, logo somos livres.

Porém, é forçoso reconhecer que, muitas vezes, foram homens movidos pelas suas paixões ideológicas que libertaram sociedades presas a outras realidades ideológicas castradoras da Liberdade. O perigo, que tantas vezes se repetiu, foi sujeitar os “libertados” a uma “nova” tirania.

É preciso uma abnegação extrema para fazer e depois entregar à Verdade. No 25 de Abril tivemos alguns assim, mas não todos.

Vivemos num clima, desde esse dia de 1974, em que é muito difícil pensar diferente e conseguir chegar mais longe ao ponto de mover os cidadãos. Existe mesmo uma ditadura do pensamento único. Quem não está dentro, é marginalizado e a vida política torna-se-lhe muito difícil.

As manifestações deste poder, que parece considerar-se revestido de uma superioridade moral, blindou-se desde cedo, mesmo em nome da “liberdade”. A verdade é que essa “liberdade” limitou as nossas escolhas e a percepção, principalmente das novas gerações, do que é a Pátria e o seu valor intemporal.

Veja-se, por exemplo, a alínea b) do artigo 288º da Constituição da República Portuguesa. Este preceito constitucional impõe a “forma republicana de governo” sempre que se fizer uma revisão constitucional. A assembleia constituinte entendeu, em nome da “liberdade”, que aos portugueses não deve ser dado o direito de escolherem o tipo de regime em que querem viver. Liberdade?

Em boa hora, um grupo de bons cidadãos levou ao Parlamento uma petição para substituir esta fórmula por “forma democrática de governo”, mas os “senhores”, impositores do pensamento único e guardiões do seu conceito de liberdade, rejeitaram a proposta, eternizando uma lei magna coxa e contrária à democracia.

O regime, republicano, que nos foi imposto, obriga-nos a aceitar um chefe de estado filho de um qualquer berço ideológico. Alguém que leva para a presidência uma visão do mundo que pode não ser, na maior parte das vezes não é, correspondente à essência do ser português.

O modelo escolhido para a chefia de estado, cargo que existe para servir e representar todos, não é respeitador da Liberdade, porque impõe alguém escolhido por uns poucos, com anseios ideológicos, para representar todos. Aqui ficou por cumprir Abril.

A ausência de um poder estável, hoje não temos qualquer órgão do Estado que esteja livre da instabilidade, é uma ameaça permanente à Liberdade e democracia. Não temos árbitro do jogo político, porque o árbitro é declaradamente de uma das equipas.

Nem todos os cargos políticos são escolhidos em eleições e isso não viola a democracia, pois a sua vitalidade, a sua sobrevivência, depende de um “lugar” que seja inviolável. Esse “lugar” é onde está cada um dos portugueses, venha de onde vier. Esse “lugar” é aquele ocupado pelo Rei dos Portugueses.

Abril só se cumprirá quando se sacralizar um poder estável, não ideológico, com a legitimidade histórica que lhe permita ser o guardião da Liberdade e da democracia.

Diogo Tomás Pereira
Membro da Comissão Executiva da Causa Real


Fonte: Causa Real

sexta-feira, 12 de maio de 2017

JANTAR-TERTÚLIA DE MAIO DA JMP É JÁ NO DIA 19

Foto de Juventude Monárquica Portuguesa.

O jantar-tertúlia de Maio da Juventude Monárquica de Lisboa é já no próximo dia 19 (6ªf)! Desta vez será em Cascais no "Tasca da Vila", Rua Visconde da Luz n° 7 A.

Iremos receber como convidado o Prof. António Sousa Lara, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, que nos irá falar sobre "Os Monárquicos no final da II República e no início da III".

O jantar terá um valor €13 por pessoa (€15 com sobremesa) e as reservas poderão ser feitas até dia 17, através do e-mail secretariageraljmp@gmail.com ou aqui no facebook, por mensagem privada.

Pedimos só que no momento da inscrição nos indiques qual o prato que preferes:
- Filetes de pescada c/ batatas fritas e salada;
- Bacalhau assado no forno c/ puré;
- Lombo de Porco assado c/ batata assada;
- Escalopes de vitela c/ cogumelos.

O evento está limitado à capacidade da sala e a admissão será feita por ordem de inscrição! Inscreve-te já!!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

REAIS CONVERSAS... EM PONTE DE LIMA

Foto de Real Associação de Viana do Castelo.

"Reais Conversas com..."

São encontros informais com personalidades da região do Alto Minho ou aqui radicadas, sobre temas relacionados com histórias locais e assuntos da actualidade, promovidas pela Real Associação de Viana do Castelo.

As "Reais Conversas com… ", que decorrerão em todo o Alto Minho, começam em Ponte de Lima, no próximo dia 27 de Maio, pelas 21h00m, no Auditório da Casa da Terra, sito no Passeio 25 de Abril (antiga Cadeia das Mulheres).

Ao tempo em que a Rainha Dona Teresa, concedeu foral, em 4 de Março de 1125, Ponte de Lima era um centro económico de certo relevo, mercê da ligação que estabelecia entre Santiago de Compostela, Braga e Porto, facilitando não só a intensa actividade mercantil como a peregrinação jacobeia, então um êxito. Esta carta de foral atesta que a vila, para além de ser uma povoação de características militares e agrícolas, tinha igualmente um cariz comercial, sendo a sua feira a mais antiga, documentada em todo o território português. 

Atendendo a este facto, a Real Associação de Viana do Castelo escolheu para tema da primeira "Reais Conversas com…" A FEIRA DE PONTE e convidou o Dr. Francisco Abreu e Lima e o Dr. Franclim Castro Sousa, personalidades sobejamente conhecidas na região, para nos contarem as suas histórias da Feira, algumas das quais foram passando de geração em geração ao longo dos séculos, e outras ocorridas em tempos mais recentes e actuais.


A moderação está a cargo da jornalista e escritora, Dr.ª Rosário Sá Coutinho.


Está pois criado o ambiente para uma boa conversa...



terça-feira, 9 de maio de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA EM LANÇAMENTO DE OBRA SOBRE O SULTANATO DE OMÃ

Brasão de armas de Omã


As palavras portuguesas "bandeira", "forte" e "golfinho" são ainda hoje usadas no árabe falado no litoral do Sultanato de Omã, lê-se no prefácio à obra "Encantos de Omã num Olhar Português", que é apresentada na segunda-feira em Lisboa. Eduardo Amaro de Lemos e Anizabel Alves da Rocha são os autores de "Encantos de Omã num Olhar Português", obra profusamente ilustrada, que é apresentada na segunda-feira, às 18:00, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa.

A cerimónia de apresentação conta com a presença do embaixador de Omã em Lisboa, e um momento musical com a guitarrista Luísa Amaro, que editou em 2014 o CD "Argvs".

A obra, em português e inglês, com a chancela da Althum Editora, é prefaciada pelo presidente da Fundação D. Manuel II, S. A. R. D. Duarte de Bragança, e conta com um texto sobre as "relações entre o Sultanato de Omã e Portugal", de autoria de Humaid Al-Maani, embaixador do sultanato em Lisboa.

D. Duarte de Bragança salienta a ligação ao mar - "os conhecimentos da arte náutica e da navegação astronómica" - que têm portugueses e omanitas.

Os portugueses instalaram pequenos fortes e feitorias na costa de Omã, tais como Mascate, Matara (Muttrah) e Sohar, e "passaram a comerciar activamente em toda a região", afirma D. Duarte Bragança, que salienta o apoio português à dinastia árabe quando os persas, apoiados por Inglaterra, conquistaram Ormuz, em 1622, tendo-se "os portugueses fixado no território omanita".

O diplomata Al-Maani afirma que "as relações históricas recentes entre os dois países tiveram início em meados dos anos 1970", e atesta que "ambos os países estão ligados por possuírem recursos humanos que poderão fomentar uma cooperação estratégica em diversas áreas, nomeadamente, na política, cultura, economia e tecnologia".

Os autores realçam, por seu turno, a troca mútua de influências, referindo áreas como a arquitectura, e afirmam que vestígios da presença portuguesa "permanecem ainda visíveis", nomeadamente "o caso do porto que construíram em Musandam, no estreito de Ormuz, ou de Mascate, a capital".

A obra divide-se em 14 capítulos, abordando questões como a geografia e a administração, a religião, economia, "oportunidades de investimento", "maravilhas de Omã", como a Gruta de Majlis Al-Jinn ou a Reserva Natural de Bandar Khayran, e ainda a cultura e tradições, referindo as canções e danças de Omã, a poesia e os instrumentos musicais, assim como o trabalho em prata, e no talhe da madeira.

Um capítulo é totalmente dedicado ao Património Cultural Material e Imaterial do Sultanato.

Fonte: DN

domingo, 7 de maio de 2017

A CRISE DE REPRESENTAÇÃO DO REGIME REPUBLICANO

Resultado de imagem para REPUBLICA GORDA

Ninguém ousa pôr o dedo na ferida, isso equivaleria a negar dois séculos de história mal contada! Dois séculos de decadência. Mas é o regime republicano que está em causa e não a democracia representativa como sempre nos quiseram confundir. O desaparecimento dos partidos tradicionais em França, engolidos em sucessivas eleições, tem uma explicação bem simples e prosaica – não representam o sentimento nacional. Pior, estão contra esse sentimento, base e justificação de qualquer comunidade. E estão contra porque, como é próprio da sua índole, estão indexados aos interesses internacionais das várias maçonarias a que pertencem. E a ordem maçónica sobrepõe-se como sabemos à ordem interna. A crueza da realidade não permite mais subterfúgios nem mentiras. A comprovar o que afirmo aí está a Inglaterra onde nada disso aconteceu porque ao contrário da França os partidos tradicionais souberam sempre representar a vontade explícita dos eleitores. Mesmo que isso custasse, como custou, a carreira de alguns políticos.

Em Portugal, que segue mimeticamente a França e cujas elites são do mais refinado jacobinismo, ainda não se deu a implosão dos partidos tradicionais porque nós não temos partidos tradicionais. São todos postiços e enganadores, foram determinados pelo golpe militar de Abril de 74 e mais tarde caucionados por uma constituição que basicamente está contra a tradição. Nestas condições como poderiam existir partidos tradicionais?!

É assim que assistimos a um governo manhoso que, quando convém, faz oposição a si próprio, vidé caso de Fátima; é assim também com o partido social democrata que finge que é da direita, mas não é. E até temos, imagine-se, um partido filiado na quarta internacional comunista, mas que afinal é nacionalista! Embora condene o nacionalismo nos outros!

Uma coisa une todos estes mentirosos – são todos republicanos. Democratas é que já vimos que não são. Um país destes não é para levar a sério e esta situação caricata só se aguenta enquanto o BCE pagar as ‘mulheres e os copos’ do regime e da respectiva nomenclatura.


Saudações monárquicas


JSM


Fonte: Interregno

quinta-feira, 4 de maio de 2017

XXVIII ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA


A Real Associação de Lisboa vai celebrar o seu XXVIII Aniversário no próximo dia 20 de Maio de 2017, com uma visita ao renovado Palácio de Queluz guiada pelo Senhor Professor Helder Carita, seguida de almoço em Sintra presidido por S.A.R. o Senhor Dom Duarte e um passeio no tradicional eléctrico até à Praia das Maçãs.
 
09:30 – Partida de Lisboa, em autocarro, da Praça de Espanha, junto ao parque de estacionamento na esquina com Avenida de Berna (parqueamento gratuito);
10:00 – Chegada a Queluz, seguindo-se visita guiada ao Palácio Nacional;
13:00 – Almoço no "Restaurante Xentra" , em Sintra, que será presidido por S.A.R. o Senhor Dom Duarte;
15:00 – Passeio de Eléctrico até à Praia das Maçãs;
16:30 – Regresso a Lisboa (Praça de Espanha).

Preço p/ pessoa (transporte, entradas nos monumentos e almoço):

25,00 €  Adultos
20,00 €  Jovens até aos 25 anos

Aconselhamos o uso de calçado prático e convidamos a trazer a sua bandeira azul e branca para o passeio de eléctrico.

As inscrições estão abertas até dia 15 de Maio directamente na nossa sede: Praça Luís de Camões, 46 2º Dto | 1200-243 Lisboa (de segunda-feira a quinta-feira, das 15:00 às 18:00), pelo endereço electrónico secretariado@reallisboa.pt ou pelo telefone: 213428115 no horário de atendimento.


Contamos consigo!

A Direcção

Horário de atendimento: segunda a quinta-feira das 15:00 às 17:30, sexta-feira das 10:00 às 12:45

quarta-feira, 3 de maio de 2017

DUQUESA DE BRAGANÇA EM EXPOSIÇÃO SOBRE PORTUGAL NO LUXEMBURGO

MARIA TERESA DO LUXEMBURGO E DUQUESA DE BRAGANÇA NA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO "PORTUGAL - DESENHO DO MUNDO" NA MNHA NO LUXEMBURGO






















Portugal - Drawing the World opened to the public at the National Museum of History and Art (MNHA) today showcasing an exceptional collection of works that reflect on the Portugese quest to create a global empire from Africa to Asia and South America. 
This exhibition seeks to recount the long and fascinating journey of this almost nine-century-old country, still emerging from a process of trans-culturality, together with the history of the paths that led the Portuguese to the four continents, the fabled Cape Route, the trade networks created, and the religious missionaries who saw not only an opportunity to proselytise but also to develop the study and knowledge of other cultures. 
These feats are illustrated through an eloquent artistic legacy that traces and describes Portugal’s cultures, people and relationships through the fading Middle Ages and dawn of the modern era. 
Built around a collection of extraordinary loans from the Museu nacional de arte antiga (MNAA, Lisbon) as well as other cultural institutes of Portugal - Drawing the World is on display at the Musée national d’histoire et d’art (MNHA, Luxembourg) until October 15, 2017.
The museum is open from 10:00 to 18:00 Tuesdays to Sundays.
texto;  MNHA



Grã-duquesa Maria Teresa e D. Isabel de Bragança inauguram exposição monumental sobre Portugal
 
A grã-duquesa Maria Teresa (ao centro) com D. Isabel de Bragança (a segunda, a partir da esquerda) durante a visita à exposição, acompanhados por Michel Polfer, diretor do MNHA, e de Conceição Borges, comissária científica da mostra.
A exposição "Portugal Drawing the World" ("Portugal Desenhando o Mundo"), uma mostra monumental sobre a arte a história portuguesas que vai estar patente no Museu nacional de História e de Arte do Luxemburgo, foi inaugurada na quinta-feira na presença de inúmeras individualidades dos dois países.

Além da grã-duquesa Maria Teresa e de D. Isabel de Bragança, duquesa de Bragança, mulher de D. Duarte Pio, duque de Bragança, estiveram presentes o secretários de Estado da Cultura do Luxemburgo, Guy Arendt, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus de Portugal, Margarida Marques, os embaixadores de Portugal no Luxemburgo, e do Luxemburgo em Portugal, além dos diretores de alguns dos museus e instituições envolvidas no projecto, como o MNHA e o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) de Lisboa. 
A exposição mostra 133 objectos que retraçam a história e a arte portuguesas da formação de Portugal, na Idade Média, ao séc. XVIII, com destaque para a era dos Descobrimentos Portugueses.
A exposição "Portugal Drawing the World" vai ficar patente ao público até 15 de Outubro. Esta é a maior exposição de sempre dedicada a Portugal organizada no Grão-Ducado.